#Tag1 – As coisas que amo no meu quarto

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Uma amiga, a Sarah, disse que eu devia responder mais “#Tags” no La Amora. Revendo o histórico do blog, ela tem razão: aliás, nunca respondi nenhuma. Ela me mandou uma sugestão por e-mail, acho que já há alguns meses e só agora animei  responder. A ideia é até interessante, não sei se levo jeito pra coisa, mas aí vai: “O que eu mais amo no meu quarto?”

Depois de tirar essas fotos e reparar cada pedacinho do meu quarto, acho que a minha avó tem razão: tem coisa demais aqui. Mas meu quarto é bem isso, uma mistura de tudo o que eu gosto, uma bagunça que só eu entendo, fazer o quê?

1) Meus Filmes:  Coleciono filmes desde os quinze anos, acho que essa mania começou quando ganhei da minha mãe as coleções da Bette Davis e da Joan Crawford. Também gosto de baixar e gravar, perdi a conta de quantos eu tenho – amo todos eles.

Imagem2) Meus livros: Existem duas escrivaninhas no meu quarto e as duas são para guardar livros. Às vezes eu me sento em uma delas para escrever ou desenhar alguma coisa, mas é meio raro. Quando escrevo a mão ou no notebook, gosto de ficar na cama ou na mesa da sala, porque há mais espaço. Pra falar a verdade eu não sei quando comecei com essa mania de comprar livros… só sei que comecei e não parei mais. Adoro ler, seja no celular ou em um livro físico.

Imagem3) Minhas anotações: Tenho o costume de escrever em diários há muitos anos e guardo todos eles. Adoro escrever a mão, uso os “post it’s” para marcar o ano ou alguma data importante. E amo essa ideia, de poder escrever sobre a vida, sobre os sentimentos e guardá-los para a posteridade, para mostrar para meus filhos (quem sabe?). Mais do que isso, meus diários são como psicanalistas, dá pra desabafar.

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Jornalismo e Literatura: Estilos combinados

A literatura e o jornalismo são inter-influentes e, antes de tudo, possuem a escrita como um instrumento comum. Existem processos fundamentais que unem o jornalismo e a literatura, como por exemplo, a possibilidade de dar corpo à mensagem, escolher termos e os sentidos que se quer transmitir ao leitor ao se relatar determinado fato. Essa aproximação se inicia na utilização de um instrumento essencial: a palavra.

A participação da literatura na imprensa não é uma novidade. Durante o século XIX, os escritores tornaram-se presentes nos jornais através de diversas publicações como contos e crônicas. No Brasil, por exemplo, José de Alencar conseguiu consolidar a carreira e adquirir visibilidade publica através do seu trabalho no Correio Mercantil e no Diário do Rio de Janeiro. Autor de “O Guarani” (1857) e “Lucíola” (1862) retratou a complexa sociedade da sua época e ocupa um importante lugar nos clássicos da literatura brasileira. Conforme explica Héris Arnt, a literatura e o jornalismo exercem influências mútuas.

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A presença dos escritores favoreceu o aparecimento de um jornal informativo e atraente, com assuntos mais variados – formato que se fixa no século XX e que existe até hoje. A literatura, em contrapartida, sofreu também influencia do jornalismo. Ligado às exigências do meio – tudo num jornal informa -, o olhar dos escritores do século XIX volta-se para as questões sociais e as agruras da vida cotidiana. (ARNT,  p.8, 2002)

Da mesma forma, conforme explica Filipe Pena (2006), Machado de Assis e Joaquim Manoel de Macedo atuaram como jornalistas e ali receberam incentivos para seguir a carreira literária. Machado de Assis atuou como cronista, escreveu peças e poesias e, através das suas obras, incentivou a reflexão sobre a realidade e sobre o cotidiano da população. Grande colaborador do jornalismo brasileiro é o autor, dentre outras obras, de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) e “Dom Casmurro” (1899).

       Outro autor que merece atenção é Honoré de Balzac que se destacou no jornalismo literário com publicações em folhetins que retrataram de maneira rica e detalhada seu contexto social. Balzac ofereceu um vasto conteúdo de histórias e de personagens fortemente inspirados em fatos sociais. Entre suas obras mais famosas estão “A mulher de trinta anos” (1832) e “Eugénie Grandet” (1833). 

