October Gale

MOV_October-Gale_po

Há muito eu não assistia um filme com a Patrícia Clarkson, uma atriz que eu AMO! Mas sei lá, fui com expectativas demais e acabei decepcionada. October Gale, lançado esse ano, é um suspense interessante, mas meia boca. Bonito, mas nem um pouco impactante. Talvez por ter um desenvolvimento lento e por apresentar personagens cujo drama psicológico se abordou superficialmente. O filme conta a história de Helen, uma médica com cerca de cinquenta anos que acaba de perder o marido. De luto, ela decide passar uma temporada em sua casa no lago, mas é surpreendida com a chegada de um homem baleado. Misterioso e envolvente, Will acaba conquistando Helen e ela, sem perceber, se envolve em uma teia de assassinato. O filme tem seus pontos positivos, principalmente as paisagens e a trilha sonora (que é linda!) …

P.S. Tim Roth no elenco!

vlcsnap-2015-02-04-20h17m45s181

Filmes que completaram dez anos em 2013!

O tempo passa rápido pra caralho e nem sempre a gente se dá conta disso. Hoje o 9GAG fez uma lista com alguns filmes que foram produzidos há dez anos e eu me espantei com o fato de alguns deles estarem lá.  Roubei a ideia e fiz uma lista pessoal com quinze filmes que eu adoro e que em 2013, completaram dez anos de lançamento.

Imagem

1) Procurando Nemo: Pois é, há dez anos conhecíamos a doce e atrapalhada Dóris, que tinha uma péssima memória e sabia falar baleiês.  O filme da Disney, dirigido por Andrew Stanton, conta a história de Nemo, um peixe palhaço que acidentalmente se perde do pai (Marlin) e faz de tudo para voltar pra casa.  Nemo foi capturado por um mergulhador e levado para Sidney onde passou a viver confinado em um aquário, junto a outros peixes. A animação foi super bem vista pela crítica e ganhou várias indicações ao Oscar (entre elas, ao prêmio de Melhor Trilha Sonora Original).

Imagem2) Deus é brasileiro: Filme lindo, com uma fotografia maravilhosa (do Affonso Beato) e com uma história encantadora.  Baseado na obra de João Ubaldo Ribeiro e dirigido por Cacá Diegues, “Deus é brasileiro” conta a seguinte história: Deus (interpretado por Antonio Fagundes) está cansado e decepcionado com a humanidade e, por isso, decide tirar férias.  Antes de abandonar o posto, Ele precisa encontrar um substituto e decide procurá-lo no Brasil. Após uma longa e solitária viagem, Deus recebe a ajuda de Taoca (Wagner Moura), um esperto pescador. O filme também traz Paloma Duarte, Hugo Carvana e Stepan Nercessian no elenco.

Imagem3) Dogville: Esse filme é sensacional e espero, um dia, fazer uma publicação só pra ele. Posso estar enganada, mas acho que Dogville, dirigido por Lars Von Trier, é um clássico contemporâneo que usa e abusa do experimentalismo. Protagonizado por Nicole Kidman e divido em dez partes, “Dogville” conta a história de Grace, uma mulher desconhecida que chega a uma pequena cidade e pede por abrigo. Grace, que foge de gângsters, aceita trabalhar para os moradores por duas semanas, até que eles decidam se ela pode ficar definitivamente ou não. O tempo vai passando e Grace, ao invés de ser bem tratada, passa a ser explorada pelos moradores. O que eles não sabem é que ela guarda um segredo que pode colocar todos em risco.

Imagem4) Tudo o que uma garota quer: Há dez anos, Amanda Bynes ainda era uma garotinha doce e exemplar que faturava milhões. “Tudo o que uma garota quer” foi um estouro e a colocava no topo de ídolos teens junto a Lindsay Lohan e Hilary Duff. Dirigido por Dennie Gordon, o filme conta a história de Daphne Reynolds, uma menina que acaba de completar 17 anos e toma uma decisão radical: mudar-se para a Inglaterra e morar com o seu pai, Henry (Colin Firth), que conhece apenas por uma antiga foto. Henry é um importante político inglês e o seu cotidiano vira a vida de Daphne de cabeça para baixo.

