Medo do Escuro

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Sou daquelas espectadoras resistentes, que assiste o filme duas ou três vezes quando não consegue entender a mensagem. Com “Afraid of the dark” foi assim, revi na semana passada, mas confesso que continuo cheia de dúvidas. É um filme interessante, com muito suspense e com uma narrativa dupla… o que me deixou meio confusa. Pra falar a verdade, meu raciocínio é meio lento. O filme, produzido em 1991 e dirigido por Mark Peploe, conta a história de Lucas, um garotinho com sérios problemas visuais que tem um perceptível medo de ficar cego. Um dia ele acaba sendo testemunha ocular de um assassinato, um homem mata brutalmente sua vizinha (que por coincidência, é cega). Traumatizado, o menino passa a ter fantasias assustadoras.

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Lucas é um garotinho meio estranho, que fala pouco e observa muito. No início da trama, ele acompanha a sua mãe, Miriam (interpretada pela Fanny Ardant) a uma casa de convívio para pessoas cegas. Miriam não enxerga e é impossível não perceber o incômodo e a curiosidade do seu filho em relação a ela. Tudo o que Miriam faz (desde tomar café, tricotar) é observado por Lucas a distância. Ele também mantém um relacionamento muito próximo com Rose (Clare Holman), uma linda jovem que também não enxerga e que tem o sonho de ser modelo fotográfica. Os pesadelos de Lucas vão aumentando quando ele perde seu cachorro e sua obsessão pela cegueira (ou, pelo medo a ela) aumentam quando ele descobre que sua mãe está grávida.

AFRAID OF THE DARK, Fanny Ardant, James Fox, 1991

Em um segundo momento, e foi exatamente nesse que fiquei com algumas dúvidas, vemos que todas as pessoas que conviviam com Miriam na casa enxergam. Aliás, a própria Miriam (e também a Rose) enxergam perfeitamente. O que me parece é que os primeiros 40 minutos do filme, foram apenas uma fantasia da cabeça do garoto. Me chamou atenção o estranhamento de Lucas em relação aos pais, principalmente quanto ao aparente descuido da mãe e da sensação de medo em relação ao pai…

“Medo de escuro” é até um filme interessante, consegue manter o suspense e a dinâmica… Teve um certo momento em que eu mergulhei na loucura do garoto e pensei que ele iria atacar a irmanzinha…

Para não perder a deixa, um print da Fanny gravida! (P.S. Um ano antes ela de fato estava grávida, da sua última filha, Baladine). 

fanny ardant grávida

descobrindo Elena Anaya

Elena

Elena nasceu em 1975, é uma espanhola encantadora que, nos seus 40 anos de idade, mantém uma imagem invejável. É séria, comprometida com causas ecológicas e filantrópicas e além de ser a musa de Stella McCartne, é também uma das musas da Lauren. Talvez ela passaria despercebida dos meus viciados olhos (que sempre gostam de ver o trabalho das mesmas atrizes, repetidas vezes), se a Lauren não tivesse indicado seus filmes.

Pra falar a verdade, Elena me chamou a atenção quando vi A Pele em que Habito, do Almodovar. Ao assistir aquele filme fiquei admirada com o quanto ela é bonita. Sinceramente, eu fiquei até um pouco incomodada (senti recalque, sim!) porque ela é bonita demais! Que corpo, que cabelo, que olhos! Mas até então, nunca tinha lido nada sobre ela. Gostei muito de saber, que mesmo sendo badalada em Hollywood, Anaya prefere o cinema europeu e que,mesmo sendo requisitada nos EUA, não deixou de morar em Madrid. Bom, neste domingo me dediquei a assistir dois de seus filmes e estou encantada! Obrigada Senhora Cida, pelas indicações. 


Segredos em Família, 1996

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Particularmente, sou apaixonada com misancene (também conhecido como jogo de cena)! Seja no cinema, no teatro ou na TV. O problema é achar obras ou autores que utilizam desse recurso sem confundir o público. Segredos em Família é uma delícia de filme, que me surpreendeu pela qualidade e pela talento do diretor, Fernando León (na época, com apenas 28 anos!).

O filme conta a história de Santiago, interpretado pelo charmosíssimo Juan Galliardo. Um homem que, no dia do seu aniversário de cinquenta anos, tem apenas um desejo: comemorar a data ao lado de sua família perfeita. Como sabemos que nada é perfeito, descobrimos através do diálogos surrealistas e do ambiente extremamente teatral, que a “família” de Santiago não passa de atores, contratados por ele, para permanecer uma temporada em sua casa,  fingindo serem seus parentes.  

