American Horror Story: Freak Show!

Uma rápida releitura sobre o primeiro capítulo

A estreia de Freak Show retomou as minhas esperanças em relação à série, que na sua última temporada, me decepcionou um pouco…

rs_560x415-140908060653-1024.Jessica-Lange-American-Horror-Story-Freak-Show-JR-90814_copyO capítulo (‘Monsters Among Us’) valeu a longa espera e tenho certeza que Freak Show, se feita com a sapiência da segunda (Asylum), será uma das melhores.

Jessica Lange, em sua possível despedida, trouxe à tela uma odiosa (e ao mesmo tempo adorável) Elsa Mars, que faz de tudo para manter o seu show de horrores funcionando. O primeiro capítulo traz a dona do circo em plena decadência e em busca de freaks – é assim que ela acaba se deparando com as irmãs siamesas Bette e Dot.

Sarah Paulson, com toda sua dimensão dramática (já comprovada através da adorada e sofredora Lana Winters) encara o desafio de interpretar dois personagens tão diferentes e ao mesmo tempo, ‘inseparáveis’. Muitos caem na besteira de classificá-las como a irmã boa e a irmã ruim. Já no primeiro episódio constatamos que diferenciações maniqueístas não se encaixam bem em AHS.

tumblr_nd7nscGecv1tnko2io2_500Sou uma admiradora do Ryan Murphy, ele não tem medo de fazer um trabalho conceitual e experimentalista. Prova disso é a cena em que Elsa consegue adentrar o hospital e encontrar as gêmeas. Murphy utiliza uma técnica fincada no videoclipe e, através da divisão de janelas, permite que o espectador ‘veja’ com os olhos das irmãs, cada uma focando uma parte diferente da mesma cena.

Finalmente Evan Peters ganhou um papel de destaque, muito diferente do pífio personagem que lhe foi entregue na terceira temporada. Peters é ‘Jimmy’, o garoto lagosta e, mais uma vez, é um sucesso entre as mulheres. Seus dedos são uma ‘arma’ extremamente potente. Em Freak Show, Jimmy é filho de Ethel, a mulher barbada –  Kathy Bates, indiscutível.

Frances Conroy também merece menção. Na trama ela interpreta Glória e, mais uma vez, é inimiga da Jessica Lange. Em Freak Show, Conroy continua caricata, aqui dando alma a uma mulher rica que mima o filho em excesso… Com certeza os dois personagens prometem boas histórias.

tumblr_ndav5tiqAK1rg9n20o1_500Com diversas referências à Asylum, voltamos a ver a Pepper, agora com um companheiro – que ainda não descobrimos quem é (impossível não relacioná-los ao filme de 1932, de Tod Browning). Também temos novos atores/personagens como: Jyoti Amge (Petit) a menor mulher do mundo. Ryan ainda nos deleitou com pequenos documentários que contam a história de vida de alguns dos ‘freaks’.

Alguns atores ainda não apareceram e ao que tudo indica, estarão presentes no próximo episódio. Entre eles está a Desiree ( Angela Bassett), uma mulher que possui três seios. A outra é a Maggie Esmeralda (Emma Roberts) que irá adentrar o Circo de Horrores para investigar os Freaks.

Por último e não menos importante temos o Palhaço (o Twisted Clown), uma figura grotesca que deixará muitas pessoas sem dormir. Ainda há muito mistério que ronda o personagem, mas uma coisa está clara: ele é cruel e adora distribuir facadas por aí…

tumblr_nd0dzehuBO1s4jr0no1_500Freak Show é denso e tem uma pegada sexual  muito forte – me arrisco a dizer que até mais escancarada do que as primeiras. A perversão ultrapassa os diálogos e logo no primeiro episódio nos deparamos com uma chocante orgia sexual, envolvendo algumas estrelas do circo: inclusive a Pepper! Também há mais violência e um humor negro delicioso.

Há ainda o que se falar sobre a cena musical, onde Jessica Lange canta ‘Life of Mars’ (de David Bowie), mas gostaria de fazer uma publicação especial dedicada ao assunto… Desculpem-me pelo texto tão meia-boca, mas estou na correria- ao mesmo tempo, não poderia deixar de escrever sobre AHS, a minha série preferida.

