Witch, lembram dessa revista?

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O Dia das Bruxas, comemorado ontem, me fez relembrar muitas coisas da minha infância e adolescência. Comentava com uma amiga do trabalho o quanto me encantava (e ainda me encanta) a história de bruxas, magias e poderes.  Engraçado, porque lembrei que o meu quarto tinha um abajur que quando ligado, refletia a sombra de bruxas voando em vassouras… Nas prateleiras, deixava um conjunto de pequenas bruxas de biscuit com velas coloridas.  Para falar a verdade, o gosto pelo assunto continua… mas nunca passou disso, quero dizer, não estudei profundamente sobre o tema (como aquelas pessoas super informadas sobre história, pedras, magias, nomes…. entende?).

Da minha adolescência, tenho uma lembrança boa de colecionar as revistas W.I.T.C.H, que tinha uma sequência de histórias em quadrinhos sobre cinco jovens bruxas que estavam descobrindo seus poderes e se adaptando ao dilemas da vida adulta. Era uma delícia, eu lembro que cuidava dos brindes como se fossem pequenos tesouros: os anéis, as essências e os colares… tudo bem guardadinho. O título da revista era uma combinação dos nomes das meninas: Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin. Cada uma delas tinha um poder relacionado aos cinco elementos: Madeira, Metal, Água, Terra e Fogo. Lembro que não conseguia definir muito bem de qual mais gostava… me identificava  muito com a Taranee, que era tímida, mas tinha o poder de ler mentes.

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Era muito bom! Tenho saudade desse tempo, de quando a minha mãe me ligava do serviço e dizia: “Já comprei sua revista, levo para você hoje à noite”, e eu ficava louca para ler a continuidade das histórias. Não sei muito bem o que fiz delas, mas tenho quase certeza que doei para alguém.

*A revista foi publicada pela primeira vez na Itália, em abril de 2001. Desde então, foi vendida em mais de cinquenta países e traduzida em mais de vinte línguas. revista original foi encerrada em outubro de 2012, na edição 139. No Brasil, a revista foi publicada pelo Abril Jovem, e teve sua publicação encerrada em dezembro de 2009, na edição 95.

Salem

Salém é a típica série que eu nunca assistiria se não estivesse em casa num fim de semana tão congelante e vazio. Não pela série em si, mas por minha preguiça de começar a assistir qualquer programa que demande mais de meia hora e que dependa de capítulos seguintes. Enquanto visitava um site de filmes online me deparei com a imagem de uma mulher que dos olhos e boca saltavam galhos secos de árvores. Daí me lembrei que era um dos posters promocionais de Salem e a relacionei com American Horror Story, já que Coven estreou praticamente no mesmo período.

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Difícil não fazer comparações entre as duas tramas porque o tema e a proposta são muito semelhantes: Horror e Bruxas. Na época optei por acompanhar AHS, como vocês já sabem, adoro a série e a Jéssica Lange (e blá blá blá). Enquanto Coven foi uma decepção, Salem foi uma feliz surpresa. No Filmow, li diversas críticas positivas, outras dizendo que a trama segue o clichê que ronda o tema e que teve seus “altos e baixos”. Cabe a cada um julgar, mas sem dúvidas, é uma ótima opção para quem gosta de assistir séries desse gênero. [P.S] Ainda estou no sexto episódio (e pretendo terminar tudo no próximo fim de semana).

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As Bruxas estão entre nós

Salém se passa no século XVII, e conta a história de Mary Sibley, a bruxa mais poderosa da cidade. Ha sete anos, Sibley era apenas uma inocente e apaixonada garota que se viu grávida e solteira (já que seu amado, John Alden, teve que abandoná-la para ir para a Guerra). Com medo de ser perseguida, torturada ou assassinada, Sibley resolveu fazer um aborto e entregar seu filho e sua alma ao diabo. Ao longo dos anos construiu uma reputação e uma riqueza invejável, tornando-se a figura mais influente da comunidade. Depois de anos, Alden retorna e reacende o amor que, até então, estava adormecido no coração de Mary, fazendo-a contestar sua vocação para a maldade.