Víctor Hugo e Charles Dickens atuaram paralelamente na literatura e no jornalismo. Com uma participação forte na política francensa, Victor Hugo publicou obras revolucionarias contra a monarquia, com o objetivo de combater a atuação de Luis Napoleão Bonaparte. Com uma extensa obra, o autor de “Os Miseráveis” (1862) exerceu importante influecia em seu país e no mundo, relatando também através de jornais, as injustiças sociais de sua época.

A presença da literatura nos jornais tornou-se marcante através dos folhetins, herança direta dos romances. Escrever para jornais não significava apenas visibilidade, mas também mais dinheiro. Os veículos aumentavam suas tiragens com os folhetins e os anunciantes mostravam-se mais interessados. As narrativas literárias facilitaram a popularização do jornal e fidelizaram os leitores. As histórias eram construídas através de texto acessível, de fácil compreensão, direcionadas a um público vasto, atingia diversas pessoas, sem distinção de classes.

De acordo com Filipe Pena (2006), características semelhantes às conhecidas telenovelas, o folhetim era escrito com uma estratégia interessante: o “plot”. Tratava-se da interrupção de um momento importante ou decisivo da narrativa que só tinha continuidade nas próximas edições. Os escritores exploravam pequenos detalhes, repetiam alguns fatos (para lembrar o público ou atualizar o leitor que não teve acesso a edição anterior) e, quando necessário, aumentavam a história ou adicionavam novos personagens para esticar o enredo e estender a trama.

O folhetim marcou a popularização dos periódicos e em países europeus contribuiu para o estímulo da população à leitura. Como os livros eram muito caros, acompanhar obras literárias semanalmente através dos jornais, tornou-se um hábito expressivo em países como França e nos Estados Unidos. No Brasil, o jornalismo literário foi um estilo que representou um avanço cultural, mas que se popularizou lentamente, pois a massa não era alfabetizada.

Os jornais sofreram transformações gráficas e adotaram, de maneira ainda mais forte, a linguagem clara e objetiva. Assim, na década de 50, a literatura diminuiu sua presença nos veículos e passou a ser encarada como um suplemento. As narrativas que atraíam os leitores dos folhetins foram perdendo espaço nos jornais, pois a preocupação com a veiculação de novidades tornou-se uma característica marcante na imprensa moderna. Os suplementos tinham função de acrescentar algo ao jornal e os escritores assumiram o desafio de combinar a qualidade dos textos com a quantidade necessária de vendas, tudo isso obedecendo às características da imprensa quanto à narrativa clara e concisa.

O surgimento dos cadernos literários nos jornais mostrou que a literatura tornou-se um complemento dos veículos. Com base na lógica do valor notícia, os cadernos literários também estavam sujeitos à utilização as técnicas e regras do discurso jornalístico. De acordo com essa lógica, o jornalismo literário se viu sujeito a acompanhar as notícias, as informações novas, que são essenciais para a imprensa moderna. Os lançamentos de mercado passaram a ter um lugar de destaque nas críticas literárias e nos suplementos, dividindo espaço com outros assuntos e aspectos valorizados como as celebridades, as fofocas e os acontecimentos inusitados.

Os escritores perceberam a importância do jornalismo e passaram a participar fortemente desse espaço público que conforme explica Filipe Pena (2006), é muito amplo. O conceito de jornalismo literário é complexo e envolve questões fundamentais para a discussão do âmbito da comunicação e da própria literatura como, por exemplo, as influencias que exercem na vida do cidadão e no cotidiano da sociedade.

Não se trata apenas de fugir das amarras da redação ou de exercitar a veia literária em um livro-reportagem. O conceito é muito mais amplo. Significa potencializar os recursos do jornalismo, ultrapassar os limites dos acontecimentos cotidianos, proporcionar visões amplas da realidade, exercer plenamente a cidadania, romper as correntes burocráticas do lide, evitar os definidores primários e, principalmente, garantir perenidade e profundidade aos relatos. (PENA, p.6, 2006)

O jornalismo literário baseia-se na utilização de recursos do jornalismo para a construção dos textos. A apuração de um assunto, a observação e o rigor ético com as informações são estratégias que continuam sendo utilizadas. A abordagem de um tema é feita de forma aprofundada, pois, assim como no jornalismo, os textos possuem um compromisso com a sociedade e com o cidadão, que é o leitor.