 

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12 anos de escravidão

Baseado em um romance autobiográfico, “12 anos de escravidão” conta a história de Solomon Northup, um homem negro e livre que viveu em Nova York no século XIX. Em 1841, Norhtup (que era um violinista conhecido), recebeu um contive: viajar para Washington, tocar em um circo e ganhar quase o triplo do seu salário. Durante a viagem, o músico é sequestrado e vendido como escravo. Obrigado a trabalhar em uma plantação em Louisiana, Norhtup tenta fazer contato com sua família de todas as formas. Enquanto não consegue, presencia a barbárie e a violência sofrida por outros negros, que encontram-se em uma situação parecida com a sua.

ImagemEm “12 anos de escravidão”, Steve McQueen (também diretor em Shame) toca em um ponto dramático da história da humanidade, é difícil (quase impossível) não se sentir sensibilizado quando o assunto é escravidão. Famílias separadas, dor, humilhação psicológica e física, racismo e tortura: um misto de ações e sentimentos  que fazem o estômago embrulhar. Já vimos muitas histórias sobre esse tema, mas ’12 anos, diferente de Django Livre, por exemplo, traz uma história sincera sobre o terror, sobre o lado mais obscuro do ser humano. E aliás, acho fundamental esse papel que o cinema cumpre, de nos lembrar – ou melhor, de nos fazer ter consciência – da nossa história.

O interessante é que as gravações (que duraram apenas 35 dias!) aconteceram na Louisiana, muitos sets foram lugares onde escravos reais viveram, é como se a aura (me refiro a Walter Benjamin), a essência daquele sofrimento, ainda estivesse ali.

Ainda que seja um dos grandes concorrentes ao Oscar (e eu acho até que será o vencedor), o filme de McQueen apela em algumas questões; principalmente pelos excesso de momentos de divagação. O que eu digo é que em várias cenas, Chiwetel Ejiofor (o Norhtup) é exposto em tela olhando vagamente, ao som de um coro triste. O que McQueen faz ali, é claro, é tentar nos emocionar… mas de alguma forma, ele perde a mão.

Lupita Nyong'oTirando esse pequeno detalhe, o filme nos dá três grandes presentes: a fotografia(quente! que acentua a sensação de calor, de sufoco e suor), a trilha sonora (composta por ninguém mais, ninguém menos que Hans Zimmer) e Lupita Nyong’o (que também recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante). Em ’12 anos, Lupita interpreta Patsey, uma escrava cujo o dono é obcecado por ela. Lupita é incrível, impossível não notá-la em tê-la, aliás… a minha favorita.

American Horror Story Coven – e seus deslizes

Na ultima quarta-feira passada o último episódio de American Horror Story Coven foi ao ar. Assisti ao vivo, por stream, ao lado de vários fãs brasileiros da série que participam de um grupo no Facebook. Enquanto víamos, discutíamos alguns aspectos da trama e ficávamos divididos em torcidas, tentando adivinhar quem seria a próxima Suprema. Tirando os momentos gostosos, em que é delicioso conversar com um total desconhecido que divide os mesmos gostos e os mesmos ídolos que os seus, o último episódio me decepcionou bastante. Aliás, a temporada me decepcionou muito.

ImagemNão que eu queira tirar o mérito da série, que atualmente é a minha preferida. Já falei aqui no La Amora diversas vezes que sou fã do Ryan Murphy e admiro a coragem que ele tem de trazer temas tão complexos e audaciosos à tela. Também gosto muito do elenco, ainda mais o da terceira temporada, que foi reforçado com grandes nomes do cinema americano (como Angela Bassett, Kathy Bates, Patti Lupone e Gabourey Sidibie). Apesar de ser uma grande fã de AHS, há de convir que alguns erros e exageros foram cometidos ao longo da temporada e que esses pequenos deslizes comprometeram a qualidade da história.

 Muitos personagens, plots em aberto

Coven começou super bem, com um primeiro episódio de dar nervos e deixar os pelinhos do braço arrepiados. Ao longo do tempo, a trama foi esfriando e parece que a narrativa não deu conta de tantos plots secundários. Uma das coisas mais incômodas foi o desperdício das participações especiais: a começar por Patti Lupone que em Coven, encarnou Joan Ramsey (a vizinha religiosa das bruxas). Em entrevistas, Murphy disse exaustivamente que Joan guardava um segredo obscuro que iria surpreender o público. Em certo momento eu cheguei a pensar que ela seria uma bruxa, até descobrir que Joan, na verdade, tinha uma mania obsessiva por limpeza (tão obsessiva que chegava ao ponto de obrigar o filho a se limpar internamente através do ânus).

