As Luzes do Ocaso: que peça incrível!

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Fui assistir a peça “As Luzes do Ocaso” três vezes e para falar a verdade, se não estivesse com a vida tão corrida, teria assistido novamente. Na primeira vez estava acompanhada da minha mãe, que veio passear em São Paulo. Saímos de lá encantadas com a Magali Biff e não parávamos de falar: “Ela é linda, né?”. Naquele dia quebrou-se toda a impressão que eu tinha da atriz, que ficou marcada na minha memória como vilã. Eu não consegui parar de olhar para as suas pernas ou para suas mãos, que pareciam ter vida própria, e me apaixonei por seu carisma. Se uma vez escrevi por aqui que quando a  Bete Coelho está no palco é difícil desviar os olhos, me atrevo a dizer que quando a  Magali Biff está no palco, é impossível não olhá-la. Intensa!

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“As Luze do Ocaso” tem todas as delícias de uma comédia, toques fundamentais de suspense e um tom dramático perfeito. De todas as vezes que fui assistir,senti a mesma coisa: que era muito bom poder ter vivido essa experiência em São Paulo. A história me remete a filmes que amo, me faz lembrar das grandes atrizes hollywoodianas (como Bette Davis, Joan Crawford, Greta Garbo e Gloria Swason) e me alertou sobre um mundo que conhecia, mas ignorava: o das vedetes e do Teatro de Revista.

Na trama, Magali dá vida à Lanuza Mayer, uma ex-vedete confinada em sua casa e imersa em suas dores e lembranças. Um dia ela é surpreendida pela visita inusitada de um fã que se propõe a escrever um livro sobre o teatro de revista. Bebê é uma figura estranha que acompanha Lanuza há anos, oferecendo seus serviços como uma espécie de “mordomo/amante”.A chegada do jovem desestabiliza a harmonia da casa pois levanta uma série de segredos e acontecimentos obscuros. Eu escrevi bastante sobre a Magali, né?Não dá pra deixar de citar o trabalho incrível do Giovani Tozi e do Paulo Goulart, eles são atores incríveis e possuem um conhecimento técnico admirável: a postura, a voz, a presença no palco…

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O terceiro sinal: um monólogo sobre as experiências de um ator não profissional em sua primeira peça de teatro

Dentro de alguns minutos, sem nenhuma experiência prévia, tendo decorado o texto na última semana e tomado parte em apenas três ensaios, sem ser nem desejar me converter num ator, eu estaria me apresentando diante de uma plateia pagante num dos teatros mais mitológicos do País, sob a direção do mais histórico de seus diretores”.

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 O lançamento da Companhia BR 116 aconteceu há seis anos, em julho de 2010. A parceria entre a atriz mineira Bete Coelho e o ator baiano Ricardo Bittencourt trazia a experimentação como proposta chave do projeto, a ideia era permitir que atores trabalhassem tanto na direção quanto na roteirização de suas peças. Celebrando o início dessa caminhada eles se uniram para criar “O terceiro sinal”, uma obra com tom autobiográfico e cheia de metalinguagens.

Este trabalho inspira muitas reflexões, especialmente por se tratar do teatro falando do teatro. De início, cabe analisar a concepção da companhia. Quando a criaram, os atores pensavam em uma maneira de não dependerem tanto de patrocinadores.  Na época, Ricardo Bittencourt chegou a explicar para o jornal Estadão que a peça não recebeu patrocínio: “Estamos fazendo sem patrocínio, como um hino de amor nosso ao teatro e uma forma de a gente estar vivo, atuando, enquanto companhia, enquanto realizadores. ”

Em seu livro, “Iniciação ao teatro”, Sábato Magaldi dedica o capítulo “A Empresa” para falar exatamente sobre a importância da organização financeira das companhias e explica que ela é fundamental para manter a peça em cartaz. Neste processo, muitos artistas e estrelas acabam por se transformar em empresários, que se dedicam quase que integralmente às tarefas executivas. O autor ainda afirma que muitas companhias surgem não só como um empreendimento, mas como a possibilidade que o artista encontra de imprimir sua personalidade a seu trabalho.

