Banksy

 

Conheci Banksy pela internet (assim como outros inúmeros artistas) e fiquei encantada com manifestações em relação a seu trabalho. Já vi homens e mulheres tatuados, reprodução das imagens da sua obra pelo entorno da faculdade, pelo centro de Belo Horizonte e de Nova Lima (e imagino que existem milhões de outras espalhadas pelo mundo afora). “Banksy” na verdade é o pseudônimo de um artista de rua, pintor, ativista e diretor do cinema inglês. Em 2008, o jornal britânico Daily Mail chegou a afirmar que a verdadeira identidade de Banksy era: Robin Banks (mas a informação foi negada posteriormente). De fato, a decisão do artista em se manter no anonimato é muito interessante, assim como já se afirmou: o foco deve ficar na arte e não no artista.

 

Seu trabalho contribuiu para uma mudança em relação à percepção que se tinha sobre a arte de rua. Através do spray, ele realiza críticas (algumas bem satíricas e com pitadas de humor negro) à política, à sociedade e à guerra – criando imagens que podem ser facilmente encontradas em pontes, paredes ou asfaltos.  Em 2003 um episódio engraçado aconteceu pelas ruas de Londres: Uma senhora ligou para a prefeitura reclamando de uma “pichação satírica sobre a família real” na parede da sua casa.

Assim que chegaram ao local, os funcionários da prefeitura pintaram toda a parede. Se a senhora resolvesse vender aquela obra, ganharia muito dinheiro (o artista chegou a vender uma de suas pinturas por 200 mil dólares), por outro lado: os funcionários tiveram que se desculpar publicamente. Há também uma outra versão: Contratados pela prefeitura para limpar a cidade das pichações, funcionários pintaram o trabalho de quase sete metros de comprimento com tinta preta. O conselho municipal de Bristol afirmou que seria instaurada uma investigação para descobrir o responsável por este engano: “determinou a preservação de todas as obras de Banksy na cidade”

 

Tristan Manco (designer gráfico e autor) informou que Banksy nasceu em Bristol (Inglaterra) em 1974, arriscou suas primeiras pichações na década de 80, utilizando-se do estêncil em seus grafites. Em 2003, assinou a capa do álbum Think Tank, da banda Blu. Foi também o responsável pela abertura polêmica do desenho “Os Simpsons”, onde asiáticos enfrentam péssimas condições de trabalho para a produção do desenho. Há também um outro episodio interessante ligado ao artista: “Entrou como turista na Disneylândia, na Califórnia, levando na mochila um boneco inflável vestido com o uniforme dos detentos da prisão de Guantánamo. Burlando a segurança, infla o boneco e o posiciona perto de uma montanha-russa de trenzinho. Demorou uma hora e meia até que o boneco fosse retirado”. (Super Interessante/ Abril).

 

 Para mais imagens, confiram o site: http://www.banksy.co.uk

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