My Little Princess

Ontem assisti “My Little Princess”, filme francês de 2011, dirigido por Eva Ionesco. Nele, Isabelle Huppert interpreta uma fotógrafa – Hanna Giurgiu, que tira fotos eróticas de sua filha (pré-adolescente) com a justificativa de que todas são artísticas. Hanna ganha uma máquina fotográfica profissional de um namorado e começa a fotografar a filha: Violetta, que vive aos cuidados da avó. A exploração da imagem da menina (que frequentemente está nua) prejudica seu convívio social a tão ponto que Violetta passa a não querer ir mais a escola onde os colegas a chamam de vadia.

As fotografias provocam (ou seria melhor dizer: incitam) cedo demais a sexualidade de Violetta, que segue meninos da escola para pedir um beijo (e algo mais). Ela, que já se considera uma mulher, não quer mais ir a escola e fuma, usa drogas – tudo isso na presença da mãe. Mas Hanna não se preocupa, pois acredita que todos aqueles “caipiras” não entendem o seu sonho: de ser artista, de fugir da mediocridade.

O roteiro foi inspirado na história pessoal da diretora Eva Ionesco, filha da fotografa romena Irina Ionesco. Sua mãe resolveu fazer um ensaio erótico quando ela tinha 5 anos. O hábito perdurou por muito tempo e dele surgiu (na década de 1970) o ensaio “Eloge de ma fille” que causou grande polêmica. Eva participou inclusive de um filme erótico, de Roman Polanski em 1977: Maladolescenza. Duas das imagens podem ser conferidas abaixo:

O filme é denso, a fotografia é linda (repleta de cores fortes). Mas é a primeira vez que não me impressionei com a atuação da Isabelle Huppert. Não sei se por ela, ou pelo personagem, mas não me convenceu. Não deu pra engolir Huppert, como uma mãe transloucada (e olha que ela já interpretou tantas mães transloucadas). Eu nunca tinha ligado a imagem dela a cultura pop. A verdade é que quase não reconheci a Huppert com tantos trejeitos, cabelo de “algodão” e camisa de Mickey Mouse. Uma característica dela é essencial: se trata daquela mania de levantar o queixo e de fazer biquinho. Além daquela voz grossa, da frieza clássica e da – magreza infinta.

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