descobrindo Elena Anaya

Elena

Elena nasceu em 1975, é uma espanhola encantadora que, nos seus 40 anos de idade, mantém uma imagem invejável. É séria, comprometida com causas ecológicas e filantrópicas e além de ser a musa de Stella McCartne, é também uma das musas da Lauren. Talvez ela passaria despercebida dos meus viciados olhos (que sempre gostam de ver o trabalho das mesmas atrizes, repetidas vezes), se a Lauren não tivesse indicado seus filmes.

Pra falar a verdade, Elena me chamou a atenção quando vi A Pele em que Habito, do Almodovar. Ao assistir aquele filme fiquei admirada com o quanto ela é bonita. Sinceramente, eu fiquei até um pouco incomodada (senti recalque, sim!) porque ela é bonita demais! Que corpo, que cabelo, que olhos! Mas até então, nunca tinha lido nada sobre ela. Gostei muito de saber, que mesmo sendo badalada em Hollywood, Anaya prefere o cinema europeu e que,mesmo sendo requisitada nos EUA, não deixou de morar em Madrid. Bom, neste domingo me dediquei a assistir dois de seus filmes e estou encantada! Obrigada Senhora Cida, pelas indicações. 


Segredos em Família, 1996

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Particularmente, sou apaixonada com misancene (também conhecido como jogo de cena)! Seja no cinema, no teatro ou na TV. O problema é achar obras ou autores que utilizam desse recurso sem confundir o público. Segredos em Família é uma delícia de filme, que me surpreendeu pela qualidade e pela talento do diretor, Fernando León (na época, com apenas 28 anos!).

O filme conta a história de Santiago, interpretado pelo charmosíssimo Juan Galliardo. Um homem que, no dia do seu aniversário de cinquenta anos, tem apenas um desejo: comemorar a data ao lado de sua família perfeita. Como sabemos que nada é perfeito, descobrimos através do diálogos surrealistas e do ambiente extremamente teatral, que a “família” de Santiago não passa de atores, contratados por ele, para permanecer uma temporada em sua casa,  fingindo serem seus parentes.  

Elena está linda e tão novinha! Confesso que fiquei mais vidrada em Amparo Muñoz e naquela maravilhosa mecha grisalha surgindo em seus cabelos. Um fato interessante, e triste, é que Muñoz morreu bem nova – com apenas 56 anos. Ela, que foi Miss Universo em 1974, faleceu em 2011 por complicações cerebrais causadas pelo Mal de Parkinson. Mais uma observação: fiquei mais apaixonada ainda pela senhora que finge ser a mãe de Santiago e adorei a malícia do personagem. 

A trama do filme me lembrou um trabalho teatral que foi feito recentemente em São Paulo, do qual esqueci o nome (desculpa!). De qualquer forma, a dinâmica deles era sensacional, já que através de um grupo no Facebook, selecionaram algumas pessoas para receber atores em suas casas e esses atores fingiam ser amigos antigos, namorados filhos de quem os recebessem. No fim, o próprio espectador se tornava ator também. O resultado do experimento foi muito interessante, os participantes contaram que em certos momentos, confundiam as emoções e não sabiam definir se o que sentiam era real ou não. 


Um quarto em Roma, 2010

Um Quarto Em Roma1

Que filme lindo, mano! Fiquei encantada com a delicadeza da abordagem de um tema incansavelmente retratado no cinema, o amor entre estranhos. Mas aqui, de uma forma bem singela e delicada, e – entre duas mulheres. O filme, dirigido por Julio Medem, conta história de Alba e Natasha, mulheres de nacionalidades diferentes que se encontram em um bar e acabam passando a noite juntas.

Eu já tinha assistido o trailer desse filme há algum tempo, mas em princípio pensei que fosse mais uma daquelas histórias eróticas feitas para alimentar a curiosidade masculina…daqueles que, ironicamente, tem um fascínio por mulheres se pegando. O filme é poético e é impossível não se encantar com os pequenos detalhes (como aquela cena em que Alba fica nas pontas dos pés para beijar Natasha).

É verdade que as duas (Anaya e Natasha Yarovenko)  juntas são um colírio para os olhos, são lindas mesmo! Mas a história vai além de puro sexo, e deve-se muito ao bom desenvolvimento dos diálogos. Reparei, por exemplo, que é uma história praticamente sem clímax e mesmo assim ficamos vidrados na conversa das duas, tentando revelar o mistério de cada uma.

Gostei especialmente dos movimentos de câmera e da trilha sonora, que é quase um terceiro personagem. O enquadramento da câmera em plongeé, enquanto as duas se encontram e se despedem é absurdamente  lindo, é como se fossemos voyeurs, observando-as dentro do quarto do hotel. Mas linda ainda é aquela cena da banheira, em que Alba sente a flecha do cupido em seu peito. É de partir o coração.

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