Curiosidade Mórbida

Genteney, eu ganhei um Kobo! Agora ninguém me segura…E comecei a minha aventura pelo mundo digital com uma leitura maravilhosa! Ok, ok… pode parecer estranho o título e o tema, mas é um super livro e muito esclarecedor. Eu não conhecia a Mary Roach, na verdade, nunca ouvi falar nela… mas estou apaixonada com a sua simpatia textual e com a sua dinâmica, o seu humor.

CuriosidadeMórbida

O livro trata exatamente sobre o que anuncia o título, é um trabalho jornalístico que traz uma série de curiosidade sobre a morte, ou melhor, sobre o que acontece com o nosso corpo após a morte. Roach apresenta uma grande pesquisa sobre o uso de cadáveres em trabalhos científicos e mostra o quanto eles são importantes para a ciência e para a manutenção do estilo de vida que temos hoje em dia.  

Sinceramente, se não fosse escrito da maneira que foi, eu provavelmente teria pesadelos. Mas, ao invés de me deixar para baixo, me deu uma super lição, a de aproveitar a vida ao máximo. Como Roach mesmo diz, passar a vida inteira deitado é estar praticamente morto. Aliás, esse livro me lembrou que ninguém escapa da morte e me deu consciência de que maryroacha morte é feia sim, e feia pra todo mundo!

O livro é dividido em capítulos muito interessantes, ela conta como é processo de morte em aviões, carros, por tiro ou morte-cerebral. Um dos capítulos que eu não consegui ler foi o que ela explica como é a morte por acidente de carro. Eu não consegui, MESMO! Pulei logo.  Outra parte inquietante é quando ela conta que foi, junto a um legista, identificar um corpo em decomposição e o encontrou cheio de larvas: ” Há um motinho de grãos de arroz se mexendo dentro do umbigo de um homem. É uma roda punk de grãos de arroz. Mas grãos de arroz não se mexem. Isso não pode ser arros. E não é. São filhotes de mosca. Os entomologistas tem um nome para os filhos de moscas, mas é um nome feio, um insulto. Não vamos usar a palavra lavra, vamos usar uma palavra bonita. Por exemplo, uma palavra em espanhol que eu acho maravilhosa…hacienda.” 

CitaçõesMaryRoach

– O problema dos cadáveres é que eles se parecem demais com as pessoas. É a razão pela qual quase todos nós preferimos uma costela a uma fatia do leitão inteiro. É a razão pela qual certas pessoas preferem dizer “carne suína” e “carne bovina” em lugar de “porco” e “vaca”.

– Fiquei abismada em saber que a pele (de cadáveres) doada e não utilizada para enxerto em queimados, por exemplo, pode ser processada e usada para fins cosméticos, no preenchimento de rugas e no aumento de pênis. Embora eu não tenha ideias preconcebidas sobre o post mortem, estou firmemente convencida que não se deve ir sob as calças de outra pessoa.

– (Sobre os primórdios das escolas de medicina e como conseguiam cadáveres): A tática mais comum eram esgueirar-se para dentro de um cemitério e exumar o parente de outra pessoa para estudo. Esse ato se tornou conhecido como sequestro de corpos. Era um novo crime, distinto do assalto a túmulos, que tinha a ver com o saque de jóias e relíquias da família dos sepultados nas tumbas e criptas dos ricos.

– O laboratório de anatomia não serve só para aprender anatomia. Trata do confronto com a morte. Muitas vezes a anatomia macroscopia proporciona aos estudantes de medicina seu primeiro contato com um morto, vista dessa forma, é considerada como um passo indispensável e fundamental na formação do médico.

– Como era possível que no século XIX as pessoas permitissem que dentes de cadáveres fossem postos em sua boca? Da mesma forma que gente do século XXI permite que o tecido de cadáveres seja injetado em seu rosto para preencher rugas. Elas talvez nem soubessem disso e provavelmente não se importavam.

– Os mortos, se não forem embalsamados, praticamente se dissolvem. O corpo entra em colapso e afunda em sí mesmo e finalmente infiltra no solo. Lembra-se da morte da Bruxa Má do Oeste? (“Estou derretendo!!”) em O Mágico de Oz? A putrefação lembra uma versão dessa cena, só que em câmera lenta.

– É difícil expressar com palavras o cheiro da decomposição humana. É forte e enjoativo, adocicado, mas não como o de uma flor. Fica entre fruta podre e carne podre. Todas as tardes, ao voltar para casa, passo por uma quitanda pequena e fedorenta que tem a mistura quase certa,de tal forma que já me peguei olhando atrás das caixas de mamão à procura de um braço ou de pés descalços.

– Porque as pessoas que levam um tiro geralmente caem de imediato? E isso não acontece só na TV. Fiz essa pergunta a Duncan MacPherson, respeitado perito em balística e consultor do Departamento de Polícias de LA. MacPherson afirma que esse efeito é exclusivamente psicológico. Cair ou não depende do estado de ânimo da pessoa.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s