Filtro retrô para fotos!

ImagemNão sei se cheguei a falar isso aqui no La Amora, mas sou apaixonada com o Instagram e sempre que posso publico uma imagem. Uso e abuso dos filtros retrô (ou vintage) porque acho que dá um “ar” especial. Há quem critique o uso exacerbado de filtros e afirme que eles fazem com que as imagens fiquem muito artificiais. Em parte eu concordo, mas acho que os filtros são uma facilidade pra quem gosta de tirar fotos por curtição (como é o meu caso).

Pois bem, eu tenho um probleminha: não domino o Photoshop ou qualquer outro programa de edição de imagens. Agora a pouco esbarrei em um software (que pode ser usado online) e que faz todo esse serviço de uma maneira rápida e simples. Vou deixar a dica para quem quiser experimentar, o editor se chama Pixlr-o-matic, é muito fácil de usar e apresenta diversas possibilidades de combinações (mais de 25 mil opções!).

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Um beijo como resgate

Tenho boas recordações em relação a este filme e foi justamente por isso que resolvi escrever sobre ele hoje.  Estava fazendo uma pesquisa de rotina pelo Filmow e percebi que poucas pessoas o assistiram, o que é uma pena.  ‘Um beijo como resgate’, filme de 1999, dirigido por James Lapine está longe de ser um clássico, é uma leve comédia romântica com diálogos interessantes e boas atuações, nada mais do que isso. Apesar de alguns contras, Um beijo como resgate é um longa que te prende do início ao fim e que te surpreende no final.

um-beijo-como-resgateGosto desse filme em especial porque me traz boas lembranças da infância, recordo-me perfeitamente de uma locadora que ficava perto escola e que eu adorava frequentar. Um dia o filme (em VHS) apareceu nas prateleiras de baixo e quando vi o rosto da Susan Sarandon na capa, tomei um susto. Peguei com medo de que alguém o locasse na minha frente. Foram semanas levando a fita para casa e quando não levava, passava na porta da locadora para ver se ela estava lá. Com o tempo a locadora fechou e eu nunca mais o vi.

A trama conta a história de Charlotte Emery, uma mulher de quarenta anos, completamente entediada com a vida e com o casamento. Após o desinteresse no marido, o influente e ocupado pastor Zack Emery (Jay O. Sanders), Charlotte decide fugir de casa. Justamente neste dia, o banco em que Charlotte se encontra é assaltado e ela é feita de refém por Jake Simms Jr. (Stephen Dorff). Jake assalta o banco com planos de encontrar e ajudar sua namorada Mindy (Elisabeth Moss) que está gravida. Apesar de se estranharem no inicio, Jake e Charlotte acabam se apaixonando e, por isso, decidem fugir juntos.

Susan Sarandon, que já não é mais nenhuma menina, interpreta muito bem a mulher que sacrificou a juventude e as vontades para sustentar um casamento infeliz. Depois de fugir com Jake os desejos de Charlotte voltam à tona e ela percebe que não é tarde para levar uma vida prazerosa.  É engraçado porque o relacionamento entre Charlotte e Jake começa como uma ligação entre duas pessoas sem esperança: apesar da juventude, Jake esta fadado ao fracasso, sem emprego, sem estudo e sem condições de ajudar a ex-namorada grávida. Charlotte possui boa vida, “um bom marido”, mas é completamente infeliz.

Ironicamente (e apesar da vontade de estar junto a Jake) Charlotte não se permite amar porque está presa as convenções sociais e não acredita que duas pessoas de idades tão diferentes possam se relacionar.

O bacana é que uma das reviravoltas no roteiro acontece quando a polícia levanta a suspeita de que os dois são na verdade cúmplices (é um detalhe que o público entende desde o começo e que, de alguma forma, torce para que isso não aconteça). Charlotte passa de refém para bandida e com o auxílio da imprensa a imagem do casal é vinculada em todo o estado.