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Ainda que a sinopse que eu escrevi tenha ganhado uma conotação romântica, garanto que a série não é. Salém, criada por Adam Simon e Brannon Saga (e produzida pela WGN), apareceu timidamente, mas aos poucos conquistou seu espaço entre fãs do gênero e já tem uma segunda temporada confirmada. A maioria dos personagens possuem uma dosagem de bondade e maldade que nos deixa divididos entre ‘o bem’ e o ‘mal’. Isso porque é muito claro que as bruxas são malvadas e matam inocentes sem nenhum pingo de dó – no entanto, existem diversos fatores que as levaram, especialmente Mary, a escolherem esse caminho.

Os primeiros episódios são repletos de cenas fantásticas e assustadoras, principalmente as que envolvem Mercy, uma menina que teve o corpo tomado por uma bruxa (tipo ‘O Exorcista mesmo). Em uma cena horripilante, por exemplo, Mercy insiste para que o padre a salve de tamanho tormento e indica, entre as sombras, a “bruxa velha” que tem a perseguido e torturado. É claro, ninguém vê a bruxa e logo a abandonam sozinha no quarto – adivinha quem aparece? 

Falando no padre, Cotton Mather é um daqueles personagens que nos causa ódio e amor. Ele prega os ensinamentos da bíblia, julga e mata pessoas que acredita estarem envolvidas com bruxaria (a maioria, inocente) e não pensa duas vezes em procurar uma prostituta com o intuito de aliviar seus desejos carnais. Ao mesmo tempo, mostra-se  um homem bem intencionado e que realmente quer acabar com as bruxas, só que sempre cai nas armadilhas criadas por Mary. salem04-660x330Caramba, olha o tamanha desse texto… juro que era a ideia era fazer só uma notinha.  No mais, quem curte produções de época também podem gostar dessa série, muito bem produzida – e a maquiagem, uau! O meu personagem favorito é o Isaac, o Fornicador. O pobre coitado, logo no primeiro capítulo, foi marcado com um F na testa por se apaixonar por uma garota e ser pego masturbando-se. Acabou marginalizado e obrigado a fazer os trabalhos mais detestáveis da comunidade, entre eles, despejar o corpo dos mortos ‘indesejados’ em uma vala perto da floresta.

Sobre cinema, bruxas e poções

Engraçado, repararam que eu estou com mania de fazer listas? Pois bem, então vamos a mais uma: Bruxas.  [Ok, eu sei que estamos longe do Halloween ou qualquer data do tipo, mas é que outro dia eu fiquei horas conversando com uma querida amiga sobre a fórmula: bruxas+ cinema e nos lembramos de diversos filmes e personagens relacionados ao tema. Eu também sei que existem inúmeras dessas listas iguais ou parecidas a essa em outros sites, mas me deixem divertir um pouco vai!].

1) A Bruxa Má do Oeste: “Voe, voe, voe!”Não é atoa que ela vem na primeira posição da lista. Em 1939, Margaret Hamilton imortalizava a ideia (muito explorada no cinema e na literatura) de que bruxas são feias e narigudas (é claro, aos poucos esse imagem foi mudando, mas demorou.) Em “O Magico de Oz”, filme mais famoso da Judy Garland, a Bruxa Má do Oeste tenta vingar a morte da irmã, a Bruxa má do Leste (que morreu esmagada por uma casa que apareceu do nada!). De quem era a casa? Isso mesmo, de Dorothy. Só pra constar, Margaret Hamilton leva mais uma vez o mérito, nenhuma atriz queria fazer a bruxa. Hamilton (que sempre era colocada em segundo plano, fazia papéis pequenos e chegou a passar necessidades pela falta de trabalho) aceitou logo de cara e, convenhamos, fez um trabalho inesquecível.

Bruxa do Oeste 2) Winie, Sarah e Mary: Eu já falei aqui (diversas vezes, eu sei!) do quanto adoro o “Abracadabra” e… Fala sério, é uma delícia de filme, não? A trama conta a história de três irmãs (famosas bruxas de Salem) que são ressuscitadas após 300 anos por dois adolescentes que se negavam a acreditar em “lendas do Haloween”. As irmãs enfrentam diversas dificuldades para se adequarem ao mundo contemporâneo e se unem para roubar a juventude de pequenas e indefesas criancinhas. Clássico da Disney!  [Aliás, a Bette Midler está sensacional, não tem como não se apaixonar pela Winie – minha preferida – ou por suas falas e trejeitos engraçados].