Alguém tem que ceder 5) Alguém tem que ceder: Difícil não resistir a um par romântico formado por Diane Keaton e Jack Nicholson. O filme, dirigido e roteirizado por Nancy Meyers foi aclamado pela crítica, recebeu duas indicações ao Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar (de melhor atriz, para Keaton). Nicholson interpreta Harry Sanborn, um executivo  que namora com Marin (Amana Peet), uma mulher que tem idade para ser sua filha. O casal decide visitar a mãe de Marin, Erika (Diane Keaton) e, pouco tempo depois de chegar lá, Harry sofre uma parada cardíaca e fica sob os cuidados médicos de Erica e Julian (Keanu Reeves). Aos poucos, Harry começa a se interessar por Erika e trava uma briga com Julian, que também quer namorá-la.

Adeus, Lenin!6) Adeus, Lenin! Esse filme é fantástico e tem um argumento genial. A trama se passa em 1989, na Alemanha e conta a história de Alexander (Daniel Bruhl), um ativista que é contra o governo socialista. Ironicamente, sua mãe, Sra. Kerner (Kathrin Sass) é uma professora que se identifica com o regime e condena o filho por suas ações. (Alexander a definia como: “casada com a pátria socialista”). Pouco antes de ver a queda do Muro de Berlim, a mãe de Alexander sofre um ataque cardíaco e entra em coma. Quando acorda, ela não faz ideia das mudanças sofridas pelo país. Para preservá-la e poupá-la do choque, Alexander faz de tudo para que a Sra. Kerner acredite que ainda vive em um país socialista.

Longe do Paraíso7) Longe do Paraíso: Outro dia estava pensando nesse filme, no quanto eu gosto dele e no quanto ele é lindo. Não bastasse ter uma bela fotografia, atuações maravilhosas, “Longe do Paraíso” (dirigido por Todd Haynes) apresenta uma história emocionante e complexa. A trama se passa em 1957. Cathy Whitaker (Julianne Moore) é uma dona de casa que aparentemente leva uma vida perfeita. No entanto, seu marido, Frank (Dennis Quaid) esconde sua homoafetividade. Um dia, Cathy vai visitá-lo em seu escritório e o vê beijando outro homem. Abalada, Cathy encontra conforto em Raymond Deagan (Dennis Haysbert), um jardineiro negro. Sua proximidade com um homem negro levanta suspeitas da comunidade conservadora e ortodoxa em que vive.  Moore (que, aliás, estava grávida), levou o Oscar e o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz.

Fale-com-ela-8) Fale com ela: Aqui, Almodóvar mostra toda a sua potencialidade, traz às telas uma trama repleta de conflitos humanos e existenciais. A história (muito inquietante, por sinal) se passa em Madri e gira em torno de Benigno (interpretado por Javier Cámara) um enfermeiro que é apaixonado por Alicia Roncero (Leonor Watling), uma bailarina que diariamente ensaia em um prédio em frente ao seu. Alicia sofre um acidente de carro e entra em coma, ironicamente ela é internada no hospital em que Benigno trabalha. Assim, ele estabelece uma relação amorosa/platônica com a paciente, ao mesmo tempo, faz amizade com Marco Zuluaga (Darío Grandinetti), um homem que vai constantemente ao hospital visitar sua namorada (uma toureira) que também está em coma.

Como-Se-Fosse-a-Primeira-Vez9) Como se fosse a primeira vez: Drew Barrymore e Adam Sandler, em uma comédia romântica super gostosa de assistir. Dirigido por Peter Segal, a trama se passa no Havaí e conta a história de Henry Roth (Sandler) um veterinário que se apaixona perdidamente por Lucy Whitmore (Barrymore). O problema é que Lucy sofreu um acidente de carro há anos atrás que a deixou com uma falta de memória: ela se esquece rapidamente de tudo o que faz. Henry então tem um desafio: conquistar Lucy dia após dia.