Um beijo como resgate é um filme muito doce e que vale a  pena ser visto. [Me lembrei agora de uma cena divertida onde Charlotte invade uma casa e rouba a roupa de uma garota adolescente – a atriz que interpreta a garota é a Eva Amurri, filha da Susan Sarandon! ]

Não existe vida errada

Estou prestes a me tornar oficialmente uma jornalista, formo no começo do ano que vem. Tenho que confessar, estou morrendo de medo – um medo bobo, mas que não me abandonou nesses últimos dias. Essa sensação de que “agora você está crescido e precisa começar a tomar o seu rumo” é muito assustadora. Tenho pensado em coisas que não me preocupavam antes. Eu não sei se toda pessoa chega aos vinte e dois anos com essa neura, mas há tantas coisas que me preocupam que eu poderia fazer uma lista delas. (Eu fico pensando: poxa, eu preciso viajar, preciso me mudar, quero ter filhos. Essas coisas, sabe?)

Semana passada uma vizinha – aliás, muito querida – se casou, ela (só) tem vinte e cinco anos. Quero dizer, daqui há três anos eu terei a idade dela e acho muito difícil seguir o mesmo rumo. Não que exista uma idade certa, uma regra… mas ela estava tão decidida, tão certa de tudo, que até me bateu uma dúvida: será que eu tô atrasada?

Minha mãe começou a trabalhar com apenas dezesseis anos, na minha idade ela já assumia as contas da casa. Com a mãe de uma das minhas melhores amigas também aconteceu dessa forma, ela engravidou aos 18 e aos 19 já estava casada, ministrava aulas e construía uma casa. Eu não sei se antigamente as coisas aconteciam muito rápido ou se atualmente as coisas estão lentas demais.

Ao mesmo tempo _ pode parecer piração, mas eu também tenho outro medo, é o de chegar lá na frente e pensar: eu fiz tudo errado! Arrependimentos fazem parte da vida, não acredito que alguém com 50 anos não tenha nenhum. Mas eu tenho um receio tão grande de perder o estímulo, de chegar em uma certa idade e pensar:

Feliz Amor a vidaOutro dia ouvi uma história que me deixou encucada. Uma mulher comentava com a outra que se tivesse casado com “aquele primeiro namorado” teria sido muito mais feliz. Ela tinha certeza disso e mais, ela ainda nutria o desejo de reencontrá-lo, mesmo dormindo ao lado de outro homem há mais de quinze anos.

Eu sei que esse texto parece um ‘blá bla blá’ interminável, mas eu juro que tenho pensado nisso demais: é incrível como a vida nos prega peças e a gente nem se dá conta disso. A vida nos obriga a fazer escolhas e hora ou outra, vamos colher os frutos.Image

Acabei de folhear um livro da Martha Medeiros e coincidentemente caí em uma crônica chamada “E se tivesse sido diferente?” onde ela diz o seguinte: “Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: ‘e se tivéssemos feito diferente?” O diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. Algumas vidas até podem ser tristes, outras são desperdiçadas, mas, num sentido mais absoluto, não existe vida errada”

Acho que a Martha Medeiros tá certa, se você ficar avaliando cada decisão certa/errada que você tomou na vida você acaba pirando. Eu não diria que é preciso ligar o botão do ‘fodas’, mas alguma coisa precisa ser feita – a vida nos exige isso, que a gente siga em frente.

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Chastity Bites

Ontem eu estava atoa, doida pra assistir um filme e me deparei com “Chastity Bites”, uma produção que satiriza o gênero de terror e apresenta uma mistura de drama adolescente com uma pegada bem trash. Li algumas críticas no IMDB e nenhuma foi favorável o que me pareceu um pouco injusto porque a trama é muito divertida.

O filme brinca com uma figura histórica, a Condessa Elizabeth Bathory. No início de 1600, Bathory matou mais de 700 mulheres jovens e virgens pois acreditava que se ela se banhasse de sangue ficaria bonita para sempre. Com seus pactos e magias, Bathory conseguiu manter-se viva até os dias de hoje – mas como uma condição: precisa renovar seu ritual anualmente.