Bete Coelho chega a dizer que o teatro é o primo pobre das artes e quem se entrega a esses projetos precisa se preparar porque não vai ficar rico. Magaldi reforça essa concepção em seu livro, dizendo que a atividade cênica nunca foi compensadora do ponto de vista financeiro, ainda que existam alguns exemplos isolados de pessoas que conseguiram fazer fortuna com a exploração do teatro: “Ao lado deles, numerosos outros crivam-se de dívidas, e terminam seus dias com a mesma insegurança do início, Só a vocação justifica a persistência de indivíduos que se sacrificam no teatro e que, fora dele, pelo talento, encontrariam ao menos a tranquilidade material.”

Sobre a peça: Em cena, um jornalista extremamente inseguro relata os momentos de nervosismo e aflição antes de entrar no palco pela primeira vez. A peça foi inspirada no livro “Queda Livre”, de Otávio Frias Filho.  No livro, cujo subtítulo é “Ensaio de Risco” o autor narra sete aventuras que viveu; experiências radicais como uma viagem ao coração da selva amazônica (onde ele bebe o chá alucinógeno do Santo Daime) ou como a sua incursão no mundo do sexo transgressivo: swing, orgias e sadomasoquismo. Dentre as experiências radicais, ele conta como foi participar de “Boca de Ouro”, dirigida por José Celso Martinez Correa em 2000 – isso depois de ensaiar apenas três vezes.

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    Otavio é interpretado por Bete, que se apresentava com o cabelo bem curto, com um terno cinza e uma gravata borboleta.  Além dela, há apenas uns panos escuros e algumas projeções que são inseridas ao decorrer do monólogo. É dado o terceiro sinal e o jornalista precisa entrar em cena, logo a sua insegurança fica visível e ele, tremendo, começa a contar como foi parar naquele lugar e como se preparou para a grande data: a estreia.

A grandiosidade na proposta desse trabalho é a capacidade analítica do personagem, que como um estranho no ninho, observa criticamente tudo o que está em sua volta. Ele se deslumbra com a naturalidade em que os atores se transformam, ele relata as dificuldades em se locomover em um palco nada convencional, comenta sobre as ordens enérgicas do diretor e analisa sua função como crítico e escritor de peças teatrais.

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A peça tem diversos momentos de humor, onde o personagem ri de si mesmo. Como quando ele narra o quase escorregão que leva no palco, que estava molhado. Ou quando comenta das incontáveis vezes em que verificou em seus bolsos os acessórios que deveria usar em cena: um jornal, um cigarro e um revolver.

A tensão psicológica do ator é um dos pontos analisados por Magaldi. Para ele, essa tensão confere ao ator uma individualidade distinta e não muito raro, leva-o a uma neurose.  Para interpretar a peça, eles podem correr o risco de transferir para a vida privada certos sentimentos que são dos personagens, por isso, antes de qualquer coisa, o ator precisa de certa contenção para estabelecer um equilíbrio satisfatório entre a vida artística e a pessoal.

Em “O terceiro sinal” Otávio defende a importância de o crítico estudar teatro, compreender o tema das peças que escreve e redigir um texto com clareza. Por outro lado, na postura de ator, ele se questiona sobre a complexidade de dizer certas palavras e em transmitir o sentido delas para o público. Então, na peça, o personagem narra as reuniões que teve com Bete Coelho e Giulia Gam para aprender a falar mais claramente. O interessante é que o que para elas parecia um exercício simples, para ele era quase um inferno. Afinal, ele se dizia bom com a escrita, mas não tanto com a fala. E além de tudo, sua timidez o desconcentrava.

 Neste ponto, as observações realizadas pelo personagem vão de encontro ao que Sábato Magaldi defende, para ele a palavra é um dos múltiplos instrumentos que podem ser utilizados para causar um maior impacto no espectador:

O ator comunica-se com o público por meio da palavra, instrumento da arte literária. Embora alguns teóricos desejem menosprezar a importância da palavra na realização do fenômeno teatral autêntico, sua presença não se separa do conceito do gênero declamado. Para o ator, entretanto, a palavra é um veículo que lhe permite atingir o público, mas não se reduz a ela a interpretação. Sabe-se que o silêncio, às vezes, é muito mais eloquente do que frases inteiras. A mímica ou um gesto substitui com vantagem determinada palavra, de acordo com a situação. Postura, olhar, movimentos – tudo compõe a expressão corporal, que participa da eficácia do desempenho. (MAGALDI, P. 4.)

