A bela infeliz

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Lembram que eu fiz uma publicação sobre a Elena Anaya e que comentei que fiquei encantada com a Amparo Muñoz e com seus cabelos brancos? Pois é, dei uma pesquisada sobre ela e descobri uma história impressionante. Muñoz , espanhola, foi Miss Universo em 1974. Sua história de vida, aliás, curta vida, é considerada uma das mais tristes dentre as das rainhas da beleza.

É fácil acreditar que ganhar um concurso de miss é uma grande oportunidade, mas para Amparo essa vitória significou o fim de sua felicidade e a destruição de sua família… isso porque ela odiava ser Miss Universo, vivia essa vida porque seguia ordens e sentia-se imensamente pressionada. E mesmo não gostando, resignou-se…quer dizer, não por muito tempo. Dias depois de receber a coroa (a qual ela chamava de “coroa de jóias baratas”), Amparo renunciou ao título e, em uma coletiva, informou que era mãe solteira ( algo que na época fugia às convenções). Ironicamente, eles não a destronaram e o título de Miss Universo não foi passado para ninguém. Têm-se aí o início de uma vida regrada a drogas e bebidas, de doença e muita solidão…

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Porque eu sempre me envolvo com homens tão covardes? Eu sou a melhor demonstração da tendência humana em repetir os mesmos erros”

Depois do prêmio, Amparo foi realizar um trabalho no Japão. Quando voltou, foi tratada como celebridade instantânea, começou a trabalhar no cinema e na televisão – fora os trabalhos publicitários. As polêmicas envolvendo seu nome foram crescendo, no último de seus três casamentos fracassados, chegou a ser presa. Isso porque ela e seu marido foram acusados de tráfico. Com as polêmicas e a ausência de trabalhos, ela começou a fazer filmes pornôs (e, segundo informações do ex-marido, negadas por ela, Amparo começou a se prostituir). 

Ela morreu aos 56 anos em 2011. A família nunca quis revelar o verdadeiro motivo, mas acredita-se que ela foi vitima do Mal de Parkinson. Há outras versões que dizem que ela era portadora do vírus HIV. E os noticiários, que um dia, divulgavam e vangloriavam sua beleza, mostraram-se mais interessados em exibir sua doença e sua pobreza: “Amparo é o tipo de celebridade viciada e tiranizada por suas paixões. Depois de uma série de problemas emocionais, a única espanhola que um dia usou a coroa de Miss Universo, começou a conviver, dia-a-dia, com os entorpecentes. Depois de anos de heroína e muita solidão, Amparo vive em Malaga, tentando se recuperar da paralisia causada por dois aneurismas, dos problemas na visão, locomoção e na fala. Ela se acostumou a driblar a morte todos os dias.”

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Sua situação econômica, como se sabe, mudou drasticamente. A jovem rica, passou a ser uma senhora pobre. No fim da vida, ela precisou dividir um apartamento com seu companheiro e a mãe dele, e segundo os jornais, tratava-se de um lugar “pouco confortável”.

Ela chegou a escrever um livro de memórias chamado “A vida é o preço

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