[Comédia] O que fazemos nas sombras

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Não há nada pior que desperdiçar nosso tempo procurando por algo no catálogo da Netflix para, no final, se decepcionar com determinado filme ou série. No entanto, existem algumas pérolas soltas por lá, que a gente encontra e simplesmente se apaixona.

Quando assisti “O que fazemos nas sombras” foi exatamente assim: vi o filme sem pretensão e me diverti horrores! Inclusive, saí indicando para todo mundo.
No estilo dos mockumentarys (falsos-documentários), a trama conta a história de quatro amigos vampiros que dividem a mesma casa há muitos anos, mas enfrentam grande dificuldade de convivência, pois foram transformados em vampiros em épocas bem diferentes. Talvez, umas das piores dificuldades que encontram é a adaptação à tecnologia e à vida moderna, juntamente com a necessidade de convivência com os vivos.

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Além da originalidade da trama e do humor negro, há uma série de sátiras engraçadíssimas, com críticas à construção do “estereótipo hollywoodiano” e é claro que o Edward de Crepúsculo não ficaria por fora. Mas há também menções honrosas à Nosferatu, Drácula e Os Garotos Perdidos.

O que me chamou mais atenção no filme (que, inclusive, será transformado em série para a Netflix e, provavelmente lançado em 2019) é o escárnio bem estruturado e totalmente fora da curva, incitando (e respeitando) a inteligência do espectador, com piadas irônicas e plots bem surpreendentes. Além, é claro, dos protagonistas (anti-heróis) extremamente carismáticos.
Sem dúvidas, trata-se de uma boa pedida para quem deseja se divertir um pouco! Você já viu este filme? Se sim, não deixe de contar o que achou, deixe um comentário neste post!

Vamos ser tiras

Vamos ser tiras

“Vamos ser tiras” salvou o meu domingo… se você está afim de ver um filme de comédia (realmente engraçado e descomprometido), fica a dica! O filme conta a história de dois amigos, Ryan e Justin: ambos na faixa dos trinta anos, que são frustrados profissionalmente. Um dia os dois são convidados à uma festa à fantasia e vão de policiais. Na festa ficam ainda mais frutados porque percebem que os outros colegas de turma tiveram sucesso profissional e eles não…

Quando saem da festa, percebem que as outras pessoas acham que eles realmente são tiras, entusiasmados, levam a farsa a frente… O que era para ser uma brincadeira de um dia, torna-se de semanas… Até que Ryan tem a brilhante ideia de seguir com o disfarce e mais, começa a resolver casos polícias de verdade (inclusive, compra uma viatura “falsificada”).

“Vamos ser tiras” ou “Lets be cops” é um filme ótimo, dá pra rir bastante e outra… é fácil achar online ou para download.

Bienvenido Paisano!

O fim de semana foi corrido e não deu tempo para sentar para escrever sobre “As Diabólicas”, que a Jéssica me indicou.  Mas antes de dormir, eu queria fazer uma notinha, pelo menos para não deixar o blog desatualizado. Eu tinha me comprometido a escrever toda semana sobre um filme mexicano e não queria burlar esse compromisso, que acho que tem mais valor pra mim do que para as pessoas que acompanham o blog.  [Finalmente faço uma publicação onde cito a Maria Sorté, uma atriz mexicana lindíssima e que adoro!]

Bienvenido paisano

Há algum tempo, assisti uma comédia chamada “Bienvenido Paisano” – dirigido por Rafael Villaseñor e estrelado por Maria Sorté, Tereza Ruiz e Rafael Inclán.  O filme é uma graça, super gostosinho de ver e com uma história bem do tipo “família”. Na trama, Inclán interpreta Epifanio, um jardineiro de origem mexicana que vive e trabalha nos EUA há mais de vinte anos. Um dia ele recebe a notícia de que seu irmão está doente e decide viajar para Zacatecas e visitá-lo. A viagem também é uma oportunidade para apresentar o México para seus dois filhos, que nasceram nos EUA. Quando volta, Epifanio acaba se deparando com um país muito diferente do que deixou e suas raízes começam a falar mais alto.

Piffany, a filha maidetalle_BIENVENIDO PAISANO_03_396x216s velha do casal, sente-se incomodada com a ideia de viajar para o México. Ela tenta, durante o tempo todo, provar que é uma cidadã americana e não se interessa pelo país de origem dos pais. De certa forma, ao fazer a escolha de permanecer na América, Epifanio e Cenobia também abrem mão de muitas características “latinas” com o intuito de se adequar a comunidade – são como uma cópia mal feita e caricata.

O ponto alto do filme se dá justamente quando a família decide regressar aos EUA e enfrenta problemas com os documentos. Eles sentem na pele (principalmente a garota) uma falta de receptividade dos americanos em relação aos mexicanos (e aos latinos, em geral). Enquanto Piffany desesperadamente quer voltar, Cenobio (o filho mais novo) percebe que quer ficar no México. Trava-se um verdadeiro drama familiar.


Idiocracia

IdiovraciaJoe Bauers é um homem burro. Tão burro que foi obrigado por seus superiores a trabalhar em um departamento onde nada lhe é exigido, nada lhe é perguntado. Um dia, ele é escolhido para participar de uma inusitada experiência militar, junto a ele, Rita – uma prostituta. Foram selecionados exatamente porque ninguém daria a mínima se os dois desaparecessem, Seus corpos foram hibernados e programados para despertar após quinhentos anos.

Quando Rita e Joe acordam, já no futuro, o mundo está completamente desordenado. As ruas estão imundas e as pessoas são tão idiotas que mal conseguem pronunciar as palavras direito, a humanidade regrediu. Nesse novo mundo, Joe e Rita são as pessoas mais inteligentes e chamam atenção pela esperteza. Diante de um problema sério, o presidente dos Estados Unidos contrata Joe como ministro e ordena que ele dê um jeito em diversos problemas em seu governo, entre eles o desemprego e a falta de comida.

costcoviewProduzido em 2006 e dirigido por Mike Judge, Idiocracia é um filme independente e de baixo orçamento, que brinca com a sociedade e constrói uma  crítica primorosa. Ainda que o desempenho técnico não seja tão grandioso, o humor negro se mantém intacto.

O mais interessante é que, conforme a visão crítica de Judge, daqui há quinhentos anos a humanidade mal conseguirá escrever, não irá valorizar a própria história,  será estúpida, politicamente incorreta e viverá praticamente  no meio do lixo. Isso tudo por casa da chamada “disgenia”,  que funciona como uma acumulação e perpetuação de genes defeituosos. É claro que é um visão pessimista, mas nos faz repensar na postura que tomamos diante de questões sociais que parecem banais, mas não são. Será que não estamos assistindo televisão demais? Será que lemos o suficiente?

Ficha Técnica
Título Original: Idiocracy
Ano: 2006
Gênero: Comédia
Diretor: Mike Judge
Duração: 84 minutos