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 Mais um momento brilhante de metalinguagem ocorre quando o personagem conta como foi a sua experiência em ver a sua amiga, atriz, em uma peça. De repente, ela começa a chorar desesperadamente e ele se lembra da frase de Diderot:  “As lágrimas do comediante escorrem de seu cérebro; as do homem sensível jorram de seu coração. ”. As lágrimas daquela atriz estariam escorrendo do cérebro ou jorrando do coração¿, pergunta. (Mais tarde, nos é confidenciado que Otávio assistia Bete Coelho na peça Cacilda!).

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[1]  Esta é a primeira fala da peça e também a primeira sequência do ensaio publicado no livro.

Referências:

MAGALDI, Sábato. Iniciação ao teatro. (Arquivo não datado). [Acesso 10.07.2016] Disponível através do link: www.passeidireto.com/arquivo/6050117/magaldi-sabato—iniciacao-ao-teatro/1

FALCÃO, Letícia (2015):  A crítica teatral na escrita da história do teatro brasileiro: possibilidades para um debate interdisciplinar. XXVIII Simpósio Nacional de História. Florianópolis. [Acesso 10.07.2016] Disponível através do link: :http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1427739221_ARQUIVO_Leticiatextocompleto.pdf

KÁTIA, ANA. (2010):  Monólogo marca a estreia de grupo teatral de Bete Coelho. Jornal Estadão. [Acesso em 10.06.2017] Disponível através do link: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,monologo-marca-estreia-de-grupo-teatral-de-bete-coelho,584679

Fulaninha e Dona Coisa

  • P.S. Este texto é apenas uma notinha, escrita durante a madrugada…

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“Você! Você é essa pessoa que vive sob o mesmo teto que eu, e eu nem sei, de verdade, quem é…”

Nos últimos dias eu fiquei cismada em ler teatro. Isso por causa do último livro que li, “Toda nudez será castigada”, de Nelson Rodrigues e achei incrível! Estava passeando pela biblioteca quando vislumbrei um exemplar da coleção ‘Aplauso Teatro Brasil’, com peças escritas por Noemi Marinho. E, olha…tantas vezes a vi em novelas e nunca imaginei que fosse também escritora e com uma bagagem invejável (formada pela USP em arte dramática, autora de Homless, Cor de Chá… escreveu para programas televisivos como ‘Brava Gente’, ‘Sai de Baixo’ etc).

NoemimarinhoComo eu tinha que ir a um curso logo depois, só tive tempo de ler uma das peças… exatamente uma da qual já tinha escutado falar (por causa da Eliete Cigaarini) e que há muito queria assistí-la. “Fulaninha e Dona Coisa”! (que, por sinal, é a peça mais encenada da autora, escrita em 1988).

A trama conta a relação conflituosa entre uma patroa e sua empregada, duas mulheres com contextos e desejos tão distintos… Dona Coisa é cosmopolita, bem sucedida e Fulaninha, uma mulher do interior, sem dinheiro nem família. O texto tem uma pegada humorística, e explora principalmente a inexperiência da empregada – de origem humilde, aprendendo a viver na cidade grande. (Já assistiram Unbreakable Kimmy Schmidt? Então, meio parecido).

Mesmo com o humor característico, algumas passagens chamam atenção… como a solidão da Dona Coisa e a relação de abuso e dependência entre as duas, uma relação retratada de uma forma que continua atual…. essa luta de classes e a discrepância social. Acho que a Fulaninha merece ser revisitada, relida… não sei, mas já não vejo mais a imagem da empregada como aquela que não sabe nem atender o telefone ou que lava as roupas na piscina por engano.

(Outra pegada genial é o fato de que nenhuma das duas personagens possuem nome)


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Toda nudez será castigada


Meu filho, não tenha pressa de perdoar.

A misericórdia também corrompe”


Toda Nudez Desrespeitando toda a organização que bolei na minha cabeça para as leituras de 2015, terminei de ler a peça teatral “Toda nudez será castigada”, passando este livro na frente de muitos outros que estavam na espera. Não faz mal, ler Nelson Rodrigues me ajuda a revigorar o meu apreço pela dramaturgia brasileira e me faz admirá-lo ainda mais. Já falei por aqui (inúmeras vezes) que o acho um gênio… e, depois dessa última leitura, a minha vontade de ler outras de suas obras aumentou.

