Mamãe é de morte

Quem se lembra de ‘Mamãe é de morte’? Aquele filme que passava direto na Band. Pois é, tive a oportunidade de revê-lo ontem e só agora, depois de uma pesquisa rápida, descobri que é uma produção de 1994, dirigida por John Walters ( também diretor em Pink Flamingos, famoso por filmes alternativos e de baixo orçamento, muito conhecido no gênero trash).

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Há várias controvérsias sobre esse filme, enquanto alguns dizem que é um dos piores de Walters, outros o classificam como um clássico contemporâneo. O fato é que apesar do exagero característico, ‘Mamãe é de morte’ apresenta cenas hilárias com uma boa dose de ironia e humor negro.  A trama conta a história de Beverly Stuphin, uma perfeita dona de casa americana que guarda um terrível segredo: é uma perigosa serial killer.  O cotidiano tranquilo da família (composta por seu marido Eugene (Sam Waterston) e seus dois filhos, Misty e Chip é interrompido quando Bervely sofre uma ‘crise nervosa’ e passa a matar (sem nenhum escrúpulo) qualquer um que incomode sua família.

Revendo o filme, fiquei atenta a várias  menções interessantes ao cinema trash e me deparei com uma cena onde citam ‘Almas Mortas’, um longa B de 1964 que traz Joan Crawford no papel de Lucy Harbin, uma mulher que foi traída pelo namorado e que decide assassina-lo (e a sua amante) a machadadas. Tempos depois ‘Almas Mortas’ foi classificado como um horror cujo subgênero podia ser definido por Psycho-biddy ou hag horror, trata-se de filmes que misturam drama, thriller, vingança e humor negro onde as personagens principais são mulheres maduras e perigosas (algumas insanas e outras sobre tremendo estresse).

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E como Kathleen Turner está linda, aliás, o filme todo é praticamente ela. Responsável pelas cenas mais hilárias (como aquela em que ela imita o canto dos pássaros ou a do julgamento), Turner sobressai aos outros atores em uma encenação ímpar e engraçada.  É interessante perceber características que marcam os filmes dos ano 90, esse, por exemplo, apresenta uma enorme influência da videoarte (como o uso contínuo das janelas e da sobreimpressão).

Mais do que trash (como a cena onde Beverly arranca um rim do rapaz que a filha é apaixonada), ‘Mamãe é de morte’ é uma crítica bem humorada à sociedade moralista e despe a imagem de família [e vizinhança ] exemplar para mostrar que no fundo, todos nos guardamos nossas imperfeições.

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