Doctor Foster

doctor_foster_header_image

Eu perdi o costume de assistir séries. Às vezes eu passo o dia inteiro lendo e chego em casa com a cabeça tão pesada, que não consigo prestar atenção em muita coisa. Mas com Doctor Foster foi diferente, é uma série que conheci no ano passado e que me prendeu de uma forma absurda. Quando descobri que a segunda temporada já estava disponível, passei o fim de semana assistindo.  

A trama se concentra em Gemma e Simon, um casal cujo relacionamento entra em crise quando ela começa a suspeitar que está sendo traída. Depois de anos juntos, do convívio diário e das dificuldades em criar o filho, ela começa a se questionar sobre a índole do marido e busca indícios de que ele está mentindo.

Foster

O mais interessante de todo esse processo não é a caçada pela amante, e sim os pequenos sintomas de paranoia que tomam conta da personagem. Um fio de cabelo no paletó, as ausências injustificadas e o distanciamento silencioso, a insegurança e o mais importante: a quebra de confiança.

Todo contexto é também muito importante, pois tanto a família quanto os amigos dos dois estão envolvidos. E é surpreendente quando Gemma passa a descobrir as coisas, como tudo estava tão evidente e por algum motivo, ela não viu.

Também gosto especialmente da abordagem feita de diferentes perspectivas. A segunda temporada traz alguns aspectos da vida da amante de Simon e a trama fica ainda mais complexa. Ainda que o marido seja retratado negativamente, prevalece a ideia de que todo mundo, em algum momento, está sujeito a cometer falhas.

Isso me lembra bastante de uma entrevista da Fanny Ardant (uma das minhas atrizes francesas favoritas) em que ela diz que “a traição não pode ser medíocre e quando se torna medíocre, é hora de acabar”). Ela se referia à um filme “Os belos dias” e que, de certa forma, se  casa muito bem com a série, porque existe uma crítica àqueles filmes em que o amante é representado por um ator maravilhoso e atraente, quando o marido é representado negativamente. Nesse filme não, o marido é bom, atraente e ama a esposa (é o homem perfeito) e mesmo assim, ela sente a necessidade de se envolver com outra pessoa. É algo como: “Não existe vilão, sacou? Mas se não está bom, tem que acabar”.

As duas temporadas estão disponíveis na Netflix! Se tiver a oportunidade, não deixe de ver. E realmente muito boa!!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s