O exorcista: tô viciada!

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Cara, eu não consegui dormir essa noite!  Passei a madrugada vendo os episódios da série O Exorcista, morrendo de curiosidade e de medo (com os pés bem cobertos e sentindo calafrios). A merda é que eu viciei e confesso que odeio começar a assistir série assim, “no meio”, porque é um saco ficar esperando por episódios novos – resumindo, eu já to louca pro próximo! (Há muito tempo eu não sentia isso em relação a séries, e dá medo mesmo… mas não tanto! HAHA). Dos cinco episódios que vi, não me decepcionei… uma trama bem amarrada, com várias referências ao clássico e momentos de acelerar o coração. A série é ambientada em Chicago e nos apresenta Tomás Ortega (interpretado por Alfonso Herrera), um jovem padre, cheio de inquietações e ambições. Um dia ele é procurado por Angela (Geena Davis) que afirma que uma de suas filhas está possuída por um demônio, é quando Tomás busca ajuda junto ao padre Marcus, um padre excomungado e experiente em exorcismos. Gostei muito da resenha do Combo Infinito, dê uma olhada quando puder. Concordo muito quando eles falam sobre a família Rance, cheia de mistérios! (Mesmo que desconfie, estou louca para descobrir o que aconteceu com o pai!!).

Reggie Love: um dos personagens que me inspiram!

Eu sou aquela pessoa que tem uma lista com um milhão de filmes novos para assistir e na hora “H”, escolhe um filme que já viu um milhão de vezes. Neste fim de semana revi “O Cliente” pelo Netflix e me surpreendi ao lembrar dos mínimos detalhes, das falas e de algumas cenas… ta aí um dos filmes que assistia constantemente quando era pequena, porque amava a Susan Sarandon. Mas eu juro, que não é só por causa dela que esse filme me encanta tanto.[E sim, já escrevi sobre ele por aqui, né?]

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Em suma, só não me lembrava da coragem da personagem, Reggie Love, ao enfrentar um mundo dominado por homens para defender uma criança extremamente assustada e confusa (no caso, o cliente que dá título ao filme).  Essas histórias me inspiram muito, é sempre bom ver o retrato de protagonistas fortes e inteligentes, sabe? Ao mesmo tempo, é incômodo pensar que mulheres continuam sendo subjugadas no mercado de trabalho e menos remuneradas. No inicinho do filme, quando Mark procura por uma ajuda, ele entra na sala da advogada procurando pelo “Senhor Love” e se assusta ao se dar conta de que o Senhor Love, é uma mulher. [Spoiler?] E quando ela entra numa sala, cheia de homens famintos para conseguir uma informação do garoto (que presenciou um assassinato), e surpreende todos com sua esperteza.

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Fiz uma pesquisa rápida sobre o assunto e me deparei com uma matéria do jornal O Globo (publicada em maio, deste ano) sobre uma campanha da OAB contra o machismo entre os advogados. Olha só que interesse o apontamento levantado:  Presidente da OAB/Mulher, Daniela Gusmão diz que há um estigma de que advogadas precisam ser masculinas para serem respeitadas. “A mulher pode ser formal e feminina ao mesmo tempo”, afirma ela, que organiza o evento. Sugiro que leiam a entrevista toda, se for possível. É pequena, mas muito interessante. Quando leio a matéria, imagino a situação se repetindo em outros contextos ou setores, tipo… na engenharia.

O filme propõe muitas pautas, mas a questão profissional é a que mais agrada. Gosto da narrativa, que tem um suspense gostoso de assistir… bem ao estilo anos 90. A riqueza da construção do personagem não terminar por aí, há uma quebra de estereótipos quando descobrimos, ao longo da narrativa, que Reggie perdeu a guarda dos filhos por causa do alcoolismo. Entendo que sua doação para salvar a vida do garoto e da família como uma  redenção.