Violeta foi para o céu

Violeta+Parra+PNGEu conheci a Violeta Parra há muito tempo e sempre cantarolava suas letras… mas, apesar de admirar suas músicas e de me sensibilizar com as mensagens que ela passava, nunca me dei ao trabalho de conhecer ou ler profundamente sobre a sua história. Sobre ela, eu sabia algumas coisas superficiais e só… Daí veio o filme, que ficou em cartaz aqui em Belo Horizonte no Belas Artes por um longo período. Eu cheguei a marcar com as amigas para ir assisti-lo diversas vezes e não sei o que acontecia, mas nossos encontros sempre furavam. Somente anos depois da estreia é que tive oportunidade de assistir. Coloquei o dvd e mergulhei na história fantástica daquela mulher forte, indócil, corajosa e inteligentíssima.

Acho que a Parra, como muitas personalidades da história, foi uma figura controversa… uma figura provocativa, cheia de ações questionáveis… mas também, uma mulher admirável, de origem humilde que conquistou milhões de seguidores através da sua arte e que deixou um legado. Fico admirada com a pesquisa de campo (se é que posso usar esse termo) que ela usava para conhecer e resgatar músicas folclóricas do Chile. E fico igualmente encantada com a sua insubmissão.

Infelizmente, como eu só assisti o filme e li superficialmente, é provável que a imagem que eu tenha criado dela na minha mente não esteja lá muito correta… Mas alguns fatos narrados me levam a crer que Violeta Parra violeta-foi-para-o-céufoi muito corajosa. Quando a gente assiste uma história como a dela, é difícil não se envolver e eu, sem querer acabei ficando extremamente incomodada no momento em que ela ‘abandona’ os filhos para fazer uma turnê internacional.

Eu sempre tento assistir uma história como essas sem ‘julgar’ o personagem, mas eu confesso que fiquei extremamente doída quando ela foi e deixou as crianças. E fiquei ainda mais incomodada (ou chocada), quando a filhinha dela morreu. Pelo menos no filme, não percebi nenhum remorso.

Me pareceu que ela precisava fazer uma escolha: a música ou os filhos. Ela escolheu a música. Bom, ela não se separou dos filhos posteriormente, e pelo que percebi eles também seguiram o caminho da música… mas o filme me passou a ideia de que era uma mãe ausente, entende?

Apesar das suas façanhas, como a exposição no Louvre e a instalação em La Reina, Violeta terminou os seus dias sozinha e desolada. Viveu um amor tumultuado com Gilbert Favre que a abandonou e foi embora para Colômbia. Estava depressiva, e foi exatamente nessa época que compôs suas músicas mais famosas (e que, ao meu ver, são as mais lindas: Volver a los 17 e Gracias a la Vida).. Só de pensar que ela se matou, há um estranhamento… uma tristeza por ela, sabe?

Escuta aí a música que ela escreveu quando o Gilbert partiu:

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