Eu fui de terno…

fridaternoFui de terno no casamento da minha melhor amiga, terno masculino. E eu já sabia que isso iria dar muito o que falar, afinal, não vivo em Hollywood e meu nome não é Diane Keaton nem Ellen Degeneres. Fugindo um pouco da convenção social e muito grata pelo entendimento da noiva e do noivo pela minha escolha, fiquei impressionada com o fato de isso ter chamado atenção (negativamente e positivamente). Aqui em São Paulo, por felicidade, já me esbarrei em várias mulheres de terno – e gravata. Acho lindo e se pudesse, me vestiria assim mais vezes. Mas, o casamento não foi em São Paulo… foi em uma cidade pequena, de Minas Gerais e por sinal… conservadora.

Acho que escolhi o terno pensando um pouco em Frida Kahlo, em Marlene Dietrich, em Milena Canonero. Entende? Naquele glamour e beleza que elas passam… Também pensei em Julie Andrews e Daniela Romo em Victor ou Victoria. Quero dizer, elas estão de terno e não deixam de ser sensacionais!  Ah, também pensei na Glenn Close em Albert Nobs.


25victori    30 noviembre 2006. espectaculos...    foto Ana Altamirano.  teatro Insurgentes, estreno de la obra musical Victor Victoria protagonizada por Daniela Romo. acompañada por  Lissardo

Daniela Romo, Victor ou Victoria (2006)

Milena Canonero holds up her Oscar for Achievement in Costume Design in 'Marie Antoinette' at the 79th Annual Academy Awards at the Kodak Theatre in Hollywood, California, Sunday 25 February 2007.  ANSA/PAUL BUCK

Milena Canonero (Oscar, 2007)

Bom… o fato é que o terno, quero dizer… o fato de uma mulher usar um terno masculino, incomoda porque toca diretamente na construção de gênero pela indumentária, no estereótipo. Este, aliás, é o tema de um artigo escrito por Davi Sombra Montenegro, que pode ser encontrado facilmente nos sites de busca. E logo nas primeiras páginas, ele analisa a distinção de gênero por causa das roupas:

Desde criança nos condicionados a acreditar que calças são para meninos e saias são exclusivas para meninas. Os extravagantes trajes usados por reis como Luis XIV não podem ser cogitados por um homem do século XXI. A diferenciação entre a indumentária masculina e feminina não era prioridade até a Idade Medieval. Dos egípcios aos gregos, ela não sofria grandes alterações quanto ao sexo. Foi do início da Idade Média até o seu final, que podemos perceber diferenciações entre os trajes dos homens e os trajes das mulheres.”

post11

 

victorvictoriaO fato é que o que eu me arrisco a chamar de “moda andrógina” não é uma novidade… Aliás, o estilo “boyish”  e “tomboy” está mais do que estourado por aí.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s