Em busca de novas vítimas, a Condessa se apresenta como uma educadora de abstinência sexual no colégio San Griento e convence a um grupo de jovens a se manterem virgens até se formarem. Bathory só tem um problema: a jovem Leah – uma estudante feminista e aspirante a jornalista – que desconfia do seu segredo.

home_bg_02Eu diria que Chastity Bites é uma releitura gótica de ‘Meninas Malvadas’. Há todo um clima de colegial e de disputa que exagera nos clichês e nas piadas carregadas de sexualidade.  Lotti Pharriss (roteirista e produtora do filme) e John V. Knowles (diretor) se apoiaram em séries de entretenimento que ganharam os cinemas americanos nos últimos tempos (como, por exemplo, Todo mundo em Pânico = que não trata do mesmo tema, mas possui uma estética bem semelhante).

Quando li a sinopse de Chastity Bites me lembrei logo da Madame Lalaurie (personagem da Kathy Bates em American Horror Story) que assim como no filme usa sangue de pessoas jovens e acredita ficará bela para o resto da vida. Aliás, Elizabeth Bathory realmente existiu, há muitos mistérios que rondam sua figura e vários relatos de tortura e sadismo, dizem até que a ‘Condessa Drácula’ era ocultista, alquimista e praticante de magia negra.

No mais, eu amei o fato da protagonista ser jornalista e feminista – me lembrou alguém, sabe? Também adorei a Jennifer Gimenez, meu Deus, cada vez que a mulher aparecia em cena eu começava a rir! Gimenez tem um jeito muito engraçado, exagerado *que lembra demais a Goldie Hawn.

Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia

Dizem que Sam Peckinpah é o poeta da violência. Conhecido como o ‘pai’ de Quentin Tarantino, Peckinpah é responsável por grandes filmes do cinema americano como Sob o domínio do medo e Meu ódio será tua herança. ‘Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia‘ foi produzido em 1974 em uma época em que Peckinpah enfrentava dificuldades financeiras e estava decepcionado com o fracasso do filme que produzira anteriormente (Pat Garrett & Billy the Kid).

Filmado no México e repleto de humor negro e sadismo, o filme conta a história de um fazendeiro conhecido como El Jefe que descobre que sua filha ficou grávida e foi abandonada. Ele contrata assassinos americanos e oferece uma recompensa de um milhão de dólares para quem lhe trouxer a cabeça do homem (Alfredo Garcia) que a engravidou.

Os assassinos americanos fazem uma enorme busca, mas não conseguem encontrá-lo. Em uma boate na Cidade do México conhecem o pianista Bennie (Warren Oates) e fazem uma proposta: se ele trouxer a cabeça de Alfredo Garcia, ele receberá dez mil dólares. Bennie, que é apaixonado pela cantora da boate, Elita (Isela Vega), descobre que ela teve um caso com Garcia e a convence de ajudá-lo. Elita insiste que Garcia sofreu um acidente de carro e que esta morto. Bennie não se dá por vencido e viaja para a cidade onde ele foi enterrado.

Imagem– Esse é o primeiro filme de Peckinpah que assisto, tenho até outros dele gravados em DVD, mas preferi começar por Alfredo Garcia em virtude dos textos que li. Tive uma surpresa boa, muito boa aliás.  O filme é extremamente dinâmico e corajoso. Há um clima de decadência que envolve os personagens e ao mesmo tempo um charme e uma tensão sexual que exala deles.

Vários aspectos me chamaram atenção, a começar pela iluminação instável. Às vezes não se sabe se a cena se passa a noite ou de manhã, como na parte em que Bennie e Elita estão no cemitério a procura do corpo de Alfredo Garcia. Não acredito que esse aspecto tenha sido intencional, mas de alguma forma, influenciou diretamente na estética do filme.

