Crimes do autor

Crimes do Autor“Crimes do Autor” é um filme que dividiu opiniões. Enquanto alguns o acharam arrastado demais, outros o acharam genial. Li muitas críticas antes de escrever a respeito. Particularmente adorei o tema e não senti nenhum comprometimento do desenvolvimento dos mistérios construídos  – e juro que gostei muito da história, independente da presença da Fanny Ardant. Não é um filme magnífico, mas não deixa a desejar por causa das pequenas derrapadas. Me agradou, especialmente, por causa da metalinguagem e por levantar o questionamento sobre a relação de confiança que se estabelece do leitor em relação ao autor.

judithralitzer10A trama confronta o espectador com três histórias paralelas e relacionadas entre sí e levanta uma série de segredos a serem solucionados. Um serial killer fugiu da cadeia, uma jovem acaba de brigar com seu noivo e uma escritora famosa lança um novo livro… Há um homem em comum em todas essas histórias e ele não está nem um pouco feliz com a situação em que se encontra…

O filme, dirigido por Claude Lelouch, aborda um tema muito familiar para quem trabalha com jornalismo…os ghostwriters (isso mesmo, escritores fantasmas). São aquelas pessoas que escrevem livros ou textos assinados por outra pessoa. Ardant encarna uma famosa escritora, Judith Ralitzer. Aqui ela é uma viúva negra, traiçoeira e sedutora… ela está detestável! (É muito bom vê-la encarnando três momentos distintos do mesmo personagem, cada momento a seu estilo particular).

Do outro lado está Pierre Laclos, interpretado por Dominique Pinon, um homem misterioso, que aparenta ser o que não é. E tem também a linda da Audrey Dana como Huguette, uma pseudo cabeleireira que trabalha em um salão luxuoso em Paris. O negócio é tentar descobrir quem matou quem e porque…

No site “50 anos de Filmes”, há uma curiosidade bem bacana sobre o título: “Como título de filme também pode ser cultura inútil, lá vai. Roman de gare, do título original, literalmente romance de ferroviária, é o termo que designa obras de distração, superficiais. O nome vem do fato de que se costuma comprar romances baratos para se ler durante as viagens de trem.”

Roman de Gare

RomandeGare-Still1

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