Elena está linda e tão novinha! Confesso que fiquei mais vidrada em Amparo Muñoz e naquela maravilhosa mecha grisalha surgindo em seus cabelos. Um fato interessante, e triste, é que Muñoz morreu bem nova – com apenas 56 anos. Ela, que foi Miss Universo em 1974, faleceu em 2011 por complicações cerebrais causadas pelo Mal de Parkinson. Mais uma observação: fiquei mais apaixonada ainda pela senhora que finge ser a mãe de Santiago e adorei a malícia do personagem. 

A trama do filme me lembrou um trabalho teatral que foi feito recentemente em São Paulo, do qual esqueci o nome (desculpa!). De qualquer forma, a dinâmica deles era sensacional, já que através de um grupo no Facebook, selecionaram algumas pessoas para receber atores em suas casas e esses atores fingiam ser amigos antigos, namorados filhos de quem os recebessem. No fim, o próprio espectador se tornava ator também. O resultado do experimento foi muito interessante, os participantes contaram que em certos momentos, confundiam as emoções e não sabiam definir se o que sentiam era real ou não. 


Um quarto em Roma, 2010

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Que filme lindo, mano! Fiquei encantada com a delicadeza da abordagem de um tema incansavelmente retratado no cinema, o amor entre estranhos. Mas aqui, de uma forma bem singela e delicada, e – entre duas mulheres. O filme, dirigido por Julio Medem, conta história de Alba e Natasha, mulheres de nacionalidades diferentes que se encontram em um bar e acabam passando a noite juntas.

Eu já tinha assistido o trailer desse filme há algum tempo, mas em princípio pensei que fosse mais uma daquelas histórias eróticas feitas para alimentar a curiosidade masculina…daqueles que, ironicamente, tem um fascínio por mulheres se pegando. O filme é poético e é impossível não se encantar com os pequenos detalhes (como aquela cena em que Alba fica nas pontas dos pés para beijar Natasha).

É verdade que as duas (Anaya e Natasha Yarovenko)  juntas são um colírio para os olhos, são lindas mesmo! Mas a história vai além de puro sexo, e deve-se muito ao bom desenvolvimento dos diálogos. Reparei, por exemplo, que é uma história praticamente sem clímax e mesmo assim ficamos vidrados na conversa das duas, tentando revelar o mistério de cada uma.

Gostei especialmente dos movimentos de câmera e da trilha sonora, que é quase um terceiro personagem. O enquadramento da câmera em plongeé, enquanto as duas se encontram e se despedem é absurdamente  lindo, é como se fossemos voyeurs, observando-as dentro do quarto do hotel. Mas linda ainda é aquela cena da banheira, em que Alba sente a flecha do cupido em seu peito. É de partir o coração.

Onde Fanny e Marisa se encontram

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Pausa para uma rápida observação…

Se eu contasse que estou para fazer essa publicação há mais de um ano vocês acreditam? Eu sempre quis falar sobre isso, mas um assunto vai substituindo outro e vou me esquecendo, ou me perdendo em meio ao caos de ideias. Eu acho que, se existem duas mulheres no cinema que possuem uma beleza ímpar, elas são a Fanny Ardant e a Marisa Paredes. Eu realmente não sei se o termo correto seria beleza, é como se as duas tivessem “aquilo” que as outras não tem.

Pra falar a verdade, se você for reparar bem, elas nem são tão “bonitas” assim (e não que isso importe), é que elas possuem um charme, uma postura, uma elegância… ou sei lá o quê, que as faz diferentes. Desde que as conheci faço essa relação e juro que essa impressão existe antes mesmo (muito antes!) de eu ter essa súbita paixão pela Fanny. Paixão aliás que tenho e mantenho pela Marisa. Confesso que eu colocaria a Daniela Romo nessa lista também, se não fosse por um detalhe que muda todo o cenário. 

Fanny e Marisa possuem pouca diferença de idade. Marisa tem 69 anos e a Fanny 66. Marisa é espanhola e Fanny francesa; As duas são magras, altas, possuem uma voz grave e costa grandes. Em resumo, possuem um pouco da essência que a Joan Crawford tinha. É aquele aspecto meio atlético, masculino e híbrido… um aspecto que nos confunde já que, ao mesmo tempo, nenhuma das duas abre mão de sua feminilidade. Se você reparar, a Daniela é exatamente assim, tem voz grossa, é alta, atlética… e possui unhas grandes e sempre pintadas de vermelho, os cabelos na cintura e usa os vestidos mais sensuais possíveis. Ou seja, você vê uma mulher, mas enxerga os traços masculinos.