Toda nudez será castigada é uma tragédia, repleta de traição, ambiguidade e perversidade. A trama conta a história de Herculano, um homem viúvo que se martiriza pela morte da esposa (que teve câncer no seio). Seu filho, Serginho (um jovem de 18 anos), não superou a ausência materna e implorou para que o pai nunca se casasse ou tivesse uma outra mulher na vida novamente. A relação doentia entre os dois é agravada pela influência das três tias, solteironas e mais velhas, que defendem a castidade de Serginho. Patricio, irmão de Herculano (e, ao meu ver, o grande vilão da peça), faz com que Herculano se apaixone por Geni, uma prostituta. O problema é que Geni, se apaixona por Herculano, mas também pelo seu filho…

Ao longo da minha leitura, fui me impressionando com as reviravoltas da história. Eis uma peça que gostaria muito de assistir. Lendo uma análise, fiquei ainda mais surpresa com a capacidade de Nelson Rodrigues de observar o cotidiano e transformar “a banal vida da classe média”, em obra prima. É realmente admirável.

Quando falo em ambiguidade (em complexidade também), não é a toa. Por exemplo, a relação obscena entre Geni e Serginho pode ser encarada com a necessidade de Geni de suprir o seu desejo maternal. A honestidade e o caráter de Herculano não são tão naturais, pelo contrário, suas boas atitudes são forçadas…talvez pela influência das tias. Outras que, defendem a boa moral e a castidade, mas que no fundo, possuem uma “tara” pela virgindade do sobrinho (e a tara é tão grande, que elas chegam a conferir se suas cuecas estão limpas de qualquer rastro de sexo). A violência sofrida por Serginho é também a sua redenção, por fim, ele consegue se livrar de toda a podridão familiar que o cerca…

A empresa (A Possessa)

Sempre que posso, gosto de reler Hilda Hilst… sabe, me identifico com o que ela escreve. Não preciso dizer muito sobre (não mais do que já disse) … quem conhece um pouco de sua obra sabe que ela tem uma lucidez e uma narrativa invejável. Dentre os diversos livros que tenho, resolvi reler “A empresa”, uma de suas peças de teatro… Aliás, a primeira que ela escreveu, em 1967.

A trama, que se passa em um colégio de freiras, conta a história de América  – uma jovem criativa, sincera e contestadora que se vê reprimida pelas autoridades do colégio (em especial pelas duas Postulantes e pelo Monsenhor). Hilst não só denuncia a repressão institucional sobre os jovens, mas também chama atenção para o fato de que até os mais criativos podem ter suas ideias massacradas pelo “sistema”.

Na nota, feita pelo professor da Unicamp, Alcir Pécora, há uma observação me pareceu importantíssima: “O teatro completo de Hilda é composto por oito peças escritas  de 1967 a 1969. O fato é significativo, pois se trata de um período no qual o teatro em geral, e em especial o universitário, adquire grande importância no país, tanto por suas significação política de resistência contra a ditadura militar como pela excepcional confiança na criação jovem e espontânea que se alastrava pelo mundo”


TEATRO DA HILDA

América: Eu perguntei como é possível existir a frase “nossa senhora foi virgem antes do parto, no parto e depois do parto.

Monsenhor: Não nos cabe o julgamento dessas revelações. É preciso ter fé.

América: Mas eu penso.

Monsenhor: Mas a fé não pretende que você deixe de pensar. A fé não pretende que você abdique de sua inteligência.

América: Mas isso não é lógico. Como posso acreditar numa coisa que é absurda? Todo mundo sabe que é impossível ser virgem e dar a luz.

Monsenhor: Há verdades imutáveis

TITUS, que história!

Sangue, vingança e traição: a história.

Titus é um influente general romano que lutou contra os godos e venceu a batalha. Quando retorna a cidade, ele traz quatro prisioneiros: Tamora (a rainha dos godos) e seus três filhos – e os usa dar uma demonstração do seu sucesso e poder.  Tamora implora para que Titus os liberte, ou pelo menos, liberte seus filhos. Implacável, Titus mata o primogênito de Tamora e lhe entrega suas vísceras.

Titus chega na cidade a um momento oportuno, há uma eleição para escolher o novo imperador: na disputa estão Saturtino e Bassiano (irmãos), que brigam pelo trono. Saturtino apela para a vaidade de Titus, enquanto Bassiano acredita em sua justiça. Bassiano realmente possui boas intenções, mas o fato de namorar Lavínia (filha de Titus) o prejudica.

 Em primeiro momento, Titus tenta se auto eleger – o que deixa Saturtino furioso! – depois, percebendo a impossibilidade de se tornar imperador, o general escolhe Saturtino, pois acredita que ele, sendo o irmão mais velho, tem mais direito ao trono.

