Só eu não gostei do filme “Uma doce mentira”?

(filme de 2010, Diretor: Pierre Salvadori)

Eu comprei esse filme com tanto entusiasmo que quase caí da cadeira quando acabou. Sinceramente eu já não sou muito fã de filmes românticos, mas “Uma doce mentira” dá vontade de ir embora antes do final. De fato, a história sem Maddy Dandrieux (interpretada por Nathalie Baye) não faria sentido, mas é por responsabilidade dela  – do personagem – que o filme desanda.

Aliás, não há nada de novidade nessa história. “Numa manhã de primavera, Emilie recebe uma linda carta de amor anônima. Sua primeira reação é jogar a carta no lixo. Mas ela vislumbra uma forma de salvar sua mãe, uma mulher triste e isolada desde a partida de seu marido. Sem pensar muito, ela envia a carta para a mãe, sem saber que o autor é Jean, seu tímido empregado. Emilie não imagina que seu gesto desencadeará uma série de desentendimentos, criando situações fora de controle.”

Comentei algumas coisas no Filmow e a galera caiu matando dizendo que o filme foge de clichês e que enfim, a Audrey Tautou conseguiu se livrar da doçura de Amelie Poulain, que o filme é lindo, etc e coisa e tal. Ok… Mas eu, confesso… achei o filme bem chato! E o que tem de diferente dos filmes de Hollywood? Não sei, talvez: “É um filme francês e charmoso”.

Sabe os personagens ficam cercados por uma culpa que não precisam sentir. Jean começa a ir a encontros com Maddy contra vontade e Maddy culpa a filha pela situação (mas de maneira bem grosseira, inclusive tentando se vingar e criando ciladas). E a história para nessa metade: não trata profundamente do assunto (sobre as consequências reais da mentira), nem de maneira leve. Fica no muro e a situação cria um mal estar e incompreensão.

One thought on “Só eu não gostei do filme “Uma doce mentira”?

  1. jc diz:

    Se me é permitida uma sugestão, aconselho: “Un long dimanche de fiançailles” de 2004, onde Audrey Tautou interpreta a noiva de um soldado da Primeira Guerra Mundial, que à distância, com uma preserverança notável, tenta limpar o seu nome. A narração é saltitante, como em Amélie, quase em jeito de documentário, onde verdade após verdade, vamos descobrindo que nem tudo é o que parece.

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