Feliz por nada (e por tudo!)

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Sempre fui uma leitora assídua de Martha Medeiros. Desde Divã, fiquei impressionada com a sensibilidade da autora que de maneira direta, diz coisas profundas e atuais. Em um passeio pelo Belas Artes, aqui em Belo Horizonte,  tive a felicidade de ganhar da minha mãe o livro  ‘Feliz por nada’, o ultimo produzido pela autora. Das crônicas que li tirei pedaços gostosos, análises e críticas que, resumindo, dizem tudo (rs!). Em um dos meus textos preferidos do livro, “Amigo de si mesmo”, ela diz o seguinte:

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“Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que os bons amigos fazem: perdoam” (…) “Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar ao outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha “sou rebelde porque o mundo quis assim”, “ Salve-se dos seus traumas de infância”, “Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo”.

Publiquei no facebook ontem o mesmo texto do último post, onde falo sobre o quanto essa semana tem sido importante – de como é difícil confiar em alguém e quebrar a cara. Foi um desabafo, talvez. O lado positivo é que isso refletiu em alguns amigos que rapidamente responderam a publicação (inclusive amigos muito queridos, que não vejo há anos).  Alguns me disseram que estavam passando exatamente pela mesma coisa: confiar em alguém e quebrar a cara. Outros me disseram: “Isso faz parte da vida, aprender a viver”. Minha ex-professora de historia  (de quem eu gosto demais), disse algo terminantemente correto: exigimos muito do outro e isso pode ser um reflexo, exigimos muito de nós mesmos.

O fato é que o texto de Martha Medeiros veio a calhar. Principalmente quando ela diz que precisamos parar de pensar um pouco, de ver fantasmas onde não tem. E parar de ter dó de si mesmo, de viver do passado, de continuar discussões que não fazem mais sentido. A  verdade (se é que existe alguma verdade em situações como essa), é que esperamos demais do outro, e fatalmente nos decepcionamos. Hoje estava chorando porque alguns dos meus amigos não foram como eu queria que fossem. E agora sou levada a pensar: eu sou exatamente o protótipo que eles fazem de um amigo? Provavelmente não. E não adianta ficar chorando, ficar irritado, como diria a minha avó: a vida e assim mesmo, ela dá e tira muito rápido.

Um brinde aos que por escolha, sairam minha vida. – E um brinde maior ainda, aos que por escolha, permaneceram.

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