Os filhos de Titus sabiam do namoro entre Lavínia e Bassiano, além disso, não apoiaram o pai em sua escolha. Titus sente-se traído, mata um dos filhos e exige que os outros (entre eles, Lúcio, um soldado popular e influente) nunca mais se aproximem dele. Assim que assume o cargo, Saturtino dá pistas de sua má índole:  para humilhar Titus e Bassiano ao mesmo tempo, diz que irá se casar com Lavínia. Titus não gosta muito da ideia, mas como é um homem muito leal, aceita.

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Titus leva Tamora e seus filhos para uma prisão, no caminho Saturtino os encontra e fica encantado pela rainha dos godos.  Então Saturtino volta atrás e resolve se casar com Tamora, ofendendo Titus mais uma vez.  Depois da realização do casamento, Tamora faz um acordo com Saturtino: ela sabe que se Saturtino humilhar Titus mais uma vez, a popularidade do imperador pode cair então pede que seu marido deixe que ela se vingue de Titus do seu jeito.

Aos poucos, Saturtino fica cegamente apaixonado por Tamora e nem percebe que ela mantém um romance com um de seus empregados, o Aaron, um homem traiçoeiro. Um dia, Tamora e Aaron são flagrados pelos filhos de Titus. Com medo de ter seu segredo revelado, Tamora os mata e provoca uma tragédia: ela manda que seus filhos se vinguem de Titus de uma vez por todas: estuprem Lavínia.

Os filhos de Tamora não só estupram Lavínia como também arrancam a sua língua e cortam as suas mãos. A garota é encontrada por seu irmão, Lucius, completamente atormentada. Levam-na para Titus e ele fica desesperado, chocado, sem chão. Titus encontra Aaron e pergunta o que pode fazer para demonstrar para Tamora e para Saturtino que não pretende mais brigar, Aaron propõe que Titus tenha um ato de coragem: que arranque a própria mão e mande ao imperador. E é justamente o que Titus faz. O problema é que ele foi enganado, Aaron sugeriu a automutilação por pura maldade. Pouco tempo depois ele manda a mão de Titus de volta e debocha do soldado.

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Nesse meio tempo, Tamora engravida de Aaron, mas a criança nasce negra e ela, envergonhada, pede que o matem. Aaron chega um pouco antes do assassinato do menino e leva o filho para longe dali e promete: ele se vingará. Enquanto isso, Lucio vai até a terra dos godos e conta para o povo as barbaridades que Tamora cometeu. Ele encontra pessoas que também não gostam da rainha e que querem vê-la morta.

Com medo de Saturtino descobrir o crime que seus filhos cometeram em relação à Lavínia, Tamora e seus filhos vão à casa de Titus assombrá-lo, eles fingem ser uma “alucinação” do soldado. O que eles pretendiam, na verdade, era fazer com que Titus pensasse que tinha enlouquecido, mas ele não cai na pegadinha, pelo contrário. Tamora vai para o palácio, deixa os filhos sozinhos na casa de Titus e pede para que eles terminem o trabalho. Titus, no entanto é muito mais esperto do que eles e mata os dois.

Titus manda uma carta para Saturtino e pede por trégua e por isso afirma irá servir um jantar para o imperador e sua esposa. Saturtino aceita. No dia do jantar, Titus prepara a refeição. Antes de servi-la, ele mata a filha (Lavínia) na frente dos convidados para mostrar que não aguenta mais vê-la sofrer. Finalmente, os convidados começam a comer o que Titus preparou: uma torta de carne, feita com os restos mortais dos filhos de Tamora. A rainha não sabe que são seus filhos e então, os come. Depois que Titus revela que a torta na verdade é feita de carne humana, ele finalmente apunhala Tamora no pescoço. Revoltado, Saturtino mata Titus. Lucius, também revoltado, mata Saturtino.

Prepare-se para a Noite Branca!

Hoje o Parque Municipal de Belo Horizonte não fechará às 18h, como de costume. Ao contrário disso, o local irá receber uma maratona de atividades artísticas (intervenções, oficinas, exposições de curtas, espetáculos) que serão realizadas até as 6h da manhã! O evento, que acontecerá pela primeira vez na capital mineira, conta também com a gastronomia que também estará presente no evento ( um exemplo é a Chefe Agnes Farkasvolgi e outros convidados que apresentarão menus entre R$ 5 a R$20).

Confira a programação:

http://www.noitebrancamg.com.br