O Casamento do Ano

Um filme que traz um elenco desses me pareceu imperdível. Quando soube que Dianne Keaton, Susan Sarandon e Robert De Niro contracenariam juntos (em um triângulo amoroso) eu quase enlouqueci. Muito se comentou (e vocês provavelmente já devem ter visto em outros sites) é que apesar do elenco (que também traz Robin Williams, Ben Barnes, Topher Grace, Amanda Seyfried e Katherine Heighl) ‘O casamento do ano’ é uma produção mediana com uma trama questionável.

Dirigido e roteirizado por Justin Zackham (também diretor em Antes de Partir), o filme conta a história do casamento de Missy  e Alejandro, que se conhecem desde pequenos. Faltando poucos dias para a cerimônia, Alejandro (que é filho adotivo) toma conhecimento de que sua mãe biologia Madonna (uma mulher boliviana, extremamente católica e que não acredita em divórcio) irá visitá-lo. Para evitar qualquer tipo de conflito, Alejandro pede que seus pais adotivos Ellie  e Don, que estão divorciados, finjam que vivem juntos e felizes. O problema é que Don, há mais de seis anos, possui um relacionamento com Bebe McBride (Susan Sarandon) que não aceita ser colocada em segundo lugar.

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Um dos grandes problemas do filme está no argumento. Uma mulher colombiana doa seu filho e depois de anos volta a vê-lo e por seguir rigidamente sua religião, todos os outros personagens precisam alimentar um disfarce que faz pouco (ou nenhum) sentido. Outro detalhe que me incomodou foi um descuido em relação aos plots, repleto de clichês. Nuria, a irmã colombiana de Alejandro é no mínimo um dos personagens mais caricatos que existem na trama. No início ela se mostra interessada em tirar a virgindade de Jared, seduzindo-o de todas as maneiras e depois aprende com Ellie que é preciso se fazer de difícil para conquistar um homem. A americana ensina a colombiana a se comportar.

As personagens de Amanda Seyfried e Katherine Heigh não fogem do óbvio, trazem a tona as mesmas problematizações que estamos acostumados em filmes água com açúcar. Robin Williams, aliás, está tão mal aproveitado no filme que seria a mesma coisa se ele não estivesse lá. Williams tem pequenas cenas e de pouco destaque, o que é um pena.

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Apesar do título, o foco do filme se concentra nas histórias secundárias e não no casamento. É justo compará-lo a comédias como ‘Simplesmente complicado’ ou ‘Alguém tem que ceder’. Alysson Oliveira, colunista do Cineweb, usou um termo corretíssimo: ‘o que os amigos e os familiares fazem nesses filmes é lavar a roupa suja‘.  Apesar de tudo, o filme traz momentos divertidos e é um longa agradável, além do mais, não é sempre que temos um elenco tão bom reunido e por isso mesmo eis um filme que vale a pena ser visto.

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