Bennie, sem dúvidas, é o personagem mais interessante. Em entrevista, Oates afirmou que ele foi inspirado no próprio diretor. O pianista apresenta atitudes contrastantes, em vários momentos questiona seus valores, é violento e ao mesmo tempo dócil. Bennie consegue ser viril, grosseiro e romântico. Ele é fracassado, não consegue largar a bebida e a única saída que encontra para ser feliz ao lado da mulher que ama é aceitar um trabalho que o obriga a cometer diversas atrocidades.

Alfredo Garcia

E como Isela Vega está linda! Me surpreendi na cena em que Elita enfrenta seu estuprador.  Primeiro ela bate nele e ele revida, mas depois, há um momento de carinho, ela acaricia seu rosto e corresponde ao beijo! A cantora também coloca seus valores em questionamento quando não sabe se ajuda a Bennie a encontrar o corpo de Alfredo. Logo depois se transforma em uma femme fatale, ela admira a violência de Bennie e compartilha os mesmos desejos que os dele: “Eu quero o quarto mais caro do hotel!”

O brilhantismo de Peckinpah nesse filme é inquestionável, principalmente quando a gente se dá conta de que a ‘verdadeira’ violência só aparece nos momentos finais do longa onde há uma explosão de sangue e tiroteios. Mesmo assim ainda somos assombrados por cenas anteriores e igualmente fortes –  como a sequência do fazendeiro quebrando o braço da próprio filha que está grávida.

Lost Crossing

 Não tinha planejado essa publicação e também não queria remendar o último post que fiz sobre The Walking Dead, mas acabo de descobrir que a Melissa Mcbride me segue no Twitter e isso me deixou bastante entusiasmada. Como disse anteriormente, estou encantada pela atriz e por seus cabelos curtos. Em 2007, Melissa participou de um média-metragem chamado “Lost Crossing” – algo como: Viagem perdida ou Travessia perdida. O filme, produzido pela BlueLantern Films tem  trinta e três minutos e possui uma trama bem interessante.

Marie (Carrie-Rose Menocal) é uma menina de quinze anos que fugiu de casa. O ônibus em que se encontra quebra e ela se vê obrigada a esperar o concerto. Nesse meio tempo, a garota conhece outra passageira: Sheila (Mcbride) que sugere que as duas dividem um quarto de hotel até conseguirem seguir viagem. Inicialmente, elas constroem uma relação amistosa, até que Sheila revela um antigo segredo e começa a demonstrar um comportamento obsessivo.

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É estranho, mas esse pequeno filme de apenas trinta minutos me remeteu a tantas coisas, a tantas músicas, livros e personagens que eu acho que poderia ficar até amanhã escrevendo sobre ele. Primeiro porque a Melissa Mcbride está fantástica, ela carrega o filme nas costas e possui uma interpretação muito densa. Segundo porque o tema, apesar de uma rápida abordagem do filme, abre caminho para discussões mais profundas.

Marie e Sheila vão a um supermercado e um homem com quem tinham se desentendido anteriormente as ameaça. Sheila bate em si mesma e ele afirma: “Você é uma vadia louca!” e Sheila responde: “Eu te disse!”.  Há algo que nós é confidenciado nesse instante. Não só pela cena, pelo diálogo, mas pela trilha sonora. Depois de jogarem boliche, Sheila diz a Marie que compreende o porquê ela fugiu de casa e diz que passou pela mesma coisa, que sofreu abusos sexuais do pai quando tinha doze anos e que a mãe foi relapsa.

Quando Marie descobre um remédio controlado na bolsa de Sheila e percebe onde se meteu, ela tenta ir embora, mas já é tarde. E é aí que Melissa Mcbride se transforma (na cena seguinte em que Sheila não encontra seus remédios) ela aparece com os olhos manchados de maquiagem, com uma feição inquieta, assustadora. [Eu não sou nenhuma estudiosa de comportamentos ou de doenças mentais, mas acho que impressionante o preconceito – e a falta de conhecimento que existe sobre o tema.] Marie encontra uma foto antiga de Sheila com a filha e a imagem é até um pouco perturbadora: Onde está essa menina? O que aconteceu com ela?