Fanny, no entanto, parece que gosta (ou necessita) de alimentar aquela postura de “femme fatale”. Ela é mais imaculada, intocável. É serena, séria, fala baixo, faz charme quando conversa, anda sempre de óculos escuros e não abre mão de usar roupas de grife. Marisa parece mais simples, mais real. Possui aquela imagem matriarcal, forte, sentimental… ligada muito mais à arte do que aos holofotes.

Daniela é linda, mas perde para as duas em um quesito fundamental: a liberdade de ser, interpretar e criar. Fanny e Marisa, por um conjunto de aspectos (mas especialmente pelo cinema e pela cultura de seus países), são mais livres em seus personagens. Daniela recua quanto se fala sobre sexualidade, porque como todo mundo já sabe, há um enorme boato que ronda a sua vida. E mesmo se não fosse isso, é claramente uma artista conservadora e eu diria, menos corajosa. Admiro profundamente o seu trabalho em Victor Victoria, trabalho aliás… que ela disse que foi um dos melhores de sua vida. Mas infelizmente há poucos registros e por ser uma espetáculo grandioso (e caro), ficou centralizado em um público muito específico. Não é como um filme do Almodóvar ou do Truffaut que se encontra em todo o canto.

Azar da Daniela, sorte da Marisa e da Fanny

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Chic!

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Fanny Ardant merecia um meme da página “Dias de Cinefilia”, daqueles em que os criadores da página brincam que certos atores fazem filmes “cult e para o povão”. Digamos que “Chic!” é para o povão, mesmo tendo como cenário a alta costura francensa. Esse filme me lembrou um pouco “O Diabo Veste Prada”, mas com um toque muito mais romântico, mais bobinho e… pra falar a verdade, bem inverossímil. Dirigido por Jérome Cornuau e lançado em janeiro deste ano, Chic! conta a história de Alícia Ricosi, uma estilista trilhonária e famosa que perdeu a inspiração por sentir falta de um amor.

Alícia tem uma assistente bem próxima, Hélene (interpretada por Marina Hands), que percebendo a crise da chefe, passa a procurar alguém por quem ela possa se apaixonar. Alícia se encontra com vários caras mais jovens e bem apessoados, mas nenhum lhe desperta interesse. Até que, depois de uma festa, ela acidentalmente conhece um paisagista e cai de joelhos por ele. É claro que o paisagista, Julien (Éric Elmosnino) não está nem aí para o mundo da moda, ele desconhece a fama de Alícia e tem certo interesse por Helene.

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O filme é até bonitinho, mas não conseguiu me agradar. Na verdade não consegui engolir a ideia de ver Fanny Ardant como uma mulher implorando por amor, e entregando o império que construiu na mão de homem que não dá a mínima por ela. Mas difícil foi acreditar que ela relaciona a ele toda a sua inspiração e paixão pelo trabalho, como se sem um homem, não conseguisse seguir em frente. Chic bebe muito na fonte do conto da Cinderela… Uma pessoa rica se apaixona por uma pessoa pobre e larga tudo para viver um amor verdadeiro…

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Sin notícias de Dios

– A História vai nos dar razão e você sabe disso.

-A História nunca dá razão! Ela é um homem surdo respondendo
perguntas que ninguém fez.

sem noticias de deus

Estão cansados da maratona? Espero que não, ainda tem uma penca de publicações sobre os filmes da Fanny Ardant por aí. Estava fazendo uma pequena conta dos filmes dela que tenho no computador e acho que já cheguei na casa dos trinta. Se eu vou escrever sobre todos? Claro que não, até porque… a quem importa a opinião de uma fã doida, falsa entendedora de cinema? Rsss

FANNY ARDANTHoje de manhã assisti “Sin notícias de Dios”, uma produção de 2001, dirigida por Augustin Díaz Yanes. Achei a história super bem bolada, divertida e em alguns pontos, emocionante. É um daqueles filmes que traz uma trama inteligente, sarcástica e que consegue manter um clima agradável. Não é aquele que te faz dar gargalhadas (aliás, esses estão cada vez mais escassos), mas te deixa com um leve sorriso no rosto.

Ardant está maravilhosa. Tem alguma publicação nesse blog em que eu não falo que ela está linda? Não, mas sério. Ela está bonita demais. Ela interpreta Marina, a “gerente administrativa do céu”, que escolhe Lola (Victoria Abril), uma espécie de anjo do bem, para salvar a alma de Manny (Demián Bichir) um boxeador mexicano. O problema é que o céu está em crise. Deus sumiu, está deprimido e a cada dia que passa, menos almas se salvam. Em compensação, o inferno está cheio!sinnoticias01

