[Magia e Terror]: o Natal em “O estranho mundo de Jack”

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Quando penso em filmes natalinos, “O estranho mundo de Jack” (animação de 1993, dirigida por Henry Selick e com a forte contribuição de Tim Burton) é um dos primeiros que me vem à mente. E, assim como muitos da minha geração, lembro do encantamento (e do estranhamento) que me causava. Sempre que passava na TV, eu parava tudo o que estava fazendo para assistí-lo, independente de quantas vezes já o havia feito.

O filme, um clássico contemporâneo em stop-motion, apresenta os questionamentos existenciais de Jack, um esqueleto que vive na cidade do Halloween, mas que está cansado de fazer sempre as mesmas coisas.

Em busca um novo sentido para a vida, Jack acaba visitando a cidade do Natal e se encanta com tantas cores e magia, um cenário bem diferente do seu. Decidido a mostrar a novidade para seus amigos, Jack resolve, então, sequestrar o Papai Noel.

Li diversas resenhas sobre o filme, no intuito de entender um pouco mais sobre o seu poder sobre o imaginário das crianças/adultos e me chamou a atenção para um fato: praticamente todos os textos se encontram em um argumento: o de que o filme retrata as angústias e desilusões humanas, uma questão universal.

Só que de uma forma mágica e encantadora.

Em suma, Jack, uma espécie de anti-herói depressivo e sentimental, provoca uma empatia absurda nos espectadores ao apresentar um realidade alegórica sobre a complexa realidade do ser humano e o desafio de conhecer a sí mesmo e se encaixar na sociedade em que vive.

Independente da época do ano “ideal” para assistir o filme, é impossível não reconhecê-lo como uma obra marcante. E, se você ainda não o viu ( o que é um pouco difícil…) não perca a oportunidade!

De volta aos anos 1990

Me estremeci agora ao ver no meu e-mail o Boletim do Palácio das Artes: Do dia 13 a 17de Outubro, o Cine Humberto Mauro apresenta a mostra “De Volta aos anos 1990”, já gostei pelo nome. Serão exibidos filmes (longas), que por diversos motivos “foram negligenciados na filmografia dos seus diretores” (estou sendo fiel ao texto do site). – Delicia! David Lynch,  Robert Altman, Quentin Tarantino e Jim Jarmush, por exemplo, são nomes que passarão por lá. Uma pena eu não poder ir em todos os horários: até o Edward, Mãos de Tesoura vai ser exibido! – To entusiasmada, confira a programação:

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 13 SÁB

15h45 VOLTANDO AOS 1990 | O Jogador (The Player, 1992), de Robert Altman | (14 anos) | 124´

18h VOLTANDO AOS 1990 | De Olhos bem Fechados (Eyes Wide Shut,1999), de Stanley Kubrick | (18 anos) | 159´

20h45 VOLTANDO AOS 1990 | Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, de 1990), de Tim Burton | (Livre) | 105´

14 DOM

16h VOLTANDO AOS 1990 | A Estrada Perdida (Lost Highway,1997), de David Lynch | (12 anos) | 134´

18h30 VOLTANDO AOS 1990 | Maridos e Esposas (Husbands and Wives, 1992), de Woody Allen | (16 anos) | 108´

20h30 VOLTANDO AOS 1990 | Dead Man (1995), de Jim Jarmush | (16 anos) | 121´

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15 SEG

16h15 VOLTANDO AOS 1990 | Jackie Brown (1997), de Quentin Tarantino | (14 anos) | 154´

21h VOLTANDO  AOS 1990 | O Jogador (The Player, 1992), de Robert Altman | (14 anos) | 124´

16 TER

17h VOLTANDO AOS 1990 | Maridos e Esposas (Husbands and Wives, 1992), de Woody Allen | (16 anos) | 108´

19h VOLTANDO AOS 1990 | Dead Man (1995), de Jim Jarmush | (16 anos) | 121´

21h VOLTANDO AOS 1990 | A Estrada Perdida (Lost Highway,1997), de David Lynch | (12 anos) | 134´

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