OITNB: Sobre a terceira temporada e o que eu mais amei!

oitnb

Orange está no topo das minhas séries preferidas. Adoro cada um dos personagens e o trabalho narrativo que a autora executa. Há muito tempo sentia falta de um produto televisivo que contestasse certos padrões e que fosse pautado em questões sociais.  Um dos grandes méritos da série é abordar tudo isso com muito humor e leveza. A terceira temporada superou as minhas expectativas, eu terminei de assistir querendo um pouquinho mais [na real, isso sempre acontece!].  Mas dessa vez, diferente das outras, dois pontos me chamaram atenção e gostaria de compartilhá-los:

oitnb413-b-640x360

– Pouco sei (quase nada, na verdade) sobre o Feminismo Negro, e confesso que há tempos atrás não entendia o sentido desta vertente. É muito vergonhoso admitir, mas eu, sendo mulher negra, passei muito tempo sem conhecer o feminismo negro. Na minha cabeça era só uma forma de enfraquecer o movimento porque separava ou classificava as mulheres. Eu continuo escrevendo sobre feminismo negro sem nenhuma propriedade (porque pouco li ou estudei), mas hoje compreendo e concordo plenamente com essa divisão e Orange toca diretamente nessa ferida. A vida de uma mulher negra que viveu na periferia não pode ser equiparada a de uma mulher branca de classe média. As duas sofrem com as pressões do machismo, mas de maneiras e intensidades diferentes.

luschek-king

  – Quando assisti a cena do menage a trois entre a Judy King, a Erica Yoga Jones e o Luschek, soltei um grito! Foi totalmente inesperado e engraçado, mas divinamente respeitoso. Sempre escrevo sobre esse assunto por aqui: a sexualidade na velhice (especialmente das mulheres). Há uma triste tendência em acreditar que a idade avançada traz consigo uma “assexualidade”, mas no fundo a gente sabe que não é verdade. Judy King é uma mulher independente, que não tem medo nenhum de mostrar seus interesses sexuais no vigilante do presídio (e, mano, as cenas são muito engraçadas).

Agora, só resta esperar ansiosamente pela próxima temporada.

Advertisements

2 thoughts on “OITNB: Sobre a terceira temporada e o que eu mais amei!

  1. Vera diz:

    Amo OITNB porque é simples e didática quando se trata em mostrar cruamente o machismo e a opressão que vivemos, respeitando cada origem, sem diminuir nenhuma luta.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s