Meninas Malvadas10) Meninas Malvadas: E pensar que há dez anos atrás, Lindsay Lohan, Amanda Seyfried e Rachel McAdams encarnavam adolescentes irritantes que lutavam por popularidade no colégio. Já disse isso aqui anteriormente: esse filme foi um estouro (se tornou um clássico) e, apesar de ser um clichezão, é gostoso de assistir. Dirigido por Mark Waters e escrito por Tina Fey, o filme conta a história de Cady Heron (Lohan), uma adolescente de 17 anos que cresceu na África e sempre estudou em casa. Cady muda-se com os pais para os EUA e passa a frequentar a escola, mas enfrenta inúmeros problemas, a começar por Regina George, a chefe de um grupinho de garotas venenosas e totalmente superficiais.  Inusitadamente, Cady recebe o convite para fazer parte do grupo da Regina (“as poderosas”) e ela fica divida pois não que abandonar seus amigos impopulares.

as-horas11) As Horas: Eu sou apaixonada (apaixonadíssima com esse filme) e custei pra crer que ele já tem dez anos. Não bastasse um time fantástico de atores, de uma fotografia linda e de uma trilha sonora mais bonita ainda (feita pelo incrível Philip Glass), “As Horas” é daqueles filmes que te faz se emocionar sem esforço. (Espero não ter exagerado nos adjetivos, mas eu realmente gosto dele.)

Dirigido por Stephen Daldry (O leitor; Tão forte e tão perto), o filme se passa em três períodos diferentes e conta a história de três mulheres ligadas ao livro “Mrs Dalloway”: Virginia Woolf (Nicole Kidman), autoria do livro – que enfrenta uma depressão,  Laura Brown (Julianne Moore) uma dona de casa que planeja uma festa para o marido e Clarissa Vaughn (Meryl Streep) uma editora que vive em NY e tem um amigo chamado Richard (Ed Harris), um escritor que tem Aids e que está morrendo. Aliás, todas as personagens tem um quê “lésbico”…

narradores de jave212) Narradores de Javé: Eis a prova de que o cinema brasileiro (mesmo que essa gente chata diga que não, rs!)  tem seus acertos. Dirigido por Eliane Café, o filme – que é uma delícia de assistir – conta a história de uma pequena cidade que será submersa pelas águas de uma represa. Os moradores descobrem que a ‘inundação pode ser impedida se a cidade tiver um patrimônio histórico e por isso, decidem escrever a história da cidade (chamada Javé), mas encontram um grande problema: apenas um morador sabe escrever, o carteiro. “Narradores de Javé” foi bem recebido pela crítica, venceu vários prêmios, entre eles o de melhor filme no VII Festival Internacional de Cinema de Punta del Este.

grande menina, pequena mulher13) Grande Menina, Pequena Mulher: Dakota Fanning é uma atriz incrível. Outro dia eu estava assistindo um episódio de Friends, onde ela aparece: ainda pequenininha, dando um show de interpretação. Também gosto muito da Brittany Murphy, acho ela tão carismática em tela (pena mesmo ter falecido). Pois bem, Fanning e Brittany formaram uma dupla sensacional. Dirigido por Boaz Yakin, o filme conta a história de Molly (Murphy), uma jovem mimada que vive da fortuna deixada por seu pai, um astro do rock já falecido. Após perder toda a sua herança, Molly se vê obrigada a trabalhar como babá de Ray (Fanning), uma garotinha precoce, de apenas oito anos e não é lá muito amigável. Gosto muito desse filme e da música final…aliás, sempre choro no final…

Prenda-me se for capaz14) Prenda-me Se For Capaz: Filmão, daqueles que te prendem do início ao fim! (aliás, adoro essa capa). Dirigido por Steven Spielberg, “Prenda-me se for capaz” conta a história de Frank Abagnale Jr. (Leonardo DiCaprio) um golpista experiente e esperto que já se passou por médico, advogado e co-piloto (tudo isso com apenas 18 anos). Frank, que já realizou golpes milionários, só tem um problema: Carl Hanratty (Tom Hanks), um agente do FBI que faz de tudo para capturá-lo.

