10 músicas da Daniela Romo

10 músicas Daniela Romo

Gente! A minha musa mor mexicana (do momento) faz aniversário esse mês, 56 anos. Acho que não preciso falar mais sobre o quanto gosto dela, você pode ler aqui, aqui e aqui. Já faz tempo que eu queria criar esse post, então aproveitei a oportunidade para comentar dez músicas, cantadas por ela, que são as minhas favoritas. Listas são muito injustas e vocês sabem, a gente acaba excluindo algumas que não queria…Mas, vamos lá:

P.S) Comecei a escrever esse post há mais de um mês e só terminei agora… por isso, pode acontecer uma pequena confusão. O aniversário da Daniela é no dia 27 de Agosto. 

1) Mi Credo

Sueños de Cabaret foi um disco gravado em 2008, tem todo aquele clima de elegância (sedução e romantismo) da década de 1930. Foi feito um ano depois da Daniela protagonizar uma grandiosa peça teatral, Victor ou Victoria. É de longe o meu favorito. Mi Credo é uma música tão gostosa e tem uma letra linda! Ah!: “Você é minha religião, meu pedaço de céu. Abraça-me forte, meu trevo de boa sorte”

2) Dueña de mi corazón

Essa música é o toque do meu celular, é também o som do meu despertador. Fico dividida entre a versão da década de 1985 e da de 2012. Adoro a batida, a mensagem e aquele refrão delicioso que carrega um: “ay ay ay ay”  que dá uma latinidad à música:

3) Yo no te pido la luna

A primeira das primeiras, foi com ela que descobri que Daniela, além de atriz, é também cantora. Uma baladinha bem gostosa e romântica, com aquele tipo de melodia que fica agarrada na cabeça da gente, que dá vontade de ouvir mil vezes sem parar. Meus amigos, minha mãe… todos eles decoraram essa letra, de tanto que cantei! Uma música que me traz boas lembranças, da época em que eu pegava o carro e colocava o som na maior altura, e saia cantando pela estrada afora. A minha versão preferida é a de 2012. É um dos grandes sucessos da Daniela, acho que não há um mexicano na terra que não a conheça. 

4) De mi enamorate

Outro grande sucesso da Daniela, uma música que ficou guardada na memória dos mexicanos porque foi tema de abertura de uma novela (aliás, protagonizada pela própria Daniela). Foi escrita por ninguém mais, ninguém menos que Juan Gabriel, “El divo de Juarez”… uma espécie de Roberto Carlos mexicano. Adoro os rompantes da música, é preciso ter fôlego para acompanhá-la…

5) Coco Loco

Acho essa música muito marcada, bem oitentista. No entanto, tem uma das melhores letras… fala sobre liberdade, sobre autenticidade. Acho, que no fundo, tem aí uma mensagem pró amor livre, o que me agrada mais ainda. É bem baladinha, gostosinha de ouvir também… 

6) Atarte a mi corazon

Essa música é simplesmente a MAIS GOSTOSA DE CANTAR!

7) Mentiras  

Essa música gruda na cabeça e não sai mais…

8) Celos

Adoro essa música, mesmo sendo bem bobinha (a letra). É o retrato de uma jovem Daniela, até meio imatura e absurdamente teatral. Também bem datada, oitentista pra caramba…. 

9) Que vengan los bomberos

A Daniela Romo sempre teve um senso de humor admirável, é difícil encontrar um vídeo em que ela não faz graça em frente as câmeras. “Que vengan los bomberos” me passa essa ideia, uma música cômica, divertida e gostosa para se ouvir, dançar ou cantar. O clipe é uma gracinha, Daniela se solta e é impossível não rir…

10) Algo del Alma

O cd “La Voz del Corazón” foi lançado recentemente e eu ainda não tive tempo de conhecê-lo muito bem. Existe uma música linda lá chamada La Libertad del Corazon que vale a pena ouvir, e ainda conta com a participação do Gianmarco.  Mas de todas, “Algo del Alma” me chamou atenção… provavelmente por transmitir uma energia positiva… Acho que a Daniela é uma artista muito mais madura agora e uma mulher modificada, o câncer a tornou mais espiritual e isso refletiu em suas músicas. 

Vamos falar sobre Marília…

Marília Pera

Marília é linda, uma das verdadeiras damas da dramaturgia brasileira. Outro dia ouvi alguém falando sobre ela (não me lembro quem), mas a pessoa chamava atenção ao fato de ela ter uma linhagem artística, seus pais eram atores e ela cresceu atrás das coxias dos teatros, participando de peças desde muito novinha. Acho que Marília é uma daquelas atrizes que existe no imaginário coletivo há muito tempo. Pelo menos, na minha memória, ela está presente desde que eu me entendo por gente.

Ela é grande, sabe dosar o drama e a comédia, canta, dança… e, convenhamos, é elegante pra caramba né?! Eu sempre fui apaixonada pela Marília, algo em seu estilo me lembra a Susan Sarandon. Vou confessar que teve uma época em que fiquei com um pé atrás quando ouvi dizer que ela recebeu uma indicação a um prêmio de melhor atriz coadjuvante de uma revista e se negou a aceitá-lo, com a justificativa de ser uma atriz grandiosa demais para ser considerada coadjuvante. Não sei se é verdade ou boato, mas me causou estranhamento.

Tive a felicidade de assistir muitos filmes com ela, infelizmente, não vi tantas novelas. Por exemplo; eu adoraria assistir “Brega e Chique” em que ela interpreta a Rafaela. Acho o cabelo dela na novela maravilhoso, e o estilo, as roupas! Ahh! Chiquérrima! Ao mesmo tempo, existe algo de “povão” nela, uma essência meio abrasileirada (existe esse termo?), que a permite contar a história de um personagem pobre, marginalizado, com tanta verdade e dor, e alegria. Ela tem aquilo que a Anna Magnani tem, a capacidade técnica de sair do humor e ir para o drama sem ficar caricata, forçada…o chamado tour de force. É, sem dúvida, uma das minhas atrizes brasileiras preferidas!

O viajante

“Deus.. se Deus existir é certo que está me vendo nesse momento, empurrando uma cadeira de rodas numa estrada poeirenta de Minas. Deus existe, mas não me vê. E nem se importa com o que eu faço...”

O Viajante, 1999 – Eis um filme que não esqueço, tem uma cena que ficou grudada na minha memória, achei triste… tão triste (e ao mesmo tempo, tao linda!). A história, que se passa no interior de Minas Gerais, foi baseada num romance inacabado de Lúcio Cardoso. Marília interpreta Donana, uma viúva rica, solitária e extremamente orgulhosa, que passa os dias cuidando de seu filho doente. A chegada de Rafael desperta nela uma paixão arrebatadora, mas ao mesmo tempo em que a seduz, ele também está interessado na jovem Sinhá (interpretada por Leandra Leal). Donana é um personagem muito dramático, atormentada pela doença do filho, especialmente por ter nele um empecilho para viver seu idílico romance. Enquanto Donana se entrega facilmente a Rafael, Sinhá é um desafio para ele… é jovem, inteligente e contestadora.

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Polaroides Urbanas, 2008: Esse filme foi dirigido por Miguel Falabella e ao meu ver tem um enorme “quê” Almodovariano. É uma trama baseada numa peça do próprio Falabella chamada “Como encher um biquíni selvagem” que traz uma série de personagens femininos, comuns, com problemáticas que se entrelaçam. Marília é o fio de partida da trama e encabeça o elenco. No filme ela interpreta duas personagens, Magda e Magali = irmãs gêmeas. Só que uma rica e outra pobre. Uma comédia dramática que levanta uma discussão sobre diferenciação de classes. A Marília está estonteante, mas gosto mesmo é da trama que envolve a Natália do Vale, cujo personagem tem uma filha que é mais próxima da empregada do que dela.