Junior

ArnoldDos tempos da minha infância, Junior era um dos filmes mais gostosos que eu assistia, daqueles que deixava uma sensação boa e um leve sorriso no canto dos lábios. Lembro que passava nas noites de sábado no SBT e eu dava pulos de alegria quando era anunciado. Quando a gente é criança é fácil acreditar em qualquer coisa, portanto me parecia muito plausível a história de um homem grávido.

Na época eu  eu desconhecia a concepção de gênero e de identidade, mas hoje percebo que o filme trazia essa discussão à tona. Na história, Arnold Schwarzenegger formava com Danny DeVito uma dupla de pesquisadores que desenvolveram um remédio que auxiliava mulheres na gravidez. O projeto dos dois é interrompido e então, eles decidem roubar um óvulo, implantar na barriga do Dr Hasse ( Schwarzenegger) como teste. O improvável acontece e Dr Hasse engravida. Daí uma série de situações cômicas e inimagináveis começam a acontecer, Dr Hasse sente-se mais sensível, come mais, sente contrações – e toda aqueles sintomas de uma mulher grávida. O grande problema é que o óbuloque eles roubaram era da Dr. Diana, interpretada pela linda e maravilhosa Emma Thompson.

JUNIOR, Arnold Schwarzenegger, 1994, holding a test tube

O filme, produzido em 1994, foi uma tentativa de reproduzir o sucesso de Irmãos Gêmeos, onde Arnold e Dany atuavam como irmãos – e que convenhamos, é um clássico. É engraçado porque enquanto muitos possuem na memória a lembrança de Arnold como o “Exterminador do Futuro”, eu sempre ligo a imagem dele à de um homem grávido.  Não sei se a maioria pensa assim, mas acho que ele é muito bom em comédias e faz seu “para casa” direitinho. Em Junior, por exemplo, ele frequentou salas de espera (de ginecologistas, acredito eu), para ver qual era o comportamento das mulheres grávidas. Bacana, né?