Os incríveis15) Os incríveis: Adoro animações e essa não podia faltar na lista. Produzido pela Disney e dirigido por Brad Bid, o filme conta a história de Roberto Pêra, um super herói aposentado que morre de vontade de voltar a ativa. Há quinze anos, Roberto se envolveu em um problema: impediu um homem de se matar. O homem não gostou, entrou com um processo e ganhou na justiça. A indenização custou caro ao estado e assim, Roberto foi forçado a abandonar a profissão para levar uma vida comum…

Acontece que não é só Roberto que tem super poderes e sim, sua família inteira! Sua mulher Helen é a famosa “mulher elástico” e seus três filhos também desenvolveram super poderes. A oportunidade de voltar a vida de herói surge um estranho vilão faz  um comunicado misterioso e convida Roberto para uma missão secreta em uma ilha remota. * Só pra constar, “Os Incríveis” é o mais longo filme de animação em computação gráfica já produzido até o seu lançamento.

10 filmes de comédia para assistir durante as férias

O título dessa publicação está um pouco sugestivo, mas a verdade é que esses são os filmes que eu assisti nas primeiras semanas das minhas férias e que eu adorei. Sou apaixonada por comédias (boas comédias) e não é de se espantar que volta e meia publico sobre filmes desse gênero aqui no La Amora. Segue a listinha que eu fiz:

Imagem1) Família do Bagulho: Apesar de receber um título questionável aqui no Brasil, “We’re the Millers” (Nós somos os Millers, em inglês) é uma comédia divertida, com uma trama no mínimo curiosa e com situações muito engraçadas. Produzido em 2012 e dirigido por Rawson Marshall Thurber (também diretor em “Com a bola toda” e “Usina dos sonhos”), o filme conta a história de David Clark (Jason Sudeikis), um vendedor de drogas que é obrigado pelo seu chefe (interpretado por Ed Helms) a viajar para o México e fechar uma negociação que envolve um grande carregamento de maconha.

Para passar despercebido, David decide formar uma “falsa” família e convida a stripper Rose O’Reilly (Jennifer Aniston) para ser sua esposa, a delinquente Casey (Emma Roberts) e seu vizinho Kenny (Will Poulter) para fingirem que são seus filhos. O filme é uma ótima pedida e possui situações muito engraçadas, sem forçar a barra e sem ser clichê. Jason Sudeikis está em sua melhor forma, irônico e descompromissado.

Imagem2) Até que a sorte nos separe: Tino (Leandro Hassum) e Jane (Danielle Winits) é formam um casal de classe média que sofrem uma drástica mudança na vida após ganharem cem milhões na loteria. O casal, que anteriormente enfrentava certas dificuldades financeiras, passou a gastar desenfreadamente e viver, com seus dois filhos, uma vida cercada de luxo e desperdício. O problema é que toda a ostentação leva Tino a falência e ele, após dez anos de riqueza, precisa aprender a economizar. Com ajuda do seu vizinho Adelson, um homem perfeccionista e solidário, Tino tenta reverter à situação e pagar as dívidas que fez com o banco. Porém Tino é pego de surpresa novamente quando descobre que sua mulher está grávida do terceiro filho e não pode sofrer nenhum tipo de trauma, dessa forma ele faz de tudo para esconder da mulher que estão falidos.

Há inúmeras discussões sobre o papel do gênero de comédia no cinema brasileiro. É inegável que filmes de humor vendem mais no país e atraem um publico gigantesco enquanto produções experimentais, alternativas e dramas, ficam em segundo plano. Apesar das inúmeras críticas ao gênero (e ao caminho que a indústria cinematográfica brasileira tem tomado) é difícil resistir à um filme tão interessante como esse. O fato é que Roberto Santucci acertou na mosca e trouxe a tona um longa que brinca com os sonhos de milhões de brasileiros e, de alguma forma, se aproxima da realidade. Só pra constar, Leandro Hassum está maravilhoso e leva o filme nas costas. Hassum é exagerado e provoca risadas assim que aparece em tela. Kiko Mascarenhas também merece destaque, assim como Danielle Winits que não deixa a peteca cair. Ótimo filme!