Outro personagem completamente esquecido foi o Minotauro. Em princípio, Marie não conseguia se desvencilhar da ideia de ter o amante assassinado e chegou a travar uma batalha por causa dele, jurando se vingar de Fiona e de Delphine. Aos poucos a história do Minotauro foi sumindo e nem sequer comentou-se o fato do Minotauro ter transado com a Queenie.

O mesmo aconteceu com Spalding, o mordomo da escola, que aos poucos foi esquecido… até se tornar desnecessário. Ninguém sentiu falta de Spalding, ninguém foi atrás da Zoe para tirar satisfações por tê-lo assassinado. Se Spalding estava morto, como conseguiu roubar o bebê? Aliás, o que foi feito do bebê? Ninguém se espantou com o fato dele guardar inúmeras bonecas assustadoras em seu quarto? Spalding se tornou um personagem “tapa buracos” e só aparecia quando era conveniente para a trama.

A imortalidade de Delphine não foi explicada. Descobrimos que Marie se manteve viva por causa de um acordo feito com o Papa Legba (coisa que Fiona não conseguiu por não ter alma). Mas e Delphine? Ela também vendeu a alma para o diabo?

Alexandra Breckenridge (que interpretou a Moira jovem na primeira temporada) ficou na promessa,  também desperdiçada, com uma aparição pequena e sem importância. Em falar em aparições sem importância… os Zumbis foram mesmo necessários? (ou puro fogo de palha?)

P.S: Kyle assassinou Madson, mas… POR QUÊ DIABOS ELA NÃO SE DEFENDEU COM SEUS PODERES?

Morte e Ressurreição, uma verdadeira dança das cadeiras

burn-witch-burnSem dúvidas, o aspecto mais irritante em Coven foi o excesso de mortes e ressurreições.  Murphy disse que uma das coisas que mais lhe agradava na terceira temporada era poder matar os personagens com a certeza de trazê-los de volta. No início as mortes causavam o efeito desejado: ficávamos assustados e tristes, achávamos que os personagens tinham morrido mesmo. Aos poucos, essa sensação perdeu o sentido e ficou cansativa – praticamente todos eles foram trazidos de volta a vida (e morreram e ressuscitaram e morreram e ressuscitaram outras vezes mais).

Aliás, o fato da Myrtle pedir para morrer queimada no último episódio me deixou muitíssimo incomodada, não bastasse isso, todo seu sofrimento foi assistido por Cordélia (que afirmou diversas vezes que a considerava como mãe). Pouco plausível.

O Confronto entre Fiona e Marie Laveau não aconteceu

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Outra coisa brochante em Coven foi o fato das bruxas, apesar de dotadas de poder, não os demonstrarem em totalidade. Esse aspecto – que até mudou um pouco no último capítulo – causou uma quebra de expectativas e deixou a trama visualmente mais pobre. Vimos alguns personagens voando, vimos sangue, vimos sessões de voodoo… não mais do que isso, o que é uma pena. O fato da inimizade entre Fiona e Marie perdurar por tanto tempo (e dessa relação ficar mais tensa a cada episódio) poderia ser melhor explorando em um embate entre as duas, o que nunca aconteceu. Ryan Murphy perdeu a oportunidade.

De acordo com a trama, o acordo de paz entre as bruxas praticantes de Voodoo e as bruxas do Coven foi desfeito no momento em que trouxeram Delphine de volta a vida. Pouco tempo depois, Fiona mandou a cabeça do Minotauro (amante de Marie) em uma caixa de papelão, acabando de vez com qualquer possibilidade de trégua.  Toda a tensão foi desfeita quando os caçadores (contratados por Marie) começaram a aniquilá-las sem qualquer critério. Marie ficou enfraquecida e foi pedir asilo na casa da maior inimiga.

Muitos fãs se dividiram em times, uns acreditavam que a Fiona era mais forte, outros que a Marie era mais forte. A questão não é essa (apesar de ser divertidíssima)… o fato é que o “possível” acerto de contas” entre as duas seria o climax da trama (e provavelmente mais interessante do que a revelação  da Suprema.).