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Hocus Pocus3) Elvira (a Rainha das Trevas!): Cara, como eu adoro a Elvira (e como eu fico com raiva dessa nova geração que nem sabe qual é a do personagem – fiquei parecendo muito velha falando assim?). Cassandra Peterson estava linda e aliás, que peitos inesquecíveis. Elvira é sexy e decadente, e recebe uma inusitada herança: uma mansão que fica localizada em Fallwell, uma cidade pequena e repleta de pessoas conservadoras. A bruxa decide reformar a casa e vende-la para depois mudar-se para Los Angeles e realizar o sonho de ser famosa, mas nesse meio tempo, encontra diversos empecilhos: a começar pelo “Tio Vincent” que faz de tudo para roubar o seu livro de receitas. [Cena Memorável: Elvira tentando fazer uma sopa e, de repente, sai um bicho monstruoso da panela!]

eLVIRA4) Eva: “Segurem essa titiquinha!!!” . Se existe um filme de bruxas que me marcou, definitivamente seu nome é “Convenção das Bruxas”. Primeiro porque, desde “A Família Addams” eu nutria um amor lunático por Anjélica Huston e segundo porque toda vez que ele passava na Sessão da Tarde minha mãe me deixava faltar de aula para vê-lo  (eu realmente gostava muito).  O filme conta a história de Luke, um garotinho de dez anos que viaja com a avó para a Inglaterra após a morte de seus pais. Ao chegar no hotel, ele descobre que há uma estranha convenção acontecendo por ali. Diversas bruxas do mundo inteiro estão reunidas para receberem uma poção mágica que transforma crianças em ratos. Luke tenta avisar aos adultos sobre o que se passa, mas ninguém acredita nele até que o pequeno decide resolver a situação sozinho.

EVA5) Sally, Gillian, Frances e Jet. Já li diversas críticas negativas em relação a “Da magia à sedução”, pois eu… acho uma fofura! Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman) fazem parte de uma família de bruxas que foram “amaldiçoadas”: todos os homens com que se envolvem, morrem. Protegidas por suas velhas e excêntricas tias, as duas se vêem envolvidas em uma rede de paixões da qual não conseguem se desevencilhar. Enquanto Sally tenta levar uma vida normal ao lado de suas duas filhas, Gillian se envolve com um homem violento que coloca a segurança de sua família em risco.

da magia a seduçãotumblr_mvjzw8ivcz1slwpnwo1_5006) Minerva McGonagall: Não poderia deixar de citá-la, a professora McGobagall, interpretada por Maggie Smith: é meu personagem preferido na saga de Harry Potter, aliás, adoro os momentos em que ela se transforma em gata. Severa, justiceira e disciplinadora, Minerva acompanhou e ajudou o jovem Harry e seus amigos em diversos momentos, tornando-se um personagem muito querido. Gosto muito do trabalho da Maggie Smith nesse filme, poucos sabem que ela sofreu de câncer durante as filmagens e sentia dores terríveis na coluna. Nessa mesma época ela precisou sofrer uma cirurgia e por causa da doença se afastou definitivamente do teatro, coisa que a deixou muito abalado porque Smith sempre amou os palcos.

maggie smith 7) Sukie, Jane e Alex: O quê dizer de um filme que traz uma mistura de Susan Sarandon, Cher, Michelle Pfeiffer, Jack Nicholson, magia, sexo e humor?

tumblr_mj83o7mkOz1rtg76ko1_250susan sarandonDirigido por George Miller e produzido em 1987, “As Bruxas de Eastwick” conta a história de três amigas  que se reúnem todas as quintas-feiras para assistir filmes e fofocar, normalmente elas discutem sobre homens e sonham em encontrar um perfeito par romântico. Entediadas com a pacata vida que levam na pequena cidade de Eastwick e diferente dos moradores conservadores da redondeza, as amigas chamam atenção de Daryl Van Horne, um homem misterioso e extremamente rico, que acaba se envolvendo com as três (ao mesmo tempo!). É claro que o caso não passa despercebido pela vizinhança que faz de tudo para atrapalhar a vida do grupo. A medida que se envolvem com Daryl (que é, na verdade, o próprio demônio em pessoa), as mulheres passam a desenvolver poderes e fazem de tudo para satisfazer seus desejos.