O jornalismo literário rompe com as amarras das redações, apresenta técnicas diferentes e não se rende a efemeridade das publicações. Não há uma preocupação com o deadline ou com a periodicidade. O escritor não está interessado em oferecer uma novidade, uma informação imediata e sim em apresentar um texto rico com uma visão completa e detalhada da realidade.

Em contraponto com a superficialidade dos textos jornalísticos, o jornalismo literário não possui um espaço tão limitado nos veículos de comunicação e por isso tem a possibilidade de contextualizar suas informações e oferecer ao leitor uma interpretação mais profunda.

Para facilitar a compreensão das principais relações que ligam o jornalismo e a literatura, Filipe Pena, autor de “Jornalismo Literário” (2006), desenvolveu vários itens através de um conjunto de temas do que chamou de estrela de sete pontas. A primeira ponta da estrela é a potencialização do jornalismo, ou seja, explica que as técnicas narrativas jornalísticas não foram ignoradas pela literatura. A segunda defende a idéia de que a literatura ultrapassa os limitar do cotidiano e da periodicidade.

Em terceiro lugar, explica que a literatura preocupa-se em contextualizar um assunto de forma mais abrangente e completa possível mesmo que o texto não passe de um recorte, uma interpretação de determinada realidade. A quarta ponta aborda o compromisso do escritor com a sociedade e da sua contribuição com a formação do cidadão.

A quinta característica evidencia o rompimento da literatura com o lead. Para o jornalismo literário não há uma obrigatoriedade de seguir o lead, uma técnica narrativa para agilizar os textos jornalísticos. As  seis questões fundamentais do lead: Quem? O quê? Como ? Onde? Quando? Por quê?,  são fórmulas importantes para guiar os jornalistas na construção de um texto e deixá-lo menos subjetivo, mas ainda assim, reducionista.

Na sexta ponta há a preocupação em recorrer a fontes que não são primárias. O autor identifica a importancia de se conseguir depoimentos de fontes comuns, ou anônimas e de evitar os definidores primários como personagens que ocupam um órgão público ou político e que sempre possuem espaço na mídia. Na sétima ponta, o autor explica que uma obras do jornalismo literário não são efêmeras, o objetivo do escritor é não cair em esquecimento.

O jornalismo e a literatura também se esbarram fora dos periódicos e se encontram em reportagens editoriais, livros-reportagem, críticas literárias, nas narrativas de não ficção e assim, se sobressaem dos limites dos gêneros e dos discursos. Essa convivência também pode ser percebida no gênero literário classificado como romance-reportagem, que se concentra na descrição dos fatos e estabelece um enredo com foco na realidade factual.

REFERÊNCIAS

ARNT, Héris. A influencia da literatura no jornalismo: o folhetim e a crônica. Editrora E-papers, Rio de Janeiro, 2002,

BIANCHIN, Neila. Romance Reportagem: onde a semelhança não é mera coincidência.  Editora da UFSC, Florianópolis, 1997.

BRANDILEONE, Ana Paula.  O Romance Reportagem: Implicações estéticas e ideológicas. Terra Roxa e Outras Terras: Revista de estudos literários, volume 19, 2010. Disponível em:  http://www.uel.br/pos/letras/terraroxa/g_pdf/vol19/TRvol19b.pdf.  Acesso em: 29 mai. 2012.

COSSON, Rildo.  Romance Reportagem, o gênero. Editora Universidade de Brasília, São Paulo, 2001.

GALENO, Alex e CASTRO, Gustavo. Jornalismo e Literatura: a sedução da palavra. Escritoras Editora, São Paulo, 2002

 LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas: o livro-reportagem como extensão do jornalismo e da literatura, Editora Manole, São Paulo, 2004.

 PENA, Filipe. Jornalismo Literário, Editora Contexto, São Paulo, 2006.

 

10 lições de vida

lições que todo mundo conhece, mas que nem sempre põe em prática ou que, às vezes, se esquece….

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1) Ame a si mesmo

2) Não fique comparando a sua vida com a dos outros..

3) Não seja obcecado pelo passado ou pelo futuro: aproveite o presente e viva cada dia como se fosse único.

4) Não desista logo da primeira vez, seja persistente

5) Valorize a sua família

6) Saiba perdoar

7) Saiba economizar

8) Entenda de uma vez por todas: ninguém é perfeito, não julgue pelas aparências.

9) Não se estresse por coisas pequenas

10) O aprendizado nunca termina