Evan Peters, uma terrível releitura do monstro de Frankenstein

Assistir Evan Peters em Coven é uma tortura, não por causa do seu desempenho como ator, mas pelo espaço que deram pra ele na série. Ao criar Kyle, Murphy queria fazer uma releitura do clássico Frankenstein, por isso as partes do corpo separadas e posteriormente, construídas com restos mortais. O desafio de Peters era se expressar sem palavras, realizar um trabalho corporal  e ser convincente. O situação era trabalhosa, tão trabalhosa quanto a função desempenhada por Sarah Paulson, que realmente teve os olhos cegados.

American Horror Story Coven AHS Evan Peters Kyle S03E01Kyle era um personagem com muito potencial, poderia não só ser usado como a peça chave da inimizade entre Zoe e Madson, mas também mostrar ao mundo exterior, como prova física, o poder das bruxas. Ironicamente, Kyle só proferiu  sua primeira palavra (como “monstro”) no sétimo episódio, mas aí a trama já estava bem avançada. E quando eu digo palavra, é isso mesmo, ele mal construía frases ou dialogava com os moradores da casa, não fosse Fiona resolver seu problema, lá pelas tantas…

Kyle era um joguete nas mãos das bruxas, servia tanto para experimentos quanto para atender aos desejos sexuais da Madson e da Zoe. O mais frustrante é que reduziram Evan Peters a um mero coadjuvante, seu personagem, no fim das contas, veio para substituir o papel do Spalding e passou a ser o mordomo do colégio.

Fiona Goode, um personagem contraditório

Não há dúvidas quanto ao destaque creditado à Jessica Lange na série, Lange é um dos atrativos de AHS e recebe todas os holofotes possíveis. Gosto muito da atriz, quem lê o La Amora sabe disso, mas acho que Fiona foi um personagem  superestimado e bem inferior aos outros interpretados por ela nas temporadas anteriores.

Desde o início de American Horror Story, Ryan Murphy demonstra uma preocupação em trazer os “dois” lados do ser humano a tona. Seus personagens não são quadrados, pelo contrário, estão aí exposto a diversos dilemas existenciais, a fraquezas e a falhas de caráter. Em Fiona isso não ficou muito claro, o último capítulo não foi suficiente para humanizá-la. Apesar de várias tentavas, a química entre Fiona e Cordélia não foi convincente. Sabíamos que existia um rancor ( e um amor ) enorme ali, mas não conseguíamos senti-lo, algo não foi bem executado.

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Um dos aspectos que mais me incomodou no personagem foi o seu câncer. Assim como foi feito com o Spalding, a doença de Fiona era apenas artifício usado quando era conveniente a trama. Às vezes a Suprema aparecia enfraquecida, no hospital, sem cabelo e momentos depois, já estava linda e implacável. O fato da Fiona fazer mal a outras bruxas (ser uma assassina fria e cruel) e passar completamente despercebida também foi bem incomodo, ninguém se deu conta de que ela forjou as provas em relação a Myrtle e a mandou para a fogueira injustamente?

Enquanto a redenção da Sister Judy foi plausível, a da Fiona foi bastante questionável. Se Fiona não vendeu a alma para o Papa Legba, por quê o encontrou no inferno? Se ela amava o Axeman, passar a eternidade com ele não foi tão ruim assim. Se ela sabia que a Cordélia era a nove suprema (e via a própria morte no rosto da filha) por quê não revelou o segredo e por que tentou matar a Madson?

Afinal, Ryan Murphy… arregou?

Escolher “Bruxaria” como tema principal da terceira temporada foi uma jogada arriscada, quase como uma faca de dois gumes.  Bruxas, assim como vampiros é um assunto exaustivamente explorado por filmes e por programas de TV e, ainda que cada releitura apresente certa originalidade, a essência é sempre a mesma.

Murphy trouxe à tona um diferencial: explorou as práticas de voodoo como ninguém o fez antes, não de forma tão massificada ou palatável. Também soube trabalhar com a ausência retilínea do tempo, não escorregou nesse aspecto e até que construiu um roteiro plausível quanto os segredos sobre a imortalidade.

Coven tem o brilho que Asylum não tinha (inclusive esteticamente), foi uma temporada leve, jovem e bem humorada, talvez por isso tenha recebido tanta audiência (a maior de toda a série).  No entanto, mesmo explorando temas audaciosos – como sexo grupal, sadomasoquismo e misticismo – AHS regrediu ao não confrontar esses temas com coragem. Não com a coragem que existia em Asylum. A série deu um passo atrás e há uma justificativa para isso.

