Dolóres Jimenez y Muro, a criadora do Plan de Ayala

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Em um trabalho para a faculdade, precisei estudar a biografia de uma figura que participou de algum movimento social. Logo escolhi a Revolução Mexicana, que me agrada muitíssimo e queria falar de uma figura feminina. Muitas mulheres poderiam nomear o trabalho…talvez Juana Belén ou Elisa Acuña que também foram jornalistas e prisioneiras políticas. A escolha por Dolóres Jimenez y Muro tem uma justificativa, sua rebeldia a permitiu entrar na história como a mulher que reuniu ideias e deu forma ao plano político e social de Tacubaya e, mais tarde, ao prólogo do Plan de Ayala.

O documento denunciava Francisco Madero por sua traição aos ideais revolucionários, consagrados pelo Plan de San Luis, foi anunciado pela primeira vez em 25 de novembro de 1911 em Ayala, Morelos. Além de exigir a renúncia de Madero, o Plan de Ayala convocava eleições livres, a devolução de terras e municípios ao povo, incitava a luta armada e defendia a liberdade de imprensa.

Na concepção do Instituto Nacional de Estudios Históricos de la Revolucion Mexicana, o jornalismo e a literatura foram os primeiros meios de expressão utilizados pelas mulheres para manifestar suas necessidades e demandas. Elas passaram a desenvolver atividades publicitárias e se incorporavam aos clubes liberais dirigidos por homens e posteriormente criavam seus próprios clubes onde discutiam e produziam ideias contra o governo. Elas não só atuavam como jornalistas como também fundavam e dirigiam seus próprios jornais.

Desde 1902, Dolores militava pelo Partido Liberal Mexicano. No mesmo ano dirigia a Revista Potosina e escrevia para El Diario del Hogar. Dois anos depois dirigiu um movimento contra a reeleição de Porfírio Díaz, passou a editar o jornal “La mujer mexicana” e a presidir o “Club Femenil Hijas de Cuauhtémoc” que defendia os direitos femininos e denunciava fraudes nas eleições. Em 1925, aos 77 anos, se apagou a “tocha revolucionária” (apelido que recebeu das companheiras).

Como explica Celeste Murillo, Dolores foi um dos destaques da atuação feminina na Revolução Mexicana:

“Dolores se destacó entre las mujeres que, distintas a la imagen popularizada de las adelitas (una retaguardia indispensable de los ejércitos revolucionarios) y las mujeres campesinas que acompañaron, fundaban grupos políticos, organizaban sindicatos, ponían en pie diarios y revistas, discutían con pares y superiores, incluso en un momento donde las mujeres tenían un estatus legal inferior. Más tarde, en 1917, formó parte de la Secretaría de Educación, desde donde se impulsó la primera campaña de alfabetización, y participó también de las Misiones Culturales. ”

Para saber mais sobre essa incrível mulher, indico o artigo da Celeste
Clique – aqui

 

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