Toda nudez será castigada


Meu filho, não tenha pressa de perdoar.

A misericórdia também corrompe”


Toda Nudez Desrespeitando toda a organização que bolei na minha cabeça para as leituras de 2015, terminei de ler a peça teatral “Toda nudez será castigada”, passando este livro na frente de muitos outros que estavam na espera. Não faz mal, ler Nelson Rodrigues me ajuda a revigorar o meu apreço pela dramaturgia brasileira e me faz admirá-lo ainda mais. Já falei por aqui (inúmeras vezes) que o acho um gênio… e, depois dessa última leitura, a minha vontade de ler outras de suas obras aumentou.

Toda nudez será castigada é uma tragédia, repleta de traição, ambiguidade e perversidade. A trama conta a história de Herculano, um homem viúvo que se martiriza pela morte da esposa (que teve câncer no seio). Seu filho, Serginho (um jovem de 18 anos), não superou a ausência materna e implorou para que o pai nunca se casasse ou tivesse uma outra mulher na vida novamente. A relação doentia entre os dois é agravada pela influência das três tias, solteironas e mais velhas, que defendem a castidade de Serginho. Patricio, irmão de Herculano (e, ao meu ver, o grande vilão da peça), faz com que Herculano se apaixone por Geni, uma prostituta. O problema é que Geni, se apaixona por Herculano, mas também pelo seu filho…

Ao longo da minha leitura, fui me impressionando com as reviravoltas da história. Eis uma peça que gostaria muito de assistir. Lendo uma análise, fiquei ainda mais surpresa com a capacidade de Nelson Rodrigues de observar o cotidiano e transformar “a banal vida da classe média”, em obra prima. É realmente admirável.

Quando falo em ambiguidade (em complexidade também), não é a toa. Por exemplo, a relação obscena entre Geni e Serginho pode ser encarada com a necessidade de Geni de suprir o seu desejo maternal. A honestidade e o caráter de Herculano não são tão naturais, pelo contrário, suas boas atitudes são forçadas…talvez pela influência das tias. Outras que, defendem a boa moral e a castidade, mas que no fundo, possuem uma “tara” pela virgindade do sobrinho (e a tara é tão grande, que elas chegam a conferir se suas cuecas estão limpas de qualquer rastro de sexo). A violência sofrida por Serginho é também a sua redenção, por fim, ele consegue se livrar de toda a podridão familiar que o cerca…

O óbvio ululante

nelsonEu não sei se acredito em destino, mas desde cedo me vi predestinada a cursar Jornalismo ou qualquer outra área que estivesse ligada ao ato de escrever. Entrei na faculdade aos dezoito anos, fiz as minhas escolhas diante de um impulso e da necessidade de decidir minha carreira por causa do vestibular.

Desinformada e repleta de ilusões, segui acreditando que a universidade me tornaria uma profissional completa, pronta para o mercado de trabalho. Eu não sabia de nada, entrei na universidade sem um pingo de conhecimento ou de maldade sobre a vida acadêmica. Eu me sentia como uma caipira na cidade grande – e assim foi, por quase três anos de curso, até que eu finalmente me localizei.

Os primeiros anos foram terrivelmente difíceis. Comecei a estudar em uma universidade particular (cara, como outra qualquer) onde os professores, de repente, entraram em greve. Pagávamos a mensalidade, mas não tínhamos aula. Decidi largar aquela universidade, pular para outra. Me vi em um redemoinho de novidades, de matérias, de grades, de horários, de pessoas novas (e que já se conheciam). Me senti naqueles filmes juvenis, quando os pais do personagem principal mudam de casa e ele é obrigado a ir para uma nova escola.

Era uma caxias. Comprei vários livros que os professores apresentaram como referência (mas que, de fato, nunca usavam nas aulas). Foi aí que conheci Nelson Rodrigues. Na minha solidão de aluna nova, pouco popular e irregular (porque ainda tinha esse agravante, eu fazia matérias diferentes em várias salas), me agarrei em Rodrigues como um religioso se agarra em um santo.

Bom, eu não via Nelson Rodrigues como um santo, mas como um ideal.  Eu queria ser como Nelson Rodrigues, queria escrever como ele. Jamais me aproximei ou me aproximaria da sua genialidade, mas de qualquer forma, alimentei uma admiração que me ajudou a não só a ter coragem para seguir o meu curso (esqueci desse detalhe: na época, explodiu a notícia de que para ser jornalista não precisava de diploma) como também a amar a minha profissão.

Lembro, como se fosse hoje, dos dias em que tinha algum horário vago e ia para biblioteca para ler Nelson Rodrigues.  O primeiro livro que li foi “O óbvio ululante” e até hoje é o meu favorito.  Na verdade, eu não sei expressar o que eu sentia quando lia Nelson Rodrigues – naquela época, era como se ele estivesse conversando comigo, me convidando a entrar em seu universo, contanto suas histórias no meu ouvido. Me fazendo um convite a transgressão. Confesso que até o imaginava, sentando em sua mesa, batendo forte com os dedos em um máquina de escrever, fumando ou tomando café.

Em “O óbvio ululante” Nelson Rodrigues é genial até no título. Ululante, quer dizer grito, berro…

Através de suas crônicas Nelson me cativou, não sei eleger qual é a melhor. Fiquei marcada por diversas histórias narradas, mas uma em especial. Nelson conta que quando menino, se apaixonou por uma jovem e que sempre ia até a casa para observá-la na janela. Mas essa menina, que era gordinha, tinha namorado e mais do que isso, tinha um pai muito bravo. Um dia o namorado dessa jovem, que tinha tuberculose, afastou-se dela por causa do pai. Nelson, que estava passava pela rua, presenciou quando a jovem teve uma discussão séria com a família… dias depois ele voltou na rua e sentiu um cheiro terrível, de carne queimada e gordura. A menina, por causa da desilusão amorosa, tinha colocado fogo no próprio corpo.

Ok, eu estraguei a história… Mas ela esta disponibilizada online e faço um convite para lê-la: “Lili ardeu como uma estrela”.

Além das histórias, Nelson não se censurava em suas críticas, muitas ainda hoje sensatas: “O trágico da nossa época ou, melhor dizendo, do Brasil atual, é que o idiota mudou até fisicamente. Não faz apenas o curso primário, como no passado. Estuda, forma-se, lê, sabe. Põe os melhores ternos, as melhores gravatas, os sapatos mais impecáveis. Nas recepções do Itamaraty, as casacas vestem os idiotas. E mais: – eles têm as melhores mulheres e usam mais condecorações do que um arquiduque austríaco.”

Lembro também que me surpreendi, quando em uma de suas crônicas, Nelson conta como conheceu Joan Crawford. A atriz estava no Rio de Janeiro, veio para fazer uma campanha publicitária para a Pepsi. Nelson contava que Joan estava suando demais e que sua maquiagem derreteu e formou uma poça sua boca. Os jornalistas foram ferozes com ela, criticavam a sua velhice e diziam que ela não era bonita como antes. Não tenho o livro em casa, mas graças a internet, encontrei a crônica digitalizada:

“Ontem Roberto Marinho observava que a nossa imprensa fora uma anfitriã crudelíssima da atriz. Sim, os nossos jornais a receberam com uma impiedade total. Cada fotografia ou cada texto era uma acusação. Joan Crawford era acusada e de que, meu Deus? Despedi-me de Roberto Marinho e aquilo não me saía da cabeça. Cheguei em casa e ainda pensava em Joan Crawford. A estrela era acusada de ter envelhecido. Não ocorreu a ninguém esta concessão apiedada: — “Bonita coroa”. Nem isso. Ninguém aceita a velha nobre, a velha linda. É pena que eu não tenha, de momento, os recortes de tudo que se escreveu sobre a sua visita. Essa crueldade impressa dá o que pensar. Lembro-me de que, em 1927, vi Joan Crawford num filme da opereta  Rose  Marie. Nada se compara ao impacto tão puro e tão firme de sua aparição. Eu disse 1927 e façam as contas. Quarenta e um anos são passados. E Joan Crawford já era uma das mais lindas mulheres do mundo. Voltei cinco, seis, dez, quinze vezes ao cinema. Uma paixão se instalara em mim. Mas não fui eu o único.

A platéia de cada dia saía apaixonada. Quase meio século depois, a atriz vem ao Rio. Sua imagem não é  mais um jogo de sombra e de luz. Saiu da tela, baixou na vida real. E começa o massacre nos jornais, no rádio e na televisão. Nós a olhamos como a uma ré e não foi outra coisa senão isso mesmo. Até os velhos a detestaram. (Eis a verdade: — a começar pelo dr. Alceu, o nosso velho atual não gosta de outro velho.) Quando Joan Crawford visitou a Assembléia Legislativa, quis eu ser testemunha do acontecimento. Fazia um calor que, segundo minhas crônicas esportivas, derrete catedrais. Eu via em todos os olhares uma fria malignidade. E foi uma euforia geral quando, por efeito do calor, a maquiagem da atriz entrou em decomposição. A pintura derretida escorria em gotas cromáticas. Uma gota parou, exatamente, na ponta do nariz e aí ficou, dependurada, antes de se estilhaçar. É claro que todo mundo deseja, com o maior empenho e a maior volúpia, a velhice da mulher bonita. Outro exemplo: — o de Gina Lollobrigida. Passou pelo nosso carnaval, linda, linda. Pois não faltou quem, diante do seu frescor implacável, dissesse: — “Velha! Velha!”.

Voltando a Joan Crawford na Assembléia Legislativa. Houve um instante em que se percebeu, por cima do seu lábio superior, uma orla de suor. Um sujeito cutucou-me para cochichar: — “Transpira!”. E piscou o olho, numa satisfação crudelíssima. As mulheres bonitas. Queremos envelhecê-las e agora mais do que nunca e aqui mais do que nos outros povos. Na França ou na Alemanha a mulher bonita ilustre não envelhece. E os homens velhos e ilustres. Maurice Chevalier, aos oitenta anos, trôpego e asmático, é amado por todo um povo. No Rio de nossos dias, Mistinguett seria apedrejada como uma bruxa de disco infantil. Joan Crawford passou por aqui e nem sei como sobreviveu à nossa impiedade.”

O Pediatra

Nelson Rodrigues

O PEDIATRA , NELSON
Saiu do telefone e anunciou para todo o escritório:

— Topou! Topou!

Foi envolvido, cercado por três ou quatro companheiros. O Meireles cutuca:

— Batata?

Menezes abre o colarinho: — “Batatíssima!”. Outro insiste:

— Vale? Justifica?

Fez um escândalo:

— Se vale? Se justifica? Ó rapaz! É a melhor mulher do Rio de Janeiro! Casada e te digo mais: séria pra chuchu!

Alguém insinuou: — “Séria e trai o marido?”. Então, o Menezes improvisou um comício em defesa da bem-amada:

— Rapaz! Gosta de mim, entende? De mais a mais, escuta: o marido é uma fera! O marido é uma besta!

Ao lado, o Meireles, impressionado, rosna:

— Você dá sorte com mulher! Como você nunca vi! — E repetia, ralado de inveja: — Você tem uma estrela miserável!


O AMOR IMORTAL


Há três ou quatro semanas que o Menezes falava num novo amor imortal. Contava, para os companheiros embasbacados: — “Mulher de um pediatra, mas olha: — um colosso! “. Queriam saber: — “Topa ou não topa?”. Esfregava as mãos, radiante:

— Estou dando em cima, salivando. Está indo.

Todas as manhãs, quando o Menezes pisava no escritório, os companheiros o recebiam com a pergunta: — “E a cara?”. Tirando o paletó, feliz da vida, respondia:

— Está quase. Ontem, falamos no telefone quatro horas! Os colegas pasmavam para esse desperdício: – “Isso não é mais cantada, é …E o vento levou”. Meireles sustentava o princípio que nem a Ava Gardner, nem a Cleópatra justificam quatro horas de telefone. Menezes protestava:

— Essa vale! Vale, sim senhor! Perfeitamente, vale! E, além disso, nunca fez isso! É de uma fidelidade mórbida! Compreendeu? Doentia!

E ele, que tinha filhos naturais em vários bairros do Rio de Janeiro, abandonara todos os outros casos e dava plena e total exclusividade à esposa do pediatra. Abria o coração no escritório:

— Sempre tive a tara da mulher séria! Só acho graça em mulher séria!

Finalmente, após quarenta e cinco dias de telefonemas desvairados, eis que a moça capitula. Toda a firma exulta. E o Menezes, passando o lenço no suor da testa, admitia: — “Custou, puxa vida! Nunca uma mulher me resistiu tanto!”. E, súbito, o Menezes bate na testa:

— É mesmo! Está faltando um detalhe! O apartamento! Agarra o Meireles pelo braço: — “Tu emprestas o teu?”. O outro tem um repelão pânico:

— Você é besta, rapaz! Minha mãe mora lá! Sossega o periquito!

Mas o Menezes era teimoso. Argumenta:

— Escuta, escuta! Deixa eu falar. A moça é séria. Séria pra burro. Nunca vi tanta virtude na minha vida. E eu não posso levar para uma baiúca. Tem que ser,olha: — apartamento residencial e familiar. É um favor de mãe pra filho caçula.

O outro reagia: — “E minha mãe? Mora lá, rapaz!”. Durante umas duas horas, pediu por tudo:

— Só essa vez. Faz o seguinte: — manda a tua mãe dar uma volta. Eu passo lá duas horas no máximo!

Tanto insistiu que, finalmente, o amigo bufa:

— Vá lá! Mas escuta: — pela primeira e última vez! Aperta a mão do companheiro:

— És uma mãe!


DECISÃO


Pouco depois, Menezes ligava para o ser amado: — Arranjei um apartamento genial.

Do outro lado, aflita, ela queria saber tudinho: “Mas é como, hein?”. Febril de desejo, deu todas as explicações: — “Um edifício residencial, na rua Voluntários. Inclusive, mora lá a mãe de um amigo. Do apartamento, ouve-se a algazarra das crianças”. Ela, que se chamava Ieda, suspira:

— Tenho medo! Tenho medo!

Ficou tudo combinado para o dia seguinte, às quatro da tarde. No escritório, perguntaram:

— E o pediatra?

Menezes chegou a tomar um susto. De tanto desejar a mulher, esquecera completamente o marido. E havia qualquer coisa de pungente, de tocante, na especialidade do traído, do enganado. Fosse médico de nariz e garganta, ou simplesmente de clínica geral, ou tisiólogo, vá lá. Mas pediatra! O próprio Menezes pensava: — “Enquanto o desgraçado trata de criancinhas, é passado pra trás!”. E, por um momento, ele teve remorso de fazer aquele papel com um pediatra. Na manhã seguinte, com a conivência de todo o escritório, não foi ao trabalho. Os colegas fizeram apenas uma exigência: — que ele contasse tudo, todas as reações da moça. Ele queria se concentrar para a tarde de amor. Tomou, como diria mais tarde, textualmente, “um banho de Cleópatra”. A mãe, que era uma santa, emprestou-lhe o perfume. Cerca do meio-dia, já pronto e de branco, cheiroso como um bebê, liga para o Meireles:

— Como é? Combinaste tudo com a velha?

— Combinei. Mamãe vai passar a tarde em Realengo. Menezes trata de almoçar. “Preciso me alimentar bem”, era o que pensava. Comeu e reforçou o almoço com uma gemada. Antes de sair de casa, ligou para Ieda:

— Meu amor, escuta. Vou pra lá. E ela:

— Já?

Explica:

— Tenho que chegar primeiro. E olha: vou deixar a porta apenas encostada. Você chega e empurra. Não precisa bater. Basta empurrar.

Geme: — “Estou nervosíssima!”.

E ele, com o coração aos pinotes:

— Um beijo bem molhado nesta boquinha.

— Pra ti também.


ESPANTO


Às três e meia, ele estava no apartamento, fumando um cigarro atrás do outro. Às quatro, estava junto à porta, esperando. Ieda só apareceu às quatro e meia. Ela põe a bolsa em cima da mesa e vai explicando:

— Demorei porque meu marido se atrasou.

Menezes não entende: — “Teu marido?”, e ela:

— Ele veio me trazer e se atrasou. Meu filho, vamos que eu não posso ficar mais de meia hora. Meu marido está lá embaixo, esperando.

Assombrado, puxa a pequena: — “Escuta aqui. Teu marido? Que negócio é esse? Está lá embaixo! Diz pra mim: — teu marido sabe?”. Ela começou:

— Desabotoa aqui nas costas. Meu marido sabe, sim. Desabotoa. Sabe, claro.

Desatinado, apertava a cabeça entre as mãos: — “Não é possível! Não pode ser! Ou é piada tua?”. Já impaciente, Ieda teve de levá-lo até a janela. Ele olha e vê, embaixo, obeso e careca, o pediatra. Desesperado, Menezes gagueja: — “Quer dizer que…”. E, continua: “Olha aqui. Acho melhor a gente desistir. Melhor, entende? Não convém. Assim não quero”.

Então, aquela moça bonita, de seio farto, estende a mão:

— Dois mil cruzeiros. É quanto cobra o meu marido. Meu marido é quem trata dos preços. Dois mil cruzeiros.

Menezes desatou a chorar.


O texto acima foi extraído do livro “
A vida como ela é…”, Companhia das Letras- São Paulo, 1992, pág. 12.

Nelson Rodrigues em exibição gratuita

A mostra de filmes em homenagem ao centenário de Nelson Rodrigues com exibição no Oi Futuro, está a fantástica! Desde o dia 1º de Setembro, é possível conferir obras cinematográficas baseadas nas peças de um dos maiores dramaturgos brasileiros. Confira os dias e horários das próximas exibições:

Dia 15“Beijo no Asfalto” – 1981- Direção: Bruno Barreto

Um desconhecido é morto ao ser atropelado por um ônibus e, agonizante, pede a um bancário que lhe dê um beijo na boca. Este gesto é transformado em escândalo pela imprensa sensacionalista e o homem que cometeu o “crime” de beijar passa a ser alvo de preconceito popular e também a ser investigado pela polícia.

Classificação etária: 14 anos19h | Multiespaço | Entrada franca

Dia 22 – “A Dama do Lotação” – 1978 – Direção: Neville D`Almeida

Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) se amam desde jovens e se casam. Na noite de núpcias, Solange resiste ao marido, que, impaciente, acaba estuprando-a. Para se satisfazer, ela assume outro comportamento e começa a fazer sexo com homens que não conhece. Daí entra numa rotina diária de seduzir homens em coletivos.

Classificação etária: 18 anos19h | Multiespaço | Entrada franca

cena do filme “Os Sete Gatinhos”, com Lima Duarte

Dia 29“Os Sete Gatinhos” – 1980 – Neville D`Almeida

O filme conta a história de Silene, a caçula das cinco filhas de Aracy e Seu Noronha. A mais mimada de todas e, por ser a única “pura”, tem o direito a uma boa educação em um colégio interno. Mas logo a vida da Família Noronha toma um rumo diferente, quando a garota é acusada, no colégio, de matar a pauladas uma gata grávida.
19h | Multiespaço | Entrada franca

Dia 21, sexta-feira – excepcionalmente“Bonitinha, mas ordinária” – 1964 – Direção: J. P. de CarvalhoUma moça rica fica obcecada ao ler no jornal a notícia de um curra sofrida por uma empregadinha. Pede ao amante, seu cunhado, que a faça ser vítima de idêntico ato. Quando a família da moça toma conhecimento dos fatos, procura, desesperadamente, arranjar-lhe um casamento.

19h | Multiespaço | Entrada franca

*Oi Futuro (Av. Afonso Pena, 4.001, Mangabeiras, 3229-3131).