The-Family-poster-04Jun20133) A Família: Na primeira vez que eu vi esse filme (produzido em 2013 e dirigido por Luc Besson) eu fiquei puta da vida porque não consegui achar graça em nada. Revendo o longa outro dia, percebi que eu provavelmente não estava prestando atenção porque apesar do clichezão é possível dar umas risadas. “The Family” conta a história de Giovanni Manzoni (Robert De Niro), um ex-integrante da máfia italiana que entrou para o programa de proteção as testemunhas e, após algumas alterações, foi transferido junto a família para a França.

Sua mulher, interpretada por Michelle Pfeiffer e seus dois filhos, Belle (Dianna Agron) e Warren (John D’Leo) precisam se adaptar à nova vida, mas são extremamente violentos e pouco convencionais. Os hábitos da máfia voltam à tona e trazem problemas a Giovanni que é perseguido pelos antigos colegas que querem vê-lo morto. Há todo um exagero que faz com que o clima do filme fique mais engraçado, em uma cena, por exemplo, Maggie não consegue encontrar pasta de amendoim e como vingança explode o supermercado – WTF!!?

RED2 4) RED 2 – Aposentados e Ainda mais Perigosos: A sequência de RED mantém a ironia do filme anterior, tem muitas cenas ação, sátira e humor e o elenco está ainda mais rico. Além de levar o nome de grandes lendas do cinema americano (Helen Mirren, Bruce Willis, John Malkovich e Mary-Louise Parker) a segunda parte também traz Byung-Hun Lee, Antony Hoipkins e Catherine Zeta-Jones no elenco.  Gosto especialmente desse filme porque ele debocha do gênero e ao mesmo tempo, consegue equilibrar o suspense e o humor sem exagerar na dose.

Em RED 2, Bruce Willis volta a viver Frank, um ex-agente que tenta levar uma vida normal ao lado de Sarah (Parker), sua namorada. No entanto, o excêntrico  Marvin (interpretando pelo brilhante Malkovich) avisa a Frank que alguém vai tentar matá-lo. Frank, que a principio não dá a mínima para Marvin, é sequestrado e levado a um interrogatório onde é quase assassinado. Decido a tirar a namorada de perigo, Frank entra no jogo e se aventura em um viagem para descobrir quem quer matá-lo e porquê. Nesse meio tempo ele reencontra antigos parceiros, entre eles Victoria (Mirren) que surpreendentemente recebeu uma missão: matar Frank.

Universidade Monstros 5) Universidade Monstros: Se o primeiro filme (Monstros S.A.) é uma delícia, o segundo nem se fala. A animação, dirigida por Dan Scanlon, é uma retrospectiva dos anos de faculdade de Mike Wazowski e Sullivan, que antes de se tornarem funcionários na Monstros S.A. (e antes mesmo de conhecer a Boo) não se davam bem. Enquanto Mike era um jovem perfeccionista e estudioso, Sullivan só se interessava por esportes, era arrogante e não se preocupava em estudar.

Após um incidente em um importante teste, Mike e Sullivan precisam se unir para não serem expulsos da faculdade e por isso, decidem participar da Olimpíadas de Sustos. O problema é que a equipe que arrumam é composta por monstros desajustados e que não assustam ninguém. (Só pra constar, o segundo fica pé a pé com o primeiro, é divertidíssimo e te prende do início ao fim).

A MENTUIRA6) A Mentira: O filme é uma releitura de “A Letra Escarlate” e, com  dinamicidade, conta a história de Olive Penderghast, uma menina que criou uma grande mentira e acabou perdendo o controle sobre ela. Olive, uma estudante do ensino médio, disse para a melhor amiga – Rhi (Alyson Michalka) que saiu com um rapaz durante o fim de semana, quando na verdade ficou em casa. Marianne (Amanda Bynes), a garota mais carola e caxias da escola, escuta a conversa e deduz que Olive não é mais virgem, espalhando a historia por todo o colégio.