Quando Sheila senta na cama e não consegue se mover, de tanto chorar, senti a aflição daquela mulher que tenta cuidar de uma criança, quando não consegue cuidar nem de si mesma. É como se ela se perguntasse: “O quê estou fazendo comigo”? Quem sou eu? Por que eu sou assim? ’ Depois eu fiquei me questionando, será que eu estou viajando demais? Isso se deu em apenas uma cena e a personagem sequer falou alguma coisa. Acabei me lembrando de um texto que li a poucos dias do Ricardo Costa onde ele diz o seguinte:

“Na narrativa, vazios e silêncios são signos, em elipse, de sentidos harmônicos. Fazem parte da música da imagem, mesmo quando se fala de cinema mudo. Há de fato silêncios que falam, tal como os vazios criados numa sequência de imagens. Neles vibram, como numa caixa de ressonância, sonoridades e sentidos de determinadas palavras, neles reverberam sinais e formas de certas imagens. Imagens ou palavras articuladas são o fio que nos conduz. Os silêncios que elas criam são o leito que nos embala. De uma maneira ou de outra, um filme é sempre quadro de melodia, filme mudo e partitura.”

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Sheila começa a se aproximar da garota e há algo até “sexual” entre elas, como se Sheila estivesse atraída pela menina. Marie promete não abandonar Sheila, mas assim que ela adormece a garota vai embora. Sheila se vê sozinha novamente e enquanto está sentada em uma estação, repara em uma pequena menininha. Sheila nunca vai parar. Ela se vê naquelas garotas, é como se fosse um reflexo do que ela foi quando pequena. Ao mesmo tempo ela tem um instinto, como se precisasse protegê-las, como se não pudesse ficar sozinha e provavelmente lembra da filha – que deve ter morrido ou algo do tipo.

A personagem de Melissa me lembrou muito, muito mesmo “Atração Fatal” e logo  me remeteu a Alex Forrest. No filme (de 1987) Glenn interpreta uma executiva emocionalmente desequilibrada que começa a ter um caso com um homem casado (interpretado por Michael Douglas) e que faz de tudo para participar da vida dele: custe o que custar. O que era para ser um caso extraconjugal qualquer acaba se tornando um pesadelo, Alex persegue a mulher do cara, sequestra a filha dele e provoca situações que se tornaram antológicas no cinema americano– Esse é um filme muito bacana e eu espero poder escrever sobre ele no LA AMORA  um dia.

Glenn Close

Sou apaixonada com esse filme e me lembro de ter assistido em um dos extras do DVD uma entrevista em que a Glenn Close dizia que não se sentiu a vontade com o final da personagem. Em principio, Alex cometeria suicídio, mas parece que a ideia não agradou ao público e ela acaba sendo assassinada. Na entrevista Glenn passa bastante tempo discutindo a possibilidade de  que Alex tenha sofrido abusos sexuais quando criança.

Glenn é praticamente uma militante e há muito anos luta contra os estigmas sobre as doenças mentais – ela possui uma fundação chamada “Bring Change 2 Mind”, participa de inúmeras palestras, projetos de incentivo à informação e tem como exemplo a própria família que durante gerações apresentaram doenças mentais como bipolaridade e esquizofrenia. (Leia mais sobre o trabalho dela nesse link: Nucleo Tavola)

Como disse, o filme me remeteu a outros personagens e esses três são especiais – ficam como dica para quem se interessou no assunto e gosta do tema:

* Louca Obsessão é outro clássico do cinema americano. Produzido em 1990, o filme – baseado em um livro de Stephen King – conta a história de Paul Sheldon, um escritor que sofre um acidente de carro e é socorrido pela enfermeira Annie (Kathy Bates) que diz ser sua fã numero um. Annie cuida de Paul e em agradecimento, ele permite que ela leia seu último livro (que se não me engano, ainda não tinha sido lançado) onde a personagem principal – e favorita de Annie – morre. A enfermeira vai a loucura, fica revoltada e tenta se vingar do escritor.