CovenEm entrevista Jessica Lange (que, de certa forma, atua como co-autora da série – já que participa das reuniões de criação, sabe e interfere no destino dos personagens), disse que os roteiristas mergulhavam em um poço fundo e escuro demais quando criaram Asylum.  Posteriormente, Murphy afirmou que a academia era composta por pessoas “mais velhas” que não entendiam nem aceitavam certas situações. De fato, apesar de receber inúmeras indicações, AHS voltava pra casa de mãos vazias.

Trazer humor e romance para a série é uma estratégia, histórias mais simples  e “bonitinhas” – ainda que com temas complexos – VENDEM MAIS. Tanto que a quarta temporada terá exatamente a mesma fórmula.  Ainda que Murphy mostre-se como um escritor audacioso e desafiador, ele (e os criadores da série, é claro) possui um compromisso com o canal: quanto maior o publico, melhor e se as histórias forem mais fáceis de entender, melhor ainda.

Fearful Pranks Ensue – 3×04

Estou com esse texto há dias no meu computador, mas demorei muito para publicá-lo. O fato é que eu queria ter assistido o episódio mais uma vez para ter certeza que captei todos os detalhes. Intitulado “Fearful Pranks Ensue”, o 3×04 foi – a meu ver – o episódio mais quente da temporada (até agora, né?). Há inúmeras reviravoltas, várias revelações e situações que me deixaram de queixo caído. Pra completar, a rivalidade entre Marie e Fiona ficou ainda mais acirrada.

American Horror Story

American Horror Story1

O episódio inicia-se em 1961 com um crime, no mínimo, revoltante: um garotinho negro foi perseguido e enforcado por três homens brancos. O menino era filho de uma das funcionárias da Marie Laveau que ao descobrir o que se passou, fez um ritual de voodoo e levantou mortos do túmulo. Os zumbis foram atrás dos assassinos e os despedaçaram até a morte. Já no presente, descobrimos o grotesco hábito de Spalding: que coleciona bonecas assustadoras. Temos, nesse episódio, a visão de Spalding sobre a morte de Madson e entendemos melhor sobre como ele se empenhou a ajudar Fiona a escondê-la.

AHS COVEN

AHS COVEN

Fiona escuta um barulho estranho do lado de fora da casa e encontra Queenie machucada. Queenie diz que tentou se livrar do Minotauro, mas que acabou sendo ferida por ele. Fiona a leva para dentro da casa, acorda Cordélia e pede por ajuda. Os medicamentos de Cordélia não funcionam e Queenie acaba morrendo, Fiona logo intervém e a ressuscita. Fiona entra em seu quarto, exausta depois de ressuscitar Queenie e se depara com Madame LaLaurie muito assustada. LaLaurie explica que o Minotauro estava atrás dela e que Queenie a salvou.  Do outro lado da cidade, Marie está em seu salão de beleza e recebe uma caixa estranha. Quando abre se depara com a cabeça do Minotauro – que a Fiona matou – e fica enfurecida.

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Zoe, ainda aterrorizada pelo assassinato que Kyle cometeu, promete tirá-lo da casa. Enquanto prepara a comida, avista um veneno para ratos – parece que ela tinha a intenção de matá-lo. Quando vai lhe entregar o prato de comida, percebe que Kyle desapareceu.

Marie planeja a sua vingança e afirma que a trégua entre as bruxas terminou. Ela relembra o trato que fez com a antiga suprema, ‘nenhum lado cruzaria o lado do outro assim derramariam menos sangue’. (…) “mas a trégua acabou, se nós não lutarmos não podemos em nossas camas e esperar pela morte, porque é isso que está em jogo. E eu não tenho tempo pra discutir com você. Ou você está comigo ou está contra mim. E se for a última opção, é melhor ficar fora do meu caminho.”

Enquanto Cordélia fica em casa cuidando da Queenie, seu marido se encontra com a amante (a linda da Alexandra Breckenridge está de volta!). Os dois transam e logo depois ele o mata, com um tiro na cabeça! – alguém mais se lembrou da primeira temporada?

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Nan, depois de não ouvir mais os pensamentos de Madson, conclui que ela está morta e chama o conselho. Eles vão até a escola para investigar o que aconteceu com Madson e acabam se deparando com Queenie machucada. A presença do conselho traz importantes revelações sobre o passado e nos ajuda a entender o porquê da  rivalidade entre Fiona e Myrtle Snow.