O pequeno boato transforma-se em um gigante problema e coloca a reputação de Olive em jogo. Pouco tempo depois, seu amigo gay (que já não aguenta mais ser zuado pelos amigos) pede que Olive o ajude a perder a fama de afeminado. Olive topa ajudá-lo e finge transar com ele, fazendo com que todos pensem que ele é heterossexual. Outros garotos (também desajeitados) descobrem a farsa e pedem o mesmo favor a Olive, que assume a personalidade de “vadia” e aceita falar que dormiu com os garotos em troca de pequenos favores.

Delícia de filme, muito diferente daquelas comédias adolescentes e bobas que a gente costuma assistir. É difícil imaginar outra atriz tão perfeita para o papel quanto Emma Stone, que dá um show de carisma. Will Gluck e Bert V. Royal (respectivamente o diretor e o roteirista do filme) foram extremamente sábios ao produzirem um filme engraçado, leve e sem apelação. Patricia Clarkson e  Nick Penderghast estão hilários como os pais sem noção da Olive.

Crood7) Os Croods: Delícia de filme, com gostinho nostálgico e perfeito para ser assistido junto a família. Produzido em 2013 e dirigido por Kirk DeMicco e Chris Sanders, ‘Os Croods’ se passa na pré-história e retrata o cotidiano de uma família liderada pelo pai, Grug, que morre de medo do mundo exterior e faz de tudo para proteger a família. Eep, filha adolescente de Grug, adora caçar e vive confrontando o pai, que não a deixa sair.

A vida dos Croods sofre uma grande transformação quando a caverna onde vivem é afetada por um “terremoto” (não sei se aquilo pode ser chamado de terremoto, então…) e eles não conseguem mais voltar para a caverna. Com a ajuda do aventureiro Guy, a família se desloca em busca de uma nova casa e acabam vivendo enormes aventuras.  – O filme é muito divertido e é uma gracinha!!! Adorei os personagens, principalmente a Vovó que é linha dura e a Eep, que foge do estereotipo das “princesinhas da disney” (esse filme não é da disney, mas tá) e é extremamente valente.

Jackss 8) Vovó sem Vergonha:  Quem é fã da série Jackass não pode perder esse filme! Johnny Knoxville, com toda a sua mistura de genialidade e imbecilidade, estrela o filme onde interpreta Irving Zisman, um senhor de 86 anos que, após perder a esposa, se reencontra com a filha que não via há tempos. Irving é pego de surpresa quando sua filha vai embora e o deixa sozinho, responsável por cuidar de Billy, seu neto.

Os atores encenam situações hilárias, grotescas e polêmicas e são observados por pessoas comuns, que não fazem ideia de que tudo se passa de um filme. As cenas mostram como as pessoas ficam surpreendidas (e constrangidas) em situações absurdas, quase inimagináveis.  [Exempos: Billy bebe cerveja em público, Irving faz cocô na calça e fica com o pênis preso em uma máquina de refrigerante.] O bacana dessa produção é que, diferente dos outros filmes dos Jackass, há uma trama linear que sustenta e liga os acontecimentos, fazendo com que a atmosfera de deboche fique ainda mais interessante.

Fantastico medo9) Um Fantástico Medo de Tudo: Simon Pegg é brilhante e ele está ainda mais sensacional (e versátil) nesse filme de humor negro que brinca com a paranoia de Jack, um escritor de livros infantis, que é contratado para escrever um romance de mistério. Ao fazer pesquisas para seu livro, Jack mergulha em casos de assassinato que aconteceram na era vitoriana e passa a duvidar de tudo e de todos que o cercam, desenvolvendo um fantástico medo de tudo.

