O exorcista: tô viciada!

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Cara, eu não consegui dormir essa noite!  Passei a madrugada vendo os episódios da série O Exorcista, morrendo de curiosidade e de medo (com os pés bem cobertos e sentindo calafrios). A merda é que eu viciei e confesso que odeio começar a assistir série assim, “no meio”, porque é um saco ficar esperando por episódios novos – resumindo, eu já to louca pro próximo! (Há muito tempo eu não sentia isso em relação a séries, e dá medo mesmo… mas não tanto! HAHA). Dos cinco episódios que vi, não me decepcionei… uma trama bem amarrada, com várias referências ao clássico e momentos de acelerar o coração. A série é ambientada em Chicago e nos apresenta Tomás Ortega (interpretado por Alfonso Herrera), um jovem padre, cheio de inquietações e ambições. Um dia ele é procurado por Angela (Geena Davis) que afirma que uma de suas filhas está possuída por um demônio, é quando Tomás busca ajuda junto ao padre Marcus, um padre excomungado e experiente em exorcismos. Gostei muito da resenha do Combo Infinito, dê uma olhada quando puder. Concordo muito quando eles falam sobre a família Rance, cheia de mistérios! (Mesmo que desconfie, estou louca para descobrir o que aconteceu com o pai!!).

Despertar de um pesadelo

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Vocês lembram daqueles ótimos filmes noturnos que passavam no SBT? “Despertar de um pesadelo” foi um deles, talvez um dos que mais me marcou, lembro que quando passava o anúncio, dias antes, eu ficava na expectativa para assisti-lo. Ainda hoje, adoro esse filme! A Geena Davis está maravillhosa e é fácil cair de amores pelo hilário e cativante personagem do Samuel L. Jackson. O filme é uma mistura de drama, ação, suspense e humor negro e prende a atenção do início ao fim.

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Produzido em 1996 e dirigido por Renny Harlin, “Despertar de um pesadelo” conta a história de Samantha, uma mulher que pouco antes de dar a luz, despertou em uma praia sem se lembrar de seu passado. Sem memória, Samantha reconstruiu uma nova vida, levando os dias como professora. Inesperadamente ela começa a ter atitudes estranhas, como manejar a faca de maneira astuta e usar armas. Sem entender o motivo, percebe que está sendo perseguida por espiões que tentam matá-la. Então, ela contrata um detetive, Mitch (Jackson), para que ele a ajude a desvendar o mistério.  Aos poucos ela vai se lembrando de quem era, até mudar drasticamente de personalidade e trazer de volta a Charlie, uma espiã super mal encarada e com fortes ares de femme fatale.

Eu acho uma verdadeira pena a Geena andar meio sumida das telonas, relembrando seus filmes, a gente encontra tanta coisa boa..  Ela sempre teve uma pegada mais feminista em seus personagens e admiro muito o fato de ela ter levado isso para a sua vida pessoal, criando uma instituição de pesquisa (muito séria), que tem todo um trabalho sobre a representação feminina na mídia. 

♡ Thelma e Louise♡

Thelma e Louise]Acho que todo mundo deve ter algo que tenha o marcado na vida. Seja um objeto, uma música, um livro, um lugar… no meu caso, um filme. Eu sempre, desde o comecinho do blog, quis escrever sobre Thelma e Louise. Engraçado, porque já comecei vários rascunhos e nenhum deles foi para frente. E eu sei o porque disso, é que esse foi um filme que me marcou profundamente e que me traz tantas lembranças e sentimentos que eu poderia escrever um livro… quer dizer, eu tenho uma lista infindável de filmes que amo, que assisti mil vezes e que tenho na minha coleção, mas Thelma e Louise é diferente. É o meu filme preferido, de todos os tempos.

Eu ainda era criança quando vi Susan Sarandon e Geena Davis pela primeira vez, juntas, naquele belíssimo e enorme thunderbird. As duas me ajudaram a construir uma imagética (falei o termo certo?) da mulher perfeita. Na minha cabeça a mulher perfeita era e é a mulher livre… e a viagem de Thelma e Louise é exatamente atrás disso, elas buscavam por liberdade.

thelmaHoje, já crescida, acho que me pareço mais com a Louise (e é ela que, ironicamente, era a minha personagem favorita). Louise, a garçonete quarentona e solteira, inteligente, um pouco arrogante… e triste. Louise me parecia tão triste. A Thelma, por outro lado, vivia uma vida medíocre e também infeliz ao lado do marido controlador.  Mas Thelma era como aquele passarinho preso na gaiola, que nunca conheceu o exterior e que, como uma criança, estava descobrindo o mundo. Thelma é a imagem da inocência e ao mesmo tempo, da teimosia… e mesmo com todos os problemas conseguia dar a volta por cima, tinham um tom engraçado, meio louco, meio atrevido…

thelmaDepois de muito tempo é que eu fui saber que Thelma e Louise é um filme feminista. Até então, nunca tinha parado para pensar nisso. Nunca parei para reparar nos detalhes e também não sabia que tinha sido roteirizado por uma mulher, a Callie Khouri.

Quando eu vejo esse filme é como se naquele carro, estivesse mais uma passageira: eu.  Ao longo dos anos, lendo muitos artigos, sites… eu vi que eu era uma, entre milhares, que são apaixonadas pelo filme. E concordo plenamente com o que a jornalista Melissa Silverstein, do site “Women and Hollywood” disse: “Thelma e Louise é uma referência para tantas pessoas porque nunca foi recriado. Quando o filme é um sucesso, é usual ser refilmado várias e várias vezes”.  Ou seja, quando você pensa em Thelma e Louise as imagens que vem a mente já estão meio que… “pré-determinadas”, são as do filme,  né? Não há outro, não há dúvida…

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A cena do estupro de Thelma foi algo aterrorizante para mim, quando criança. Ainda o é, hoje… Revendo o filme, fico pensando na forma em que retrataram a violência sexual, no jeito que mostraram o quanto é um crime terrível e odioso..  Aliás, que as duas sofreram né? Não é difícil perceber como a Louise ficou traumatizada com o que aconteceu com ela no Texas. Aliás, é exatamente isso que a fez fugir, não confiar na polícia. Provavelmente ela denunciou o estupro e não recebeu nenhum auxílio ou respaldo.

Muitos criticam a postura do policial que conversava com elas, muitos dizem que ele era “bom demais”. Não sei, sabe, acho que também é uma forma sutil de retratar um lado mais humano do homem (como gênero mesmo). Elas foram traídas e maltratadas por praticamente todo homem que apareceu em cena, menos por ele. Ele era o único que sabia o que tinha acontecido com a Louise no Texas..

A Callie Khouri, em 2001, se manifestou publicamente sobre o filme e disse que sempre foi criticada por causa do estuprador ter sido assassinado.  Segundo ela as pessoas se incomodam quando duas mulheres são retratadas no cinema como personagens inteligentes e que assumem o controle do próprio corpo. ” Os vilões sempre morrem em praticamente todo o filme…. aquele cara era o vilão e ele foi assassinado. O fato de uma mulher tê-lo assassinado fez com que isso gerasse controvérsias”.

Aliás, muitas feministas chegaram a afirmar que esse filme não pode ser considerada feminista porque elas morrem no final, como se fossem punidas. Eu, acho que foi uma forma de redenção.. .imagine, se tivessem sido presas? Ou, alguém acredita que depois de tudo, elas sairiam ilesas?

filmequethaisamaHum… Já falei que o filme foi gravado em 1991, e que a Susan estava grávida (e só descobriu depois?). Outra coisa interessante é que o filme foi um “boom”, recebeu várias indicações ao Oscar. E Genna e Susan foram indicadas na mesma categoria!! E, Hans Zimmer… meu amigo, a sua trilha sonora me faz chorar até hoje!


Genna Davis e Susa24 anos se passaram e o filme rendeu bons frutos, ainda hoje considerado um clássico. E, sem dúvidas, foi uma produção marcante na carreira das duas, que são super politizadas e socialmente engajadas. Sobre a Susan eu acho que nem preciso falar porque já publiquei um milhão de post falando sobre as suas manifestações sociais e sobre o seu engajamento… agora sobre a Geena eu nunca comentei.

Vocês sabiam que a Geena Davis possui um instituto chamado “Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia” e que sempre está fazendo colocações e análises super importantes sobre o papel das mulheres no meio midiático? Ontem mesmo, por exemplo, em uma reunião da ONU em NY ela mostrou dados interessantes (para não dizer outra coisa), segundo ela: “Se incluirmos personagens femininas na medida em que tem sido feito nos últimos 20 anos, só alcançaremos a igualdade em 700 anos”


No ano passado as duas se reuniram para fazer uma sessão fotográfica no Hollywood Reporter, vocês viram?

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Acidentes Acontecem

3cf36daf24e75cac5b2067db2bbc4342_jpg_290x478_upscale_q90Acidentes acontecem e nem sempre por nossa culpa. E na maioria das vezes, não estamos preparados para enfrentá-los. Eles acontecem para nos deixar em alerta, para nos lembrar que estamos vivos. Acidentes também podem ser felizes, porque não é só de tristeza que se vive a vida. Coisas boas acontecem, mesmo que demorem um pouco mais. Eles nos lembram que ter alguém do lado é sempre reconfortante, mesmo com amigos ou com uma família disfuncional. E nos mostram que esquecer certas dores é algo difícil, talvez até impossível, mas que há que deixa-los um pouco de lado para seguir em frente. Ou, pelo menos, sobreviver.

“Acidentes Acontecem”, é um filme independente, produzido em 2009 e de humor 2008_accidents_happen_004negro. Um filme lindo, delicado e triste. A trama conta a vida da família Conway, que foi marcada por acidentes. Um deles, extremamente traumático. Aos seis anos, o pequeno Billy testemunha a morte do vizinho em um acidente durante um churrasco. Ele reage se atirando contra uma árvore e batendo a cabeça. Para tirá-lo desse estado, sua mãe, Gloria, sugere um passeio para toda a família. Mas a noite termina com um trágico acidente que mata a irmã de Billy e deixa seu irmão Gene em estado vegetativo. Ao longo dos anos, as consequências desse desastre assombram a vida do restante da família. Eles descobrem que se esconder da dor não faz com que ela vá embora e aprendem a lidar com a vida e suas perdas em toda a sua complexidade.

Há séculos tinha visto a capa desse filme em algum lugar, não consegui encontrar e também não fiz tanta questão. Mas, ultimamente estou revendo alguns filmes da Geena Davis, que desde muito cedo, está na minha memória como a eterna Thelma. Em ‘Acidentes Acontecem’, a vi pela primeira vez, como nunca a tinha visto. Na pele de uma senhora, uma mãe inconsolável, em um papel intenso e complexo. É um filme triste, que me deixou com lágrimas nos olhos no final. Uma família perfeita que sofre um enorme acidente, e cada um a sua maneira, tenta sobreviver a ele. Seja o pai, que se distancia, a mãe que se esconde ou o filho que se torna agressivo.