É aí que entra Jack Davenport (Gael García Bernal), que é o “gerente administrativo do inferno”. Jack escolhe Carmen (Penélope Cruz) para fazer com que a alma de Manny vá para o inferno. Trava-se então uma batalha entre o bem e o mal…  Além da problemática que se cria sobre a alma do boxeador, há um outro probleminha… É que Lola vem a Terra como esposa de Manny e Carmen como sua prima. Mas a convivência faz com que as duas se apaixonem…

A Victória Abril encarna uma personagem super séria, enquanto a Penélope assume a parte mais engraçada. É muito legal ver a Abril cantando algumas músicas em português… É que a sua personagem é uma cantora super famosa (no céu). Por isso, quando desce à terra, ela é uma completa desconhecida. Enquanto Carmen, no passado, era um gangster machista. Por isso foi para a terra naSin noticias de Dios (2001) 3 imagem de uma bela mulher, para entender como é terrível o assédio que elas sofrem.

De todas, a sacada mais sensacional é que o filme é falado em várias línguas. No céu eles falam francês, na terra espanhol e no inferno… inglês.  Vi uma entrevista com o diretor e ele disse que em princípio a ideia era fazer com que o inferno fosse representado por algum ator americano, algum ícone. Mas, ele conversou com o Gael e mudou logo de ideia… Outra sacada bem legal é que todos os personagens do inferno sempre aparecem cheios de suor!

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a dor de amor em ‘a mulher do lado’

A mulher do lado
La femme d’a cote, por Paula Bonet

provavelmente eu não saberia responder o que é sofrer por amor, o que é essa dor que tantos artistas retratam em suas obras, essa dor que leva os amantes a loucura. Truffaut me fez ver a dor de amor de uma maneira diferente, de uma forma mais bela, mais respeitosa e muito mais triste também. Satre diz que no amor, o amante quer ser “o mundo inteiro” para o amado. Agora, imagine amar sem ser correspondido. Mas não é qualquer amor… não, não! É aquele amor do qual não se consegue ficar longe, aquele amor que não sai da cabeça, aquele amor para a vida inteira. Afinal, amor é entrega, uma entrega espontânea e gratuita. Mathilde, que dor imensa! Que dor terrível…  Caída no jardim, com o rosto sobre as flores, sem conseguir se levantar, de tanto chorar, de tanta tristeza…. eu entendi, que a vida pode ser muito mais visceral que a morte. 

O mundo

Um homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus. Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana. E disse que somos um mar de fogueirinhas.
— O mundo é isso — revelou — Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.

fogueira - mundo

Divã

obj_divaLi esse livro pela primeira vez quando estava no fim do ensino fundamental. Foi na época em que eu descobri que a biblioteca pública da minha cidade (que por sinal, ficava ao lado da minha escola), servia para mais coisas do que apenas fazer pesquisa escolares. É que eu comecei a ter autonomia de sair da escola e ir sozinha para casa, o que me permitiu dar pequenas escapadas. Depois, já na faculdade, o reli duas vezes… e ainda guardo boas recordações desse livro.

Na época eu me sentia como uma confidente da Mercedes, a personagem-narradora. Era como uma voyer, escutando as histórias que ela secretamente contava para o psicanalista. Eu, uma garota de quatorze anos, me sentia quase que como uma adulta que conversava com sua amiga de quarenta anos…

Bom, do muito que lembro do livro, acho que três aspectos foram marcantes:

Primeiro: O livro é beeeem melhor do que o filme (E, sim, eu também amo a Lília Cabral. Mas o filme é meio zuado, não é muito fiel ao livro e tem umas partes bem desnecessárias). Segundo: O estilo da narrativa é uma das coisas que mais me prenderam, já que a personagem principal dialoga com o psicanalista e é através das sessões em que vamos descobrindo o que se passa em sua vida. Terceiro: É um livro bem feminino, sensível, que levanta problemáticas do universo das mulheres e que nos faz pensar muito sobre nossas escolhas, sobre nosso cotidiano. E é claro que nem por isso deixa de ser indicado aos homens.


Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber mais viver sem um manual de instrução.”


Sinopse: Divã conta a história de Mercedes, uma mulher de 40 anos, moderna, inteligente, pragmática, divertida, super-feminina, casada, com dois filhos, com a vida estabilizada – que procura um psicanalista. Para Mercedes, a consulta começa como uma curiosidade e acaba por tornar-se numa experiência envolvente que vai pôr a descoberto as facetas que ela mais reprime. No consultório descobre-se uma mulher ciumenta, insegura, que dramatiza por tudo e por nada. Descobrem-se, também, as memórias que guarda religiosamente: o primeiro namorado, a amiga, as mulheres dos amigos do marido ou a namorada do filho. Nesta aventura, Mercedes conta com o apoio da amiga Mônica e do marido desta, Gustavo.