Vivendo praticamente em clausura, Jack recebe um convite de um executivo de Hollywood que se interessa por seu roteiro. “O que deveria ser sua grande chance rapidamente se transforma em sua grande tragédia, pois Jack é forçado a enfrentar seus piores medos, dentre eles, amar, lavar roupa e assassinos seriais.”

Diferente e original, ” Um fantástico medo de tudo” dirigido por Chris Hopewell e Crispian Mills, é um filme sensível e inteligente, que possui diversas referências (tanto cinematográficas quanto literárias) e consegue fazer rir e emocionar ao mesmo tempo. Vale ressaltar o tom experimental da produção que deixa o filme ainda mais interessante – fora a trilha sonora, que acentua o clima de suspense e satiriza os filmes de terror.

vantagens de ser

“Nós temos o amor que achamos merecer.”

10) As vantagens de ser invisível: A verdade é que eu não sei bem se esse filme pode ser classificado como drama ou comédia (acho que ele fica no meio do caminho). O fato é que é uma boa opção para quem quer se emocionar e se divertir com uma história linda e muito bem produzida. Não é atoa que o filme tenha conquistado um público tão grande, a sensibilidade de Stephen Chbosky sobressai às telas e é ainda mais enriquecida com com atores tão bons (Emma Watson, Ezra Miller e Logan Lerman).

Chbosky (que também é o autor do livro que inspirou o filme) soube aproveitar a densidade psicológica dos personagens e realizou uma abordagem profunda de questões importantes na adolescência – e em todos os períodos da vida, como amor, sexo, drogas e amigos.

O filme conta a história de Charlie, um garoto de quinze anos que acaba de entrar no ensino médio, mas que ainda se recupera de uma forte depressão (pois perdeu o melhor amigo). Charlie, que tem tendências suicidas e é extremamente tímido faz amizade com Patrick e Sam, dois ‘veteranos’ que já conhecem a rotina do colégio.  (P.S. A menção a Rocky Horror Picture Show é demais!!)

Carrie, a estranha

A nova versão de “Carrie, a estranha” foi um dos filmes que mais esperei esse ano. Tive a oportunidade de assisti-lo ontem e apesar das poucas surpresas, saí da sala satisfeita. Dirigido por Kimberly Peirce (Os meninos não choram), o longa faz uma releitura do famoso romance escrito por Stephen King (em 1974) e traz Chloe Moretz e Julianne Moore nos papéis principais.

Carrie ChloeA trama conta a história de Carrie White, uma adolescente introvertida que sofre perseguições na escola e é reprimida pela mãe (uma religiosa extremista). Durante o colegial, Carrie passa por inúmeras situações constrangedoras e sofre  com o deboche dos colegas que não compreendem seu comportamento. Não bastasse a desconfortante situação, Carrie descobre que possui poderes telecinéticos.

King escreveu Carrie quando tinha apenas 26 anos. Diz a lenda que ele quase desistiu de publicá-lo, mas foi impedido por sua esposa. Em 1976, Brian de Palma se interessou em filmá-lo; na época King recebeu apenas 2.500 dólares pelos direitos do filme, mas acreditava que estava com sorte por esse ser seu primeiro livro.

Brian de Palma escolheu para o papel principal a Sissy Spacek, na época uma atriz desconhecida. Para o papel de Margareth, Piper Laurie – que assim como Spacek – recebeu uma indicação ao Oscar. O filme, que foi um estouro, contava com outros atores principiantes, entre eles: Amy Irving, John Travolta e William Katt.

Um remake desnecessário

Sou apaixonada por Julianne Moore e espero que seus fãs não me levem a mal, mas a nova versão de “Carrie, a estranha” não supera, de forma alguma, o trabalho de Brian de Palma. Como disse anteriormente, é um bom filme… mas desnecessário. Pra começar, Chloe Moretz (que é uma ótima atriz, grande promessa) não é uma garota estranha, não tem maturidade para o papel e não convence. A pequena, que aliás – é linda – faz caras e bocas e exagera em momentos que sugerem introspecção. Angela Bettis (que interpretou Carrie, em 2002) e Sissy Spacek levam todo o mérito, estavam perfeitas.

