As Santas de Chamaillard

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Vagando pela internet me deparei com o seguinte nome: Soasig Chamaillard.  Simplesmente adorei o trabalho da artista francesa que provocou o desconforto em muitos católicos. A partir da criação de uma série de imagens, ela brinca com ícones da cultura pop.  Chamaillard compra as imagens em feiras de velharias e realiza uma verdadeira transformação nas imagens, das quais batizou de “Aparições”. A proposta é provocar uma reflexão sobre a espiritualidade moderna.

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“A Super Maria surgiu do interesse em confrontar dois ícones. Soasig explica que, se por um lado, consideramos que a Virgem Maria é uma representação do seu tempo, então, talvez a possamos encarar como uma “Super Mulher” dos tempos modernos: uma mulher extremamente atarefada, que trabalha e, simultaneamente, trata da sua família. A artista defende, ainda, que existe uma ligação muito interessante entre a banda desenhada e a religião: os super-heróis personificam o bem e o mal, e os seus super-poderes representam os milagres religiosos.” (fonte: http://obviousmag.org)

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Retrato Falado Literário

A divertida idéia nasceu do artista Brian Joseph Davi, que através das descrições físicas de personagens clássicos da literatura organizou o “The Composistes”, um site: http://thecomposites.tumblr.com onde expões os “retratos falados” feitos com os mesmos aplicativos que policiais utilizam  para identificar criminosos.

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Emma Bovary, Madame Bovary, de Gustavo Flaubert

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Daisy Buchanan, O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

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Humbert Humbert, Lolita , de Vladimir Nabokov

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Kevin, Precisamos falar sobre Kevin, de Lionel Shiver

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Sam Spade, O Falcão Maltês, de Dashiell Hammett

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Tom Ripley, O Talentoso Ripley, Patricia Highsmith

Ricky: decepção ambulante

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Domingo passado fiquei animada ao ver o anúncio da exibição do filme francês Ricky na TV a cabo. “Se é François Ozon não pode ser ruim”, pensei. Ok, não que o filme seja ruim, a única palavra que consegui encontrar para classifica-lo é: decepcionante. No Filmow (rede social de filmes) as pessoas que gostaram diziam que há um senso lírico no filme e uma experimentação narrativa – até pode ser, mas não consegui identificar nada disso.

A história é o seguinte: Katie (Alexandra Lamy) é uma mãe solteira que trabalha em uma fábrica. Conhece Paco e os dois começam a se relacionar. A presença de Paco na casa traz o perceptivo incômodo da filha de Katie (Lisa) que só com o tempo se acostuma em dividir a mãe. A vida da protagonista é cercada de muito trabalho e poucos acontecimentos até que se descobre grávida de Ricky.  O bebê, branquinho de bochechas rosadas e olhos azuis vai desenvolvendo asas. Isso, o bebê tem asas e voa ( é um anjo, uma ave?). Katie precisa lidar com tais dificuldades: de aceitar um filho diferente e tentar inseri-lo em uma sociedade completamente alucinada.

Tem tudo para dar certo, mas não dá. No anúncio dizia: “Uma mistura de estranheza com drama realista” (ótimo, só consegui ver estranheza).  Concordo que é ousado, mas a fábula que se cria no filme não se sustenta e o final: é de dar dó (e revolta: perdi meu tempo).

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RICKY
EUA – 2009 – 90 min. – 12 anos
Gênero Drama / antasia / suspense
Distribuição California
Direção François Ozon
Com Alexandra Lamy, Sergi López, Mélusine Mayance.