Filtro retrô para fotos!

ImagemNão sei se cheguei a falar isso aqui no La Amora, mas sou apaixonada com o Instagram e sempre que posso publico uma imagem. Uso e abuso dos filtros retrô (ou vintage) porque acho que dá um “ar” especial. Há quem critique o uso exacerbado de filtros e afirme que eles fazem com que as imagens fiquem muito artificiais. Em parte eu concordo, mas acho que os filtros são uma facilidade pra quem gosta de tirar fotos por curtição (como é o meu caso).

Pois bem, eu tenho um probleminha: não domino o Photoshop ou qualquer outro programa de edição de imagens. Agora a pouco esbarrei em um software (que pode ser usado online) e que faz todo esse serviço de uma maneira rápida e simples. Vou deixar a dica para quem quiser experimentar, o editor se chama Pixlr-o-matic, é muito fácil de usar e apresenta diversas possibilidades de combinações (mais de 25 mil opções!).

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Imagemmonstanha

Um beijo como resgate

Tenho boas recordações em relação a este filme e foi justamente por isso que resolvi escrever sobre ele hoje.  Estava fazendo uma pesquisa de rotina pelo Filmow e percebi que poucas pessoas o assistiram, o que é uma pena.  ‘Um beijo como resgate’, filme de 1999, dirigido por James Lapine está longe de ser um clássico, é uma leve comédia romântica com diálogos interessantes e boas atuações, nada mais do que isso. Apesar de alguns contras, Um beijo como resgate é um longa que te prende do início ao fim e que te surpreende no final.

um-beijo-como-resgateGosto desse filme em especial porque me traz boas lembranças da infância, recordo-me perfeitamente de uma locadora que ficava perto escola e que eu adorava frequentar. Um dia o filme (em VHS) apareceu nas prateleiras de baixo e quando vi o rosto da Susan Sarandon na capa, tomei um susto. Peguei com medo de que alguém o locasse na minha frente. Foram semanas levando a fita para casa e quando não levava, passava na porta da locadora para ver se ela estava lá. Com o tempo a locadora fechou e eu nunca mais o vi.

A trama conta a história de Charlotte Emery, uma mulher de quarenta anos, completamente entediada com a vida e com o casamento. Após o desinteresse no marido, o influente e ocupado pastor Zack Emery (Jay O. Sanders), Charlotte decide fugir de casa. Justamente neste dia, o banco em que Charlotte se encontra é assaltado e ela é feita de refém por Jake Simms Jr. (Stephen Dorff). Jake assalta o banco com planos de encontrar e ajudar sua namorada Mindy (Elisabeth Moss) que está gravida. Apesar de se estranharem no inicio, Jake e Charlotte acabam se apaixonando e, por isso, decidem fugir juntos.

Susan Sarandon, que já não é mais nenhuma menina, interpreta muito bem a mulher que sacrificou a juventude e as vontades para sustentar um casamento infeliz. Depois de fugir com Jake os desejos de Charlotte voltam à tona e ela percebe que não é tarde para levar uma vida prazerosa.  É engraçado porque o relacionamento entre Charlotte e Jake começa como uma ligação entre duas pessoas sem esperança: apesar da juventude, Jake esta fadado ao fracasso, sem emprego, sem estudo e sem condições de ajudar a ex-namorada grávida. Charlotte possui boa vida, “um bom marido”, mas é completamente infeliz.

Ironicamente (e apesar da vontade de estar junto a Jake) Charlotte não se permite amar porque está presa as convenções sociais e não acredita que duas pessoas de idades tão diferentes possam se relacionar.

O bacana é que uma das reviravoltas no roteiro acontece quando a polícia levanta a suspeita de que os dois são na verdade cúmplices (é um detalhe que o público entende desde o começo e que, de alguma forma, torce para que isso não aconteça). Charlotte passa de refém para bandida e com o auxílio da imprensa a imagem do casal é vinculada em todo o estado.

Um beijo como resgate é um filme muito doce e que vale a  pena ser visto. [Me lembrei agora de uma cena divertida onde Charlotte invade uma casa e rouba a roupa de uma garota adolescente – a atriz que interpreta a garota é a Eva Amurri, filha da Susan Sarandon! ]

Não existe vida errada

Estou prestes a me tornar oficialmente uma jornalista, formo no começo do ano que vem. Tenho que confessar, estou morrendo de medo – um medo bobo, mas que não me abandonou nesses últimos dias. Essa sensação de que “agora você está crescido e precisa começar a tomar o seu rumo” é muito assustadora. Tenho pensado em coisas que não me preocupavam antes. Eu não sei se toda pessoa chega aos vinte e dois anos com essa neura, mas há tantas coisas que me preocupam que eu poderia fazer uma lista delas. (Eu fico pensando: poxa, eu preciso viajar, preciso me mudar, quero ter filhos. Essas coisas, sabe?)

Semana passada uma vizinha – aliás, muito querida – se casou, ela (só) tem vinte e cinco anos. Quero dizer, daqui há três anos eu terei a idade dela e acho muito difícil seguir o mesmo rumo. Não que exista uma idade certa, uma regra… mas ela estava tão decidida, tão certa de tudo, que até me bateu uma dúvida: será que eu tô atrasada?

Minha mãe começou a trabalhar com apenas dezesseis anos, na minha idade ela já assumia as contas da casa. Com a mãe de uma das minhas melhores amigas também aconteceu dessa forma, ela engravidou aos 18 e aos 19 já estava casada, ministrava aulas e construía uma casa. Eu não sei se antigamente as coisas aconteciam muito rápido ou se atualmente as coisas estão lentas demais.

Ao mesmo tempo _ pode parecer piração, mas eu também tenho outro medo, é o de chegar lá na frente e pensar: eu fiz tudo errado! Arrependimentos fazem parte da vida, não acredito que alguém com 50 anos não tenha nenhum. Mas eu tenho um receio tão grande de perder o estímulo, de chegar em uma certa idade e pensar:

Feliz Amor a vidaOutro dia ouvi uma história que me deixou encucada. Uma mulher comentava com a outra que se tivesse casado com “aquele primeiro namorado” teria sido muito mais feliz. Ela tinha certeza disso e mais, ela ainda nutria o desejo de reencontrá-lo, mesmo dormindo ao lado de outro homem há mais de quinze anos.

Eu sei que esse texto parece um ‘blá bla blá’ interminável, mas eu juro que tenho pensado nisso demais: é incrível como a vida nos prega peças e a gente nem se dá conta disso. A vida nos obriga a fazer escolhas e hora ou outra, vamos colher os frutos.Image

Acabei de folhear um livro da Martha Medeiros e coincidentemente caí em uma crônica chamada “E se tivesse sido diferente?” onde ela diz o seguinte: “Se fizermos uma auditoria em nossas vidas, em algum momento questionaremos: ‘e se tivéssemos feito diferente?” O diferente teria sido melhor e teria sido pior. Então o jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo. Algumas vidas até podem ser tristes, outras são desperdiçadas, mas, num sentido mais absoluto, não existe vida errada”

Acho que a Martha Medeiros tá certa, se você ficar avaliando cada decisão certa/errada que você tomou na vida você acaba pirando. Eu não diria que é preciso ligar o botão do ‘fodas’, mas alguma coisa precisa ser feita – a vida nos exige isso, que a gente siga em frente.

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