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* A professora de piano é um filme de 2000, dirigido por Michael Haneke – só pra constar, sou alucinada nele! A trama conta a historia de Erika Kohut (Isabelle Huppert) uma professora que trabalha no Conservatório de Viena. Ela possui um comportamento ortodoxo e aos quarenta anos, ainda vive com a mãe (Annie Girardot). Quando não está dando aulas, Érika gosta de frequentar cinemas pornôs e peep-shows. Ela conhece Walter Klemmer (Benoit Magimel) e acaba se relacionando com ele, mas o envolvimento dos dois sai do controle quando Erika começa a sugerir jogos sádicos e perversos.

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* Uma Rua Chamada Pecado: Clássico, clássico, clássico de 1951 – baseado na obra de  Tenesse Williams. O filme conta a história de Blanche Dubois  (Vivien Leigh), uma mulher neurótica que vai visitar a sua irmã grávida Stela (Kim Hunter) em Nova Orleans e acaba não se entendendo com o cunhado Stanley Kowalski (Marlon Brando), um homem com comportamento questionável e abusivo que lhe causa repulsa.  – Ok, esse resumo está pessimo, o filme é muito, MUITO mais do que isso!

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Bom, eu sei que eu me alonguei muito nessa publicação, mas não consegui resistir. O curta é muito interessante e por sorte, ele está disponível na internet. Deixo o link do vídeo de “Lost Crossing” abaixo:

Duas doses de Jamie Lee Curtis

Jamie Lee CurtissAproveitei o feriado e fui dormir bem tarde ontem. Vagando pela internet, encontrei uma foto da Jamie Lee Curtis no Tumblr que me fez rir sem parar. Não sei exatamente a história dela e não achei nada que falasse a respeito, mas a feição da atriz não era muito convidativa. Sabe, acho a Jamie Lee Curtis linda, cheia de personalidade e amo os cabelos grisalhos dela. Acabei revendo dois de seus filmes que AMO e que ilustram bem essa capacidade da atriz de se sair bem em qualquer gênero. Jamie, ao lado de Susan Sarandon, Helen Mirren, Jessica Lange, Judi Dench, Maggie Smith (e por aí vai…) completa a lista das minhas atrizes favoritas.

Nunca pesquisei a fundo sobre a vida dela e uma das únicas coisas que eu sei é que na década de 90 ela enfrentou sérios problemas em relação ao álcool – e que hoje está recuperada e fala abertamente sobre isso. Uma das cenas, que ao meu ver é inesquecível, é quando Jamie faz strip tease para Arnold Schwarzenegger em True Lies, um filme que foi um estouro em 91.

Jamie Lee Curtis nasceu em 22 de novembro de 1958, é filha de Tony Curtis e Janet Leigh (isso mesmo, a atriz de Psicose). Curtis atuou em grandes filmes como “Meu primeiro amor”, “Halloween”, “Um peixe chamado Wanda” e “ A morte convida para dançar”.

 Sexta-Feira Muito Louca (Freak Friday – 2003)

É engraçado como as coisas mudam tão rápido. Eu me lembro perfeitamente da época em que esse filme foi lançado, de quando eu saia da escola e corria para locá-lo.  Eu nunca me dei conta disso, mas agora que eu parei para pensar bem, a Lindsay Lohan foi um dos meus ídolos “teens”. Naquela época não era difícil gostar dela… era bonita, descolada e fazia filmes bem divertidos. Lohan não era nem sombra do que é hoje, não existiam boatos sobre as drogas, nem sobre esse comportamento assustador que a assolou nos últimos tempos. Fiquei olhando algumas fotos recentes dela no Google e esbarrei em uma onde ela aparece com os dentes podres e com a mão suja de esmalte – eu nunca dei muita atenção às notícias que a envolviam e fiquei um pouco chocada. Não sei, mas me deu um pouco de pena dela…

Mas enfim, “Sexta-feira muito louca” possui um argumento muito interessante e que já foi revisitado diversas vezes pelo cinema. Produzido por Andrew Gunn e dirigido por Mark S. Waters, o filme conta a história de Tess e Anna Coleman, mãe e filha, que não estão se dando bem.  Tess é uma psiquiatra de sucesso que esta atolada de trabalho e pretende se casar novamente. Anna, é uma jovem estudante de quinze anos que possui uma banda de rock e enfrenta algumas problemas na escola. Tess não compreende a importância da música na vida da filha e não permite que ela namore, Anna não apoia o segundo casamento da mãe e não se cansa de afirmar que Tess está “arruinando a sua vida”.

A família se reúne para jantar em um restaurante chinês e após receberem biscoitos da sorte com mensagens idênticas, Anna e Tess trocam de corpo. Com medo de serem consideradas ‘loucas”, as duas mantêm o fato em segredo e fazem de tudo para voltar ao normal. O problema é que o casamento de Tess acontecerá em poucos dias e Anna irá participar de um importante concurso com a banda onde é a responsável pelo solo da guitarra.

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Lindsey e Jamie estão incríveis, revendo o filme ontem pude notar o quanto Jamie está confortável no papel e ri de sí mesma sem nenhum constrangimento. Não é difícil entender o porque esse tipo de filme é tão agradável, quem nunca se imaginou vivendo a vida de outra pessoa? Apesar de ser completamente surreal a ideia é interessante e – se tratando de cinema – já deu muito pano pra manga.

Há vários fatos interessantes que rondam “Sexta feira muito louca”. Um deles é que Kelly Osbourne foi convidada para viver o papel de Anna, fez alguns testes e depois desistiu. Jodie Foster foi convidada a interpretar Tess, mas também não aceitou (em 1976, Jodie atuou em “Um Dia Muito Louco” que trazia a mesma história, Jodie fazia o papel da filha e Barbara Harris era a mãe). Anteriormente o papel de Tess também foi negado pela atriz Annette Benning.

As imagens que aparecem no crédito do filme são fotos da Jamie Lee Curtis com a sua filha na vida real, Annie Guest. Na cena da guitarra, é Jamie está tocando de verdade! Quando Jamie Lee Curtis descobriu que Lindsay Lohan havia estrelado o remake de “Operação Cupido”, ela perguntou: “Qual das duas gêmeas você fez?”

Você de novo? (2010)

“You again” não foi muito bem recebido pela crítica, mas a gente não se importa com isso: um filme que traz Jamie e Sigourney Weaver como inimigas é no mínimo interessante. A trama se inicia em 2002, com Marni (interpretada por Kristen Bell) sendo perseguida por Joanna (Odette Yustman), a garota popular do colégio.  Os anos se passam e Marni – que se tornou uma executiva bem sucedida, volta para a casa dos pais para conhecer a noiva do irmão. Ironicamente, a noiva é Joanna e o reencontro das duas traz a tona uma antiga rivalidade. Para piorar a situação, a mãe da Marni (Jamie) e a tia da Joanna (Weaver) também possuem uma história de rivalidade desde os tempos do colégio. Tudo bem, os clichês estão aí: A nerd se torna uma mulher poderosa e financeiramente estável, que não tem sorte no amor nem uma família feliz. As ‘gostosonas’ acabam se casando e viram donas de casas que, apesar de não serem ricas, possuem uma família que as ama.

De fato, a história é um tanto quanto superficial, mas as cenas e as situações são divertidas. Ver Weaver e Jamie em disputa, dois grandes nomes do cinema americano, é muito engraçado. Pra completar, ainda temos a participação da gloriosa Betty White que interpreta a avó de Marni.  Eu diria que “You again” é uma releitura da antiga história do “patinho feio” ou do “nerd estranho”, mas com um desenvolvimento  ainda mais interessante já que mostra que as pessoas mudam, se arrependem e que, de alguma forma, seguem seu rumo. O filme foi dirigido por Andy Fickman e roteirizado por Moe Jelline.

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