carriescreen4Carrie

[ Aliás, só pra constar, adoro o jeito que a Angela Bettis entorta os olhos quando Carrie começa a desenvolver seus poderes. A atriz, que é realmente estranha, sabe a medida certa do personagem e nos faz ter dó e medo ao mesmo tempo. ]

A versão de 2013 tem os efeitos tecnológicos a favor e faz com que o filme fique mais dinâmico, mais surpreendente – o que é uma vantagem, mas não o principal. Além disso há um acréscimo a história, as redes sociais. Quando Carrie menstrua pela primeira vez e passa pelo vexame público, suas colegas não só debocham dela como também publicam o vídeo na internet, gerando uma onda de cyberbulling.

As diversas faces de Margareth White

ImagemJulianne Moore impressiona desde a primeira sequência em que aparece em cena. Aos berros e completamente ensanguentada, Margareth acredita que está morrendo de câncer quando na verdade está dando a luz a uma menina. É admirável a maneira em que Kimberly Peirce consegue nos fazer perceber, já no início do filme, o fanatismo dessa mulher que ao se deparar com o bebê se questiona se deve entregá-lo ou não a Deus. O nascimento de Carrie (que não é tão bem explorado nas outras duas versões) é, sem dúvidas, um importante aspecto que nos faz compreender a complexidade dessa relação desde o ponto de partida. No longa de 2002 a passagem do nascimento é muito rápida e a Patrícia Clarkson já aparece com o bebê no colo, sem nenhum tipo de diálogo.

Piper Laurie traz uma Margareth intensa, que fala alto e às vezes até exagera em suas ênfases. É a típica religiosa fervorosa. A atriz explora não só a alma do personagem como também o seu corpo, o que permite que a Margareth da primeira versão seja muito mais teatral do que as outras. É engraçado porque o aspecto de Laurie, com aqueles cabelos vermelhos e volumosos, dá ao personagem uma certo mistério e sensualidade que falta nas outras versões. Enquanto Moore e Clarkson optaram por uma Margareth mais introspectiva, Laurie faz com que Margareth pareça mais lunática, mais cruel e assustadora – e que quase tem orgasmos enquanto reza.

 Imagem

A versão de 2002 apresenta uma Margareth menos violenta do que as outras, ela não tem o costume de bater na filha, a tortura é muito mais psicológica do que física. Clarkson também não apresenta as características mais marcantes da Margareth: os cabelos desgrenhados e o autoflagelo. Apesar disso, Clarkson é perfeita para o papel, em nenhum momento duvidamos do seu fanatismo e de sua crueldade. Ela constrói uma Margareth observadora e silenciosa. Moore também segue essa linha, mas é mais materna e protetora do que as outras.

Uma das coisas que mais me agradou na última versão é que fica muito claro que Margareth é uma mulher doente e sádica. As passagens em que Moore se autoflagela (bate a cabeça na porta, arranha o braço e corta a perna) mostra o quanto ela é insana e perigosa. Moore está muito menos caricata do que Laurie e nos permite imaginar que Margareth poderia ser uma mulher qualquer, uma pessoa comum, morando ao nosso lado, frequentando os mesmos lugares que a gente e passando desapercebida.

ImagemSobre a morte da Margareth, apenas uma observação: nada se compara com a cena do primeiro filme. A versão de 2002 e a de 2013 possuem a tecnologia e os efeitos de vídeo a favor, mas o de 1976 não é só mais denso como também mais obscuro. Em 2002, a Margareth morre de um ‘infarto’ provocado por Carrie, o de 2013 é mais fiel e Margareth morre esfaqueada. Em 1976, Margareth – depois de tentar assassinar a filha, também morre esfaqueada e fica pregada na parede em uma posição que parece com Jesus Cristo crucificado, mas Laurie não apenas atua, ela dá um SHOW! É difícil exprimir a intensidade da cena, a forma em que ela se regozija enquanto morre. A cena é maravilhosa e não é atoa que se tornou clássica.