Arroz y tartana

Depois da impactante entrevista que assisti da Carmen Maura, procurei uns filmes dela para assistir (tô com alguns aqui no computador, na fila de espera). Hoje assisti “Arroz y Tartana” um telefilme produzido pela RTVE em 2003, inspirado no livro escrito por Vicente Blasco Ibáñe em 1894.

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O filme é até legal, mas meio parado… fora que são quase duas horas e meia de duração. Na história, Carmen vive Manuela Parajes, uma mulher que herdou uma grande herança e que se casou duas vezes. Primeiro com um homem rico, com quem teve duas filhas. Depois com um homem simples, com quem teve um filho. Depois de ficar viúva ela simplesmente queimou todo o dinheiro em roupas caras, festas, joias e empregados. Com medo de se ver pobre ela incita as filhas a encontrarem um marido rico e as ensina que não se deve casar por amor e sim, por dinheiro.

O problema é que o tempo vai passando e as filhas não encontram marido. Na cabeça de Manuela ela precisa manter as aparências e permitir que as meninas frequentem os melhores lugares para assim, atrair homens ricos. Enquanto isso ela vai sacrificando o filho, fazendo uma chantagem emocional para que ele consiga mais dinheiro emprestado para ela… aliás, para Manuela não poderia ser mais decepcionante vê-lo apaixonado por uma costureira.

A personagem me pareceu uma Madame Bovay de meia idade, cheia de dívidas e iludida. O fim das duas é até meio parecido, desculpem pelo spoiler mas é meio trágico. Apesar de tudo não é lá tão simpática, me pareceu meio lunática ao se afundar cada vez mais nas dívidas ao invés de salvar a casa. Tudo bem vai… no fim ela se redime se justificando que: ‘nesse mundo, a vida das mulheres não é fácil e tudo que ela fez foi para proteger as filhas”. A série tem uma construção de ambiente impecável, vestidos maravilhosos, cenários lindos… vale a pena

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Só uma observação sobre a Carmen Maura, no momento estou com a seguinte sensação sobre ela:  Vou confessar que fiquei bem impressionada com aquela entrevista que a Carmen Maura cedeu ao Rincón del Pensar; comentei aqui há poucos dias. Eu simplesmente passei a olhá-la de um jeito diferente, tudo por causa de um comentário que vi no vídeo da entrevista, que dizia que Carmen era uma mulher obscura.

A verdade é que algumas das falas dela, juntas com outras entrevistas que assisti e li, me fizeram acreditar que, de fato, é uma mulher meio obscura. Carmen chegou numa idade que, segundo ela, não precisa esconder mais nada … então sempre que pode abre o jogo, sem medo parecer antipática.Me surpreendeu o lance dos filhos e da forma que ela falou do seu arrependimento de ser mãe, ao mesmo tempo em que me soou meio depressiva.

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