Sobre a vida, o fim… e o amor

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A cada dia que passa, sinto a vida mais frágil. Antes fosse coisa de filósofo de boteco, mas é real. Tão real, que me assusta ao desespero. Que me provoca calafrios, me faz ficar em silêncio, pensativa. Não é um medo puro e simples da morte, é a percepção de um tempo perdido que não volta mais. A gente fica adulto e se dá conta de que um dia tudo termina, que certos momentos são passageiros e que as pessoas também se vão. Meu tio faleceu e ao receber a notícia daqui, longe da família, levei tanto susto que larguei todo o trabalho que estava fazendo e fui chorar no banheiro. Mas não era um choro qualquer, era um choro de desespero… eu acho. A tristeza que me tomou naquele momento, de total surpresa, foi tão grande que não sei explicar…. uma tristeza por todos eles, porque além de pensar no meu tio, em toda a sua história, também pensava em seus filhos ( meus primos) e na minha tia. E ao mesmo tempo, me colocava no lugar deles. Queria poder abraça-los e transmitir todo o amor que sinto por eles. Eu os amo muito, muito mesmo. Dele, só me restam memórias boas e um respeito enorme, por ter sido um grande pai, um bom esposo. Quando ainda morava em Minas ele sentava na minha cama e sempre falava sobre faculdade, tecnologia, carros. Ele amava tanto os meninos… tanto! Briguei com um amigo naquela semana, que não me via há muito tempo e veio me visitar aqui em casa e reclamou, porque eu estava calada demais. Mas eu não conseguia… não conseguia nem queria falar, foi a primeira vez que perdi um familiar próximo. Eu sabia que um dia aconteceria com a gente, mas não assim, agora, do jeito que foi. E mesmo ele doente, eu achava que iria se recuperar, que iria voltar para casa e receber o cuidado da família. Triste, muito triste (eu só consigo pensar nessa palavra).