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Estava no trabalhando conversando com os colegas quando vi na minha timeline a chamada de um jornal sobre o desaparecimento de Domingos Montagner. Da turma, fui eu que vi a notícia primeiro e gritei:

– Gente, o ator de Velho Chico sumiu!

Não sei falou em outra coisa pelo resto do dia, com uma certa comoção (misturada com uma curiosidade mórbida) comentávamos o caso quase como especialistas.

– Pelo tempo em que desapareceu e dependendo da profundidade ele não sairá muito ferido, será encontrado logo… (A gente não sabia de nada, mas comentava assim mesmo).

Todo mundo perdeu a concentração no trabalho, não tinha um que não estava com uma página de notícias aberta no computador. E até eu, que nunca assisti um filme ou novela com esse ator, estava comovida. Faltando poucos minutos para eu ir embora, a minha colega diz:

– Ele foi encontrado vivo gente, ele está bem. (Ela jurou que leu essa notícia em algum lugar).

“Ah, finalmente! ” (pensei). E assim fui para casa, refletindo sobre os textos que precisava ler para a faculdade e na faxina que precisava fazer no meu quarto. Cheguei, comi qualquer coisa, tomei um banho e quando peguei meu celular, a mensagem do WhatsApp do grupo do trabalho dizia:

– O ator morreu.

Eu levei um susto, não esperava por essa. A verdade é que eu passei a noite de quinta-feira sem conseguir dormir, acordando de minuto a minuto… atormentada pela notícia. De alguma forma, no fundo, eu sabia que devido a periculosidade do acidente, ele poderia não sair vivo. Mas, mergulhada no mundo fantasia, pela ilusão da magia que cerca os artistas, eu simplesmente esperava vê-lo vivo, comentando sobre o acidente numa matéria do Fantástico. Naquele momento fui atropelada pela realidade. Todos nós fomos.

Mais do que a comoção pela morte do ator, pela triste ironia que desse acidente (da semelhança do acontecimento com um fato que se passou na novela), acho que todos nós fomos confrontados pelo acontecido. Quase como um aviso para lembrarmos daquilo que queremos esquecer: um dia morreremos, e nossos amigos e familiares também se vão. A gente não comanda o destino, a gente pode morrer a qualquer minuto e simplesmente não temos como controlar isso. Aquela pessoa que você ama, com que conversa todos os dias, com quem divide memórias e sentimentos, elas vão morrer. A pessoa que você vê falar, comer, rir, andar… ela também se vai. E isso é triste pra caralho…

Acho que foi por isso que não consegui dormir naquele dia, apesar de todo o cansaço. Fiquei pensando nas pessoas que amo, nos planos que tenho, nas coisas que não fiz e disse. E me deu um medo, um medo do incerto… um medo do fim.

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