Em 1971, quando Fiona foi nomeada a Suprema, Myrtle sentia que algo estava errado – e deduzia que Fiona havia assassinado a velha suprema. Ela convocou o conselho e pediu que eles realizem uma investigação. Myrtle também fez uma ‘magia’ para que Spalding não conseguisse mentir, assim ele iria revelar o que de fato aconteceu. Ao descobrir sobre a magia, Spalding chama Fiona e conta que sempre a amou, depois: corta a própria língua.

Já no presente: Myrtle ainda não engoliu o fato de Fiona ser a suprema, ela pede que Spalding escreve em um papel o nome da bruxa que foi a responsável por cortar a sua língua. Surpreendentemente, Spalding escreve: Myrtle Snow. Chocada, Myrtle acusa Fiona de matar Madson e Cordélia a interrompe e diz que isso não seria possível, porque Madson tinha problemas cardíacos.

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Marie faz uma sessão de voodoo e levanta alguns mortos que vão até a escola – provavelmente atrás da Fiona – um dos zumbis é a filha da Madame Lalaurie. Fiona e Cordélia vão a um bar conversar, Cordélia se ausenta e vai ao banheiro, de repente, uma pessoa de capuz joga algo em seus olhos (acho que era ácido). Spalding aparece vestidos em roupas muito estranhas e depois, vemos em seu quarto (junto a bonecas) o corpo de Madson!

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Download:

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Promo do próximo episódio:

The Replacements – 3×03

O terceiro episódio de American Horror Story me surpreendeu.  Como disse anteriormente, achei o segundo episódio fraco e não tive paciência de revê-lo. Li várias matérias e entrevistas sobre a série durante a semana e em uma delas, Jessica Lange afirmou que a quarta temporada será a sua última participação em AHS (e que pretende fazer um ou dois filmes antes de se aposentar). Lange chama atenção para um aspecto: a protagonização feminina em Coven [os únicos “homens” que apareceram – até agora – não falam].

Ela também evidenciou um aspecto que resume bem o que acontece no terceiro episódio: Fiona percebe a sua decadência e faz de tudo para se manter no poder. De fato, um dos grandes méritos do Ryan Murphy é fazer aflorar o lado ‘humano’ dos seus personagens. Se você gosta de AHS e pretende assistir o episódio, não leia o texto porque é um pequeno resumo do que aconteceu e “contém spoilers”.

Jessica Lange

O episódio inicia-se com Fiona em uma situação completamente distorcida de tudo o que ela tenta transparecer, ela está frágil e mistura medicamentos com bebidas. Através de um flashback (que se passa em New Orleans, 1971) ela se lembra de como se tornou a mais poderosa das bruxas.

Em um encontro com a sua mentora (na época, a suprema), a jovem Fiona conta que sente que seus poderes estão crescendo e se manifestando de várias formas. Fiona afirma que será a próxima suprema e sua mentora tenta dissuadi-la. Fiona descobre que sua mentora está com diabetes, um sinal de que logo será substituída. “Eles dizem que quando a nova suprema começa a florescer, a velha suprema começa a decair”.  Fiona mata a velha suprema com um corte na garganta, a situação é testemunhada por Spalding, o mordomo.

Já nos tempos atuais: Fiona percebe que não chama mais atenção dos homens como antigamente, ela está com problemas de saúde e não consegue encontrar a fórmula da vida eterna.

Coven

Coven

Jessica Lange Coven

Zoe vai até a casa da mãe de Kyle e descobre que ela está sofrendo muito pela falta do filho. A mãe de Kyle chegou revelar que quase tentou o autoextermínio, ela também contou que a morte do pai de Kyle foi muito pesarosa para os dois e que desde então, Kyle assumiu diversas responsabilidades na casa.  Em outro cenário, acompanhamos a chegada de Joan Ramsey (uma religiosa fervorosa) e seu filho – que chama a atenção das meninas, principalmente de Madson.

Taissa Farmiga

Madame LaLaurie chora ao descobrir que o atual presidente dos EUA é negro e Fiona lhe diz que a partir de agora, ela será a nova empregada da casa. Apesar de se sentir humilhada, Lalaurie obedece à ordem de Fiona (principalmente porque não deseja ser enterrada). No entanto, Lalaurie se nega a servir Queenie e Fiona que “odeia racistas”, afirma que ela será a escrava pessoal da Queenie e terá que fazer todas as suas vontades.

