[Comédia] O que fazemos nas sombras

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Não há nada pior que desperdiçar nosso tempo procurando por algo no catálogo da Netflix para, no final, se decepcionar com determinado filme ou série. No entanto, existem algumas pérolas soltas por lá, que a gente encontra e simplesmente se apaixona.

Quando assisti “O que fazemos nas sombras” foi exatamente assim: vi o filme sem pretensão e me diverti horrores! Inclusive, saí indicando para todo mundo.
No estilo dos mockumentarys (falsos-documentários), a trama conta a história de quatro amigos vampiros que dividem a mesma casa há muitos anos, mas enfrentam grande dificuldade de convivência, pois foram transformados em vampiros em épocas bem diferentes. Talvez, umas das piores dificuldades que encontram é a adaptação à tecnologia e à vida moderna, juntamente com a necessidade de convivência com os vivos.

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Além da originalidade da trama e do humor negro, há uma série de sátiras engraçadíssimas, com críticas à construção do “estereótipo hollywoodiano” e é claro que o Edward de Crepúsculo não ficaria por fora. Mas há também menções honrosas à Nosferatu, Drácula e Os Garotos Perdidos.

O que me chamou mais atenção no filme (que, inclusive, será transformado em série para a Netflix e, provavelmente lançado em 2019) é o escárnio bem estruturado e totalmente fora da curva, incitando (e respeitando) a inteligência do espectador, com piadas irônicas e plots bem surpreendentes. Além, é claro, dos protagonistas (anti-heróis) extremamente carismáticos.
Sem dúvidas, trata-se de uma boa pedida para quem deseja se divertir um pouco! Você já viu este filme? Se sim, não deixe de contar o que achou, deixe um comentário neste post!

[Série] A casa das flores

A casa das flores
O estilo das novelas mexicanas foi deixado para trás e a irreverência dos personagens é um dos diferenciais mais gostosos de A casa das flores, série produzida pela Netflix, estrelada pela queridíssima Verônica Castro e dirigida por Monolo Caro.

A frase de Tolstoi não poderia ser mais conveniente: “Toda as famílias felizes se assemelham, mas cada família infeliz é infeliz a seu modo.” No fundo, sabemos que ele está certo: toda família tem seus problemas e segredos e é normal que um pouco de hipocrisia esteja inserida nos lares que só transparecem amor e união.

Na casa da família La Mora (os Kardashians mexicanos) não poderia ser diferente. Muitos segredos são escondidos debaixo do tapete, até que um acontecimento quebra todo o ciclo vicioso de mentiras. Na festa de casamento organizada pela matriarca, Virgina, se descobre um cadáver na loja de flores da família (a que intitula a produção) e uma série de revelações são desencadeadas.

Repleta de humor negro e com diálogos dinâmicos, A casa das flores traz diversas reflexões sobre temas atuais (inclusive obre gênero e sexualidade).

La casa de las flores

Gosto, especialmente, da matriarca: a representação da adaptação do “velho diante do novo”.  Virginia possui uma mentalidade da perfeita família tradicional, ortodoxa. Mas no desenvolvimento da série é forçada a repensar sua postura para que a família permaneça unida. E é realmente engraçado o seu choque diante  às novidades trazidas pelos filhos e netos, como quando descobre que o seu genro é transexual.

Muito do encanto da personagem é reforçado por Veronica Castro, que é uma figura extremamente popular no México e que, inclusive, participou de algumas novelas e apresentou diversos programas da Televisa. Em uma entrevista, ela chegou a comentar que algumas cenas foram feitas de improviso (como a que ela canta a música da Yuri) e que tinha insegurança de aparecer em tela fumando maconha.

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Dentre os filhos, o destaque vai para Paulina (interpretada por Cecília Suárez). Sua fala pausada (em reflexo aos diversos calmantes que toma) e sua constante tentativa de manter tudo em seu lugar faz com que tenhamos a impressão de que a personagem é uma mulher “fria e calculista”. Ao longo dos episódios o seu lado humano e materno é abordado de forma mais aprofundada, e é difícil não torcer para que ele se dê bem.

Com um elenco impecável e gatilhos que realmente prendem a atenção, A Casa das Flores ainda promete muitos momentos divertidos e de emoções. Agora, é esperar pela segunda temporada…

 

Ai gente, Sense8 é muito bom!

Já li tantos artigos interessantes sobre essa série em outros blogs que fiquei até com vergonha de escrever sobre ela. Mas é verdade é que não tem como fugir, estou trincando de vontade de assistir a próxima temporada e pensando seriamente em rever a primeira.

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Quem ainda não assistiu, corre! Pelo menos para conhecer um pouquinho do que se trata e para viajar numa história super intrigante e inteligente. Sense8 é uma produção da Netflix, criada pelos irmãos Wachowski (os mesmos de Matrix) e  J. Michael Straczynski. Conta a história de oito personagens que vivem em diferentes lugares do mundo, que nasceram na mesma data e que estão interligados mentalmente e emocionalmente.

Li muitos textos exaltando a importância da série em retratar a diversidade sexual, relembrando a impactante cena de sexo. Concordo plenamente e ainda completo, além disso a série tem uma abordagem metafórica sobre a globalização, sobre como o distanciamento comunicacional entre os países e as pessoas estão cada vez menores.

O Tigre e o Dragão 2

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“O Tigre e o Dragão” é uma obra prima, difícil falar tamanha a sensibilidade de Ang Lee. Não é  à toa que seja o filme não americano mais visto nos EUA. Impossível assisti-lo e não ficar encantado pela história ou hipnotizado pelas cenas de lutas corporais (que parecem dança, de tão graciosos os movimentos). Leveza nos olhares e nos sinais subentendidos, no amor impossível, na coragem de uma jovem rebelde… Enfim, muito mais do que ter a oportunidade de assistir um filme sobre artes marciais (que, por sinal, revolucionou o estilo Wuxia) é um mergulho cultural em mundo encantador e distante. Sou eternamente fã desse filme, do trabalho da direção, da fotografia e dos atores, por isso corri para assistir o novo lançamento da Netflix anunciado como “O Tigre e o Dragão 2”, a continuidade da história lançada em 2000.

Em “Crouching Tiger, Hidden Dragon” (o nome original da sequência),  Yu Shu Lien (interpretada pela maravilhosa Michele Yeoh) sai do meu mundo de reclusão para visitar a família de um conhecido que acaba de falecer. É lá que a antiga espada de Li Mu Bai, a Green Destiny, está guardada e é por ela que se inicia uma sangrenta disputa, já que o cruel Hades Dai quer tomá-la. Então Shu Lien permanece para proteger a casa, defender o legado de Li Mu Bai e ensinar a jovem Snow Vase.

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Lobo silencioso volta, o prometido de Yu Shu Lien nunca esteve morto como o último filme nos fez pensar. Estava vivo, vivíssimo e treinando para proteger a amada. Foi esse um dos aspectos que mais me incomodou, a justificativa que o Lobo Silencioso deu por não ter aparecido todos esses anos soou inverossímil. De repente, surge um clima de romance entre os dois e parece tudo muito forçado. A verdade é que eu não sei dizer se gostei mesmo, a ambientação é linda. A fotografia também. Mas falta um encanto, aquele clima mágico que existe no primeiro filme.