Tempos do Lobo

loboAssisti “Tempos do Lobo” naquela época em que eu tinha uma fissura pela Isabelle Huppert, quando fazia listas dos seus filmes e passava a madrugada lendo suas entrevistas. Este longa, produzido em 2002, é um dos frutos da parceria de Huppert com Michael Haneke (que também dirigiu Amour e A Professora de Piano). A trama conta a história de um casal que decide se refugiar na sua casa de campo após a cidade onde moram ser atingida por um desastre. Ficam sem comida, sem água, muitas pessoas morrem e então, eles não veem outra alternativa a não ser se mudar. Quando chegam, descobrem que a casa foi ocupada por estranhos.  O mais interessante é que Haneke não tem interesse algum em retratar o desastre, mas os efeitos desse desastre sobre as pessoas.

A Isabelle Huppert é bem conhecida por retratar seus personagens com frieza, alguns a chamam de “rainha do gelo”. E aqui não poderia ser diferente, ela está super centrada e pouco emotiva. Na trama ela interpreta Anne Laurent, a matriarca. Depois de um infeliz acontecimento a família se vê encurralada, numa sociedade completamente animalesca e desestruturada, a única opção que eles possuem é tentar se safar, de uma maneira violenta… ou não.

isabelle-huppert

Esse filme me incomodou muito mais do que “A professora de piano”, onde ela interpreta uma mulher masoquista, assombrada por suas fantasias sexuais. É que aqui, tudo me parece muito mais cruel. Aliás… a história me lembrou muito “Ensaio sobre a Cegueira”.  Em resumo, as duas obras tratam da tentativa de sobrevivência diante de uma situação inesperada. É o homem se tornando bicho. É a dominação de um grupo sobre o outro.

Lembro que existiu uma grande polêmica envolvendo o filme.  Em determinada cena, alguns cavalos são mortos. Acontece que os cavalos realmente foram assassinados, só para fazer a cena. E tem também a cena em que a Huppert é estuprada, bem perto dos filhos… uma cena muito TENSA! Sabe, eu gosto muito do Haneke… não sou entendedora de cinema, mas posso dizer sem pestanejar que ele é um dos meus diretores favoritos. Ele também dirigiu Amour, Violência Gratuita e Caché.

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