Kathy Bates Jessica Lange

Jessica Lange Coven

Zoe vai até a casa de Misty Day buscar Kyle. Misty que ficou amiga de Kyle nega-se a deixá-lo ir [parece que ela tem ciúmes da Zoe], mas Zoe insiste que ele precisa voltar para a mãe que está sofrendo a sua falta. Misty não gosta da situação, mas concorda com Zoe e a faz prometer voltar.  Madson e Nan vão visitar o filho de Joan Ramsey e Joan percebe que há algo errado com as meninas. Madson queima suas cortinas e ‘acidentalmente’ faz com que uma faca voe até a parede.

Joan procura Fiona e diz que se as meninas entrarem em sua casa novamente ela irá processá-la, Fiona não se intimida mas começa a duvidar que Madson é a nova suprema e fará de tudo para impedi-la.

Lily Rabe Evan Peters

Lily Rabe

Zoe entrega Kyle para sua mãe, mas ele está diferente: além de não falar, está cheio de cicatrizes pelo corpo. Depois de deixá-lo lá, temos a inusitada revelação: a mãe de Kyle abusa sexualmente dele.  Cordélia procura Marie Laveau e pede que ela a ajude a engravidar. Primeiro Laveau cobra um preço caríssimo e Cordélia diz que fará de tudo para conseguir a quantia. Depois Laveau zomba de Cordélia e diz que não faria esse trabalho por nenhum dinheiro já que  ela é filha de sua maior inimiga: Fiona. [Cordélia, completamente humilhada, descobre que Fiona encontrou com Laveau e fez renascer uma antiga inimizade].

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A mãe do Kyle liga para Zoe pedindo ajuda, ela percebe que há lago muito errado com o filho. Zoe vai ao seu encontro, mas é tarde demais: Kyle a matou. Madame Lalaurie e Queenie são surpreendidas pelo Minotauro, Lalaurie (que sabe que o bicho está atrás dela a mando de Laveau) implora ajuda a Queenie. Surpreendentemente, Queenie vai ao encontro do Minotauro e faz sexo com ele!! (parece que ele, de alguma forma, a machuca).

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Por fim, Fiona se aproxima de Madson e finge que irá ensiná-la a usar seus poderes. As duas saem juntas, jogam sinuca e bebem durante toda a noite. Quando chegam a escola, Fiona conta como se tornou suprema e diz a Madson que, provavelmente, ela será sua substituta. Fiona revela que tem câncer, lhe dá uma faca e pede que Madson a mate. Madson nega-se, então Fiona pega e faca e mata a Madson!!! Como no começo do episódio, Spalding testemunha o assassinato e se compromete a dar sumiço no corpo.

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The Replacements – 3×03

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Promo do próximo episódio:

Bitchcraft – 3×01

American Horror Story Coven estreou ontem em grande estilo. A verdade é que o primeiro episódio foi, sem dúvidas, um dos mais dinâmicos se comparado com as últimas temporadas. Como sou viciada, já assisti e fiz download do episódio poucos minutos depois, tomo a liberdade de fazer um pequeno resumo do capítulo (e, se você não gosta de Spoiler, por favor nem comece a ler!). [E você vai reparar que o texto é mesmo um resumo e não uma resenha. São 3 horas da manhã agora e eu não tive tempo de digerir tudo, a impressão que tenho é que dessa vez, AHS vai centrar muito nas relações entre ”mãe e filha”, na figura feminina e vai usar e abusar do sarcasmo, do deboche…]

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O primeiro episódio, intitulado Bitchcraft, se inicia em 1834 – a terrível Madame LaLurie (Kathy Bates) apresenta suas filhas em um encontro social e logo depois, se banha sangue. Lalurie descobre que uma de suas filhas se envolveu com um escravo e para castigá-lo, afirma que ele a estuprou. Não bastasse, ela o leva a um calabouço onde lhe prende, retira seus órgãos e lhe obriga a usar uma máscara de Minotauro. Enquanto acompanhamos o pesadelo do escravo, vemos outros em situações parecidas (ou piores!).

A história muda de tempo e ambiente. Acompanhamos Zoe (Taissa Farmiga) e seu namorado que vão fazer sexo pela primeira vez. Zoe, acidentalmente, mata seu namorado com sua vagina e recebe a notícia, através de sua mãe, que é uma bruxa e que será encaminhada a escola “Miss Robichaux”. Ao chegar, Zoe tem um desagradável encontro com as colegas de turma, as três (Queenie, Madson e Nan) fingem que vão matá-la. Depois da brincadeira, a professora da escola se apresenta: Cordelia Foxx (Sarah Paulson). Ela afirma que quer ensinar as meninas como controlar seus poderes e antes de qualquer coisa, a sobreviver. Cordelia conta para as meninas o caso de Misty Day, uma bruxa que não conseguiu se defender e acabou queimada.

Lily Rabe- American horror Story

Lily RAbe- American Horror Story

Pouco tempo depois, conhecemos Fiona (Jessica Lange). Fiona – que é a suprema, ou seja, a mais poderosa das bruxas e a que possui todos os poderes – encontra-se com um médico para pedir que ele lhe dê um remédio para deixá-la mais jovem. Tempos depois a acompanhamos em seu apartamento, onde ela se droga. Fiona é visitada pelo médico e enlouquecida de raiva (porque os remédios que ele lhe deu não fizeram efeito), o beija e suga a sua juventude. [Aliás, o nome do episódio Bitchcraft é justamente um prelúdio do que acontece com ela, que percebe que não é mais jovem e que provavelmente, será sucedida].

Na escola, as meninas – enquanto jantam – comentam sobre os seus poderes. Madson (Emma Roberts) conta que é uma atriz de cinema e que chegou a matar um homem. Queenie (Gabourey Sidibe) é como se fosse uma boneca Voodoo de verdade e Nan, consegue ler pensamentos. Na escola, há um estranho e enigmático mordomo, que é mudo.

Jessica Lange

Jessica Lange - Fiona

Jessica Lange, Fiona

Fiona vai até a escola e enfrenta a filha, Cordélia. Ela quer ensinar as alunas a lutar e prepará-las para um combate. Ao contrário da mãe, Cordélia (obedecendo ao Conselho das Bruxas) acredita que as meninas precisam aprender a controlar seus poderes e viver pacificamente. Cordélia pede que a mãe se afaste e afirma que ela é indesejada naquele lugar, em contrapartida, Fiona traz suas malas e diz que não sairá dali.

Zoe e Madson vão a uma festa. Zoe conhece Kyle Spencer (Evan Peters) e os dois se apaixonam ‘a primeira vista’. Enquanto isso, Madson é drogada por um dos atletas (amigos de Kyle) e é estuprada por um grupo de rapazes. Zoe percebe o sumiço de Madson e vai a procura dela, quando chega ao quarto a encontra praticamente desacordada. Kyle, que também testemunha a situação, briga com os amigos e acaba sendo espancado. Os rapazes tentam fugir no ônibus mas Madson vai atrás deles e provoca um acidente – matando todos, inclusive Kyle.

Sarah pAULSON AMERICAN HORROR STORY COVEN

Evan Peters - Coven

No outro dia, a notícia da morte dos atletas invade o noticiário – Zoe e Madson temem ser descobertas. As alunas se encontram pela primeira vez com Fiona que pede que elas se vistam de preto e as leva para passear pela cidade. Nan é atraída por um museu, quando entram, as bruxas descobrem que estão na casa de Madame LaLurie. Nan e Fiona, através da ‘força do pensamento’ deixam subentendido que Lalurie ainda encontra-se na casa.

Lalurie foi enterrada viva por Marie Laveau (Angela Bassett), uma das mais poderosas rainhas do Voodoo. Descobrimos que Laveau enterrou Madame Lalurie viva, porque ela torturou seu amante (aquele, com cabeça de minotauro). Zoe, vai até o hospital e mata (com sua vagina), um dos homens que estuprou Madson.

Dias depois, Fiona volta a casa de Lalurie e a desenterra.

Jessica Lange - American Horror Story Coven

Kathy

Angela Bassett

khn

Kathy Bates

Links para download do episódio (American Horror Story Coven, 3ª temporada)

* Legendado e em RMVB

Opção 1)
http://usefile.com/sux7xc5tm7b2/AHS-3×01-Legendado.rmvb.html
Opção 2)
http://fileom.com/4hk00kvvouk8/AHS-3×01-Legendado.rmvb.html

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