das felicidades e tragédias, a vida de Sylvia Pasquel

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A Silvia Pinal é uma das atrizes mais importantes e influentes do México. Só que mais frutífera que sua carreira, é a sua vida pessoal. Ok, eu odeio fofoca (juro!)… mas não tem como ficar indiferente a quantidade de absurdos que cercam a vida dessa mulher (e de suas filhas). Já fiz uma publicação falando da Alejandra Guzmán, e hoje vou comentar um pouquinho sobre a Sylvia Pasquel (filha da Silvia Pinal e meia irmã da Alejandra Guzmán. Ela também faz parte do que os mexicanos chamam de Império Pinal).

Outro dia assisti um vídeo de uma pequena biografia da Sylvia Pasquel e fiquei assustada com tantos fatos obscuros e com a tamanha tristeza que essa mulher fala da própria vida. Incrível como ela conseguiu dar a volta por cima, ainda que seja perceptível o quanto machucada ela foi. Ela fala com tanta tristeza que é difícil ficar indiferente (e é um sentimento verdadeiro, dá para perceber que ela não está fingindo).

Cercada de luxo, de assédio da imprensa, da fama e de dinheiro… Sylvia passou por duros momentos: perdeu uma irmã, uma filha e se afastou seriamente da família depois que se relacionou com o namorado da mãe.

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Sylvia e sua irmã, Alejandra.

O rostinho dela é bem conhecido aqui no Brasil, não por interpretar protagonistas, mas por várias e fortes antagonistas em novelas mexicanas. A Sylvia é a filha mais velha da Silvia Pinal (com o ator Rafael Banquells), ela nasceu em 13 de outubro de 1949. Seus pais se separaram em 1952, foi quando Silvia Pinal se casou com o ator Enrique Guzmán. No vídeo que assisti, Sylvia fala pouco sobre Enrique Guzmán (em respeito aos irmãos), mas comenta que por ser a filha mais velha sofreu muito com a criação exigente (e as vezes indiferente dos pais). Fora que recebeu um tratamento diferenciado dos outros e que presenciou as inúmeras violências domésticas que a mãe sofria.

Agora, leiam alguns fatos sobre a vida dela e vejam se algumas coisas não parecem de “novela”. O post está um pouco confuso, desculpinha:

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– Ela escolheu o sobrenome “Pasquel” para não ser confundida com a mãe. (Pasquel é o sobrenome de seu avô materno). Ainda que Sylvia tivesse vontade de atuar desde pequenininha, sua mãe só o permitiu quando ela ficou maior, no início da carreira fez pequenas participações em filmes estrelados por sua mãe como O Anjo Exterminador de Buñuel, de 1962.

– Se casou aos 17 anos com o cantor Mike Salas. Chegou a afirmar que não se casou por amor, mas para fugir da sufocante convivência com a família e se tornar independente. Engravidou no mesmo ano. Sua filha, Stephanie Salas tornou-se cantora

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Silvia Pasquel e sua mãe, Silvia Pinal

– Em 1982 foi profundamente atingida pela notícia da morte de sua irmã, Viridiana Alatriste (também atriz de televisão, teatro e cinema). Sylvia ficou emocionalmente abalada (muito!). No vídeo que assisti, conta que foi uma das primeiras da família a saber da morte da irmã e que foi responsável por identificar o seu corpo. Viridiana, filha de Silvia Pinal com Gustavo Alatriste, faleceu em um acidente de carro.

– Sylvia teve um caso amoroso com Fernando Frade, na época ele era namorado da mãe dela. Sylvia engravidou de Fernando, e em homenagem à sua irmã falecida, chamou a menininha de Viridiana. Dois anos depois, em 1987, Viridiana morreu afogada na piscina da casa da Sylvia. Na entrevista que assisti, Sylvia comenta sobre o fato com muita dor e diz não entender o acontecido, especialmente porque a menininha (que tinha dois anos) estava acompanhada de uma babá.

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Sylvia, sua mãe Silvia e sua filha Stephanie

– Stephanie Salas (a filha da Sylvia) também engravidou novinha, com apenas 19 anos. A identidade do pai da criança foi tratada com mistério até 2006, quando Stephanie finalmente revelou que o pai de sua filha era Luis Miguel (um cantor famosíssimo).

– Recentemente Silvia Pinal escreveu um livro biográfico e dedicou um capítulo à Sylvia, falando de sua traição com Fernando e da morte da menininha. Sylvia se negou a ler o livro, disse que as memórias levantadas neste capítulo eram dolorosas demais.

Entre Abelhas

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Estava louca por assistir esse filme, fiquei encantada com o tom surrealista e existencial da trama e pelo fato de ser uma produção nacional. Atendeu todas as minhas expectativas, recomendo muitíssimo, principalmente pela reflexão que sugere. Entre Abelhas foi idealizado por Fabio Porchat e por Ian SBF, e tem um tom bem dramático e sério.  Não sei porque, mas me lembrou um pouco da essência de “O Anjo Exterminador”, do Buñuel e de “O Bigode” de Emmanuel Carrére.

O filme conta a história de Bruno, um homem profundamente afetado pela recente separação. Aos poucos para de enxergar as pessoas que lhe cercam, começa a tropeçar no ar e trombar com coisas que não vê e não escuta. Ele fica obsessivo pela ideia de encontrar a causa de seu problema, e começa a criar pequenos mapas fotográficos para ativar sua memória. Ouvi uma entrevista que o Porchat cedeu ao programa Pânico na Rádio e ele dizia que há anos queria filmar esse filme e problematizar o individualismo. É também um filme sobre depressão e solidão, nos faz repensar as consequências da conectividade (ela realmente aproxima ou distancia as pessoas?).

– Irene Ravache interpreta a mãe do Bruno, ela é incrível e é sempre um prazer assistir qualquer coisa que ela faz. Neste filme ela está muito divertida!

– Só pra esclarecer: Em “O Anjo Exterminador” um grupo se reúne para jantar e não consegue mais sair da sala, nada os impede de sair, o lugar nem porta tem, mas eles não conseguem atravessa-la. Passam dias sem comida e sem água. Em “O Bigode” um homem que sempre ficou conhecido por ter bigode resolve raspá-lo e surpreender a família e os amigos. Mas depois de tirá-lo, é ele que se surpreende, afinal seus amigos e sua família dizem que ele nunca usou bigode.

Ai, Raffaella!

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Já faz um tempão que escrevi sobre a Raffaella Carrá, mas voltei aqui só para observar que estou ouvindo suas músicas mais do que nunca. O ritmo é maravilhoso, a voz rouca é marcante… Mas confesso que estou ouvindo principalmente porque li algumas coisas muito curiosas sobre a carreira dela que me fazem admirá-la ainda mais. Quando Rafaella aparecia na TV, as crianças eram obrigadas a sair da sala. Seus passos sensuais e seus bailarinos extremamente afeminados iam contra a moral da família tradicional. Muito se questionava se a cantora era na verdade um travesti. E quem disse que ela se importava¿ Pelo contrário, fazia disso a sua marca. Aquele rosto angelical de madeixas loiríssimas não se importava em cantar a homossexualidade e a sexualidade com muito humor e carisma. Só para